Cardiopatia Congênita – O que é? Mal Formação do Coração

Com certa freqüência,. um orifício que liga os átrios, e que deveria fechar-se após a sexta semana de vida fetal, permanece aberto.

Cardiopatias congênitas são as malformações do coração que ocorrem durante o desenvolvimento do embrião. Suas causas determinantes ainda não foram exatamente esclarecidas, mas existem várias teorias aceitas pelos embriologistas. Uma delas é a existência de alterações genéticas que fogem às normas gerais do desenvolvimento.

Mas também podem aparecer as cardiopatias causadas por micróbios, como, por exemplo, pelos vírus da rubéola. O uso de drogas, durante certas fases da gestação, também pode causar anormalidades no embrião.

terceira semana

Na terceira semana de vida intra-uterina, o futuro bebê ainda não chegou ao tamanho de uma ervilha. Mas a essa altura já está em formação um coração rudimentar, que consta de dois tubos endocárdios (no interior do coração). Estes dois tubos se fundem em um só e, a seguir, começa o espessamento dos tecidos, como se fosse um nódulo. O espessamento é provocado pela concentração de células cardiogênicas (geradoras do coração).

É aí que se vai formar o “manto mio epicárdico’ isto é, o músculo cardíaco e uma delicada membrana que o envolve. Nesse momento o futuro coração já começa a exercitar suas primeiras contrações.

Cardiopatia Congênita

quarta semana

Na quarta semana, o coração tem uma cavidade única. O “coração adulto “deverá ter quatro cavidades: dois átrios e dois ventrículos. Comparando-se o pré-coração dessa idade a um globo terrestre, teremos uma espécie de “estrangulamento “na posição que corresponde à linha do equador.

O estrangulamento vai separar o “hemisfério norte” (átrios) do “hemisfério sul” (ventrículos). A esse tempo, na parte superior (átrios), começa a formar-se um tabique divisor, chamado septum primum, que cresce de cima para baixo e de trás para a frente, afim de dividir a cavidade atrial em dois átrios, o esquerdo e o direito. Contudo, a separação interatrial não é completa, uma vez que um orifício existente no septum primum permite a comunicação entre ambos.

sétima semana

A partir da sétima semana de vida intra-uterina, tem início a formação de outro tabique, o septum secundum, ao lado do septum primum, como se fosse parede a parede. Também o septum secundum tem um orifício, não coincidente com o orifício do septum primum. Um fica mais ao alto, e outro, abaixo, de modo que um recobre o orifício do outro. O sangue, passando de um átrio ao outro, circula deforma semelhante à de um sifão.

Como durante a vida intra-uterina a pressão do átrio direito é maior do que a do esquerdo, a passagem do sangue nesse sentido é facilitada. Mas, depois do nascimento da criança, esta pressão está invertida. Ê maior no átrio esquerdo do que no direito. Essa pressão empurra o septo sobre o orjJTcio, obliterando-o. Assim, o sangue já não consegue passar de um átrio ao outro.

Nesse meio tempo, cresceu outro tabique, ou divisão, no “hemisfério sul”, dividindo-o em dois ventrículos. A partir daí, o sangue do átrio é impulsionado para o ventrículo correspondente: do átrio direito para o ventrículo direito e do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo.

A base do septum primum se alargou, formando como que o pé de uma taça, efundiu-se com a parte superior do septo ventricular. Prolongamentos dos tecidos que formam a musculatura cardíaca, aproximando-se do “pé de taça-,vão formar as válvulas mitral e tricúspide, de comunicação atrioventricular. O feto, com idade entre sete e oito semanas, tem coração praticamente “pronto

A MISTURA DO SANGUE

Palpitações no Coração

Anatomicamente, o coração divide-se em hemicoração direito e hemicoração esquerdo, chamados simplesmente de coração direito e coração esquerdo. O coração direito é responsável pela pequena circulação, isto é, aquela que leva o sangue venoso do coração para os pulmões, onde ele se livrará do gás carbônico e absorverá oxigênio. E o coração esquerdo responde pela grande circulação, a que conduz o sangue arterial a todos os pontos do organismo.

Dessa forma. a ligação que existe entre o átrio esquerdo e o direito pode provocar uma mistura de sangue. Mas isso raramente ocorre. E o fato não é grave, porque a pressão da grande circulação é maior do que a da pequena. Assim, a tendência é injetar o sangue arterial oxigenação no venoso, e não ao contrário.

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