Anatomia dos Cerebelos – Como Funciona? O que São? Pra que Servem?

anatomia-dos-cerebelos-como-funciona-o-que-sao-pra-que-servem

Sem essa estrutura fundamental, nenhum animal vertebrado – inclusive o homem —poderia executar qualquer ação muscular coordenada.

Velocidade, precisão e versatilidade de reação constituem algu­mas das qualidades atribuídas ao ser humano por uma estrutura do encéfalo de importância muito especial: o cerebelo (“pequeno cérebro”).

A coordenação harmônica das ordens motoras e o equilíbrio do homem sobre apenas dois pés são possíveis graças a esse segmento do sistema nervoso central.

Por trás do tronco cerebral e logo abaixo do cérebro, o cerebelo aparece como uma complexa “estação retransmissora”, destinada à integração entre os impulsos enviados pelos vários setores do corpo e as mensagens transmitidas em resposta.

Neste artigo falaremos sobre Anatomia dos Cerebelos – Como Funciona? O que São? Pra que Servem?

Anatomia dos Cerebelos – Como Funciona? O que São? Pra que Servem?

O CEREBELO

O cerebelo existe em todos os vertebrados, sempre com a função de determinar o equilíbrio do corpo e sua orientação no espaço. No homem, uma lesão do cerebelo pode, por exemplo, dificultar marcha em linha reta, e as tentativas de andar levam o indivíduo caminhar em ziguezague.

A remoção do cerebelo em um pássaro faz com que ele voe com dificuldade, caminhe e pouse de maneira desastrosa, e caia com facilidade.

Também nos mamíferos, a perda do cerebelo não provoca o desaparecimento de nenhuma outra rea­ção simples, mas prejudica a capacidade de se equilibrar com pre­cisão e a execução dos movimentos voluntários.

A dimensão e o aspecto do cerebelo variam muito. Nos peixes, répteis, anfíbios e pássaros existem apenas as partes do cerebelo que correspondem ao paleocerebelo dos animais mais evoluídos (palco é um prefixo que significa velho, antigo.)

Paleocerebelo é a parte do cerebelo que já existia em formas mais antigas de vida, dentro da evolução das espécies. Essa porção relaciona-se com a região do ouvido interno responsável pelo equilíbrio (vesti-bulo) e estabelece também a conexão com a medula e outras estru­turas básicas do sistema nervoso central.

Nos mamíferos, a diferenciação do cerebelo é maior e, com a evolução, aparece uma região de origem mais recente, o neocerebe­lo (neo, novo), resultante de uma forma posterior de evolução bio­lógica. À medida que os seres evoluíram, todo o sistema nervoso tornou-se mais especializado.

Assim, no homem, o cerebelo é maior e desempenha funções mais complexas do que em todas as outras espécies. Mas, como nos outros mamíferos, existe o paleo ce­rebelo e o neocerebelo, que integram partes distintas mas estreita­mente inter-relacionadas.

CONJUNTO HARMÔNICO

De baixo para cima, a estrutura do cerebelo lembra o aspecto de uma borboleta. As “asas” corres­pondem aos dois hemisférios, ou seja, às duas metades laterais da estrutura do órgão. Na maior pane, esses hemisférios são constituí‑

dos por tecido neocerebelar. Entre os dois interpõe-se o “corpo” da borboleta, que, pela semelhança com um verme dobrado sobre si mesmo, recebeu o nome de verme do cerebelo. Essa porção, mui­to desenvolvida nos pássaros, possui extensa conexão com a medu­la espinhal e com outras partes do neuroeixo.

Mas a superfície dos hemisférios cerebelares, vistos isoladamen­te, lembra mais uma concha marinha. Da mesma forma que o verme, os hemisférios são constituídos basicamente por numerosas lâminas de tecido nervoso, as chamadas folhas cerebelares.

Sulcos paralelos, como os que existem nas conchas, separam as folhas ce­rebelares entre si, formando as fissuras cerebelares.

O cerebelo está estreitamente correlacionado a todo o sistema nervoso central, que constitui uma unidade solidamente entrosada. Para estabelecer a ligação com as diferentes centrais transmissoras e receptoras do sistema nervoso, existem no cerebelo três pares de pedúnculos.

Nas plantas, os pedúnculos (literalmente, pequenos pés) constituem o sustentáculo e meio de comunicação entre o cau­le e as flores. Os pedúnculos cerebelares são feixes de fibras nervo­sas encarregados da comunicação do cerebelo com o tronco cere­bral, a medula espinhal e o cérebro.

CONSTITUIÇÃO DO ÓRGÃO

Um corte no cerebelo revela que as substâncias branca e cinzenta se dispõem em sentido inverso ao que acontece na medula espinhal. Por dentro, encontra-se a substância branca, revestida por uma “capa” de substância cinzen­ta: é o centro branco do cerebelo, envolvido pelo córtex (camada externa) cerebelar.

Mas em pleno centro branco distribuem-se qua­tro pares de massas irregulares de substância cinzenta, denominados núcleos cerebelares.

Em cada uma das folhas cerebelares, a distribuição é pratica­mente a mesma. Um feixe de fibras nervosas revestidas pelo mate­rial esbranquiçado, que é a mielina, distribui-se a partir do centro branco, e uma camada de substância cinzenta envolve cada feixe de fibra, como se fossem os dedos de uma luva.

O córtex cerebe­lar de substância cinzenta é constituído por uma camada mais ex­terna denominada molecular, contendo poucas células. A camada mais interna é a granular, rica em células. Entre as duas camadas dispõem-se como um rosário as células de Purkinfe, característi­cas do cerebelo.

As células nervosas que participam da constituição do córtex cerebelar atuam dentro de complicados circuitos de transmissão. Assim, permitem que as mensagens que chegam até o cerebelo se­jam quase instantaneamente distribuídas por todo o órgão, redistri­buídas aos pontos necessários, captadas e retransmitidas.

Os impulsos que chegam através dos pedúnculos inferiores e mé­dios caminham diretamente para o córtex. Daí, são enviados aos núcleos distribuídos no interior da substância branca.

E, desses nú­cleos (estações retransmissoras), partem as respostas, que vão pas­sar pelo pedúnculo cerebelar superior e encaminhar-se para diferen­tes pontos do neuroeixo. Por meio de uma cadeia bem coordenada e estruturada, o cerebelo permite a ação harmônica e equilibrada de grande parte da musculatura do corpo.

AÇÃO CONJUNTA

Uma agulhada provoca uma reação refle­xa: afastar imediatamente o corpo, como para fugir da sensação desagradável. Para esse ato simples é essencial uma ação muscular muito complexa. Enquanto determinados grupos musculares se re­laxam, outros se contraem, no momento exato e no grau adequado.

A vontade não interfere forçosamente nisso, mas, se a pessoa esti­ver preparada (no caso de tomar uma injeção, por exemplo), pode pontrolar em grande parte o movimento reflexo.

Para que os diversos músculos executem exatamente o movimen­to necessário, é essencial a participação do cerebelo, que é a estru­tura do sistema nervoso central responsável pela coordenação da atividade motora.

Jogar tênis ou tocar piano são atividades que exigem a mesma coordenação e harmonia. É sempre indispensável a ação conjunta e combinada dos diversos músculos que devem participar do movimento.

O cerebelo consegue desempenhar esse papel de “coordenador geral” porque recebe impulsos nervosos praticamente de todo o corpo e, ao mesmo tempo, está ligado aos centros superiores do cérebro.

Sua estrutura especial favorece um mecanismo complexo, capaz de correlacionar os impulsos recebidos e emitir outros, adequadamente integrados, para toda a musculatura, sempre que necessário. A comunicação com os centros do cérebro permite também o controle voluntário e o treinamento organizado da atividade motora.

A comunicação com a medula espinhal encarrega-se de “distribuir” as ordens e mensagens por quase todo o corpo. Esses conhecimentos a respeito do cerebelo permitiram elaborar numerosos testes clínicos para identificar lesões nessa estrutura.

Conforme o segmento afetado, as perturbações são características, na postura ou no movimento. Tumores, moléstias degenerativas, processos inflamatórios ou acidentes são algumas das causas de lesão no cerebelo.

As lesões na região paleo cerebelar não são muito frequentes; quando isso ocorre, o paciente apresenta acentuada dificuldade em manter-se em pé. Mas, se permanecer deitado, as alterações são quase imperceptíveis.

Já as lesões que atingem a região neo cerebelar são mais frequentes; em geral, afetam apenas um dos hemisférios. Fadiga, falta de energia, incoordenação muscular e desarmonia dos movimentos voluntários são manifestações quase sempre acompanhadas por tremor constante.

A incoordenação dos músculos responsáveis pela fonação dificulta a fala. As alterações ocorrem sempre na metade do corpo correspondente ao hemisfério afetado.

Neste artigo falamos sobre Anatomia dos Cerebelos – Como Funciona? O que São? Pra que Servem?

Imagem- ecycle.com.br



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos