Como são os Músculos do Esqueléticos, Funcionamento e Anatomia

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Além de proporcionarem ao corpo formas definidas, os músculos esqueléticos são fundamentais à sobrevivência do homem sobre a terra.

Mais do que determinante da estética corporal, o sistema muscu­lar é fundamental para a sobrevivência do homem sobre a terra. Animal terrestre, o homem está inexoravelmente ligado ao solo por um cordão umbilical invisível: a força da gravidade.

Músculos pos­turais, também chamados antigravitacionais, exercem ação oposta à da atração terrestre e conseguem manter o homem em equilíbrio. Essa é apenas uma das múltiplas ações efetuadas pelos músculos esqueléticos.

Na vida terrestre, os músculos antigravitacionais (membros infe­riores, bacia e coluna vertebral) determinam o permanente equilí­brio do homem em posição ereta.

São controlados, automaticamen­te, pelo sistema nervoso central, através de reflexos nervosos origi­nados nos olhos, nos ouvidos e no labirinto, que é o órgão do equilíbrio. Reflexos adicionais, com origem no interior dos pró­prios músculos posturais (reflexos de distensão), complementam a todo instante essa regulação de postura.

O trabalho desses músculos é comprovado pela fadiga do recruta em posição de sentido durante vários minutos. Nessa atitude, a linha do centro de gravidade do corpo está um pouco adiante dos tornozelos. Para impedir a queda do corpo para a frente, os múscu­los da barriga da perna são contraídos constantemente.

Neste artigo falaremos sobre Como são os Músculos do Esqueléticos, Funcionamento e Anatomia.

Como são os Músculos do Esqueléticos, Funcionamento e Anatomia

FORMA

Em anatomia, o sistema muscular compreende o con­junto de músculos voluntários e suas formações acessórias, como tendões e aponeuroses. Os músculos lisos, integrados à estrutura de vários órgãos, são considerados no estudo dos diferentes siste­mas do corpo. O músculo cardíaco, um terceiro tipo, é estudado juntamente com o coração.

Cerca de quatrocentos músculos esqueléticos constituem o siste­ma muscular no homem. A variedade de formas, tamanhos, potência, velocidade de ação e tipos de movimento desses numerosos músculos não encontra paralelo nem mesmo entre os mais comple­xos dispositivos mecânicos inventados pela moderna técnica.

Os músculos voluntários são denominados, genericamente, muscolos esqueléticos, porque, em sua maioria, fixam-se em ossos. Ex­ceção à regra são os chamados músculos cutâneos, muito superfi­ciais e inseridos diretamente na pele. São apenas alguns músculos localizados no pescoço e na cabeça.

A estrutura básica dos músculos esqueléticos é formada por dois elementos, um ativo e outro passivo. A porção ativa, que corres­ponde propriamente ao tecido muscular, é o chamado ventre do músculo.

Fixando o ventre muscular aos ossos, existem, nas extre­midades, as formações passivas, constituídas de tecido conjuntivo branco e brilhante. São os tendões, erroneamente conhecidos como “nervos” por muitas pessoas.

Semelhantes aos tendões são as aponeuroses (tendão que envolve parte de alguns músculos e que também está fixo aos ossos).

Enquanto os tendões são cilíndricos ou têm forma de fita, as aponeu­roses são membranas achatadas. As duas formações são constituí­das por uma variedade especial de tecido conjuntivo com grande número de fibras, o que determina sua resistência característica.

TENDÕES

Os tendões servem principalmente para diminuir a área da fixa­ção muscular. Se as fibras musculares se fixassem diretamente no osso, seria necessária uma área pelo menos duas vezes maior.

Ao mesmo tempo, “concentram” a atividade muscular e aumentam o rendimento dos músculos. Adicionalmente, protegem os membros da ação súbita da contração muscular.

O exame dos músculos esqueléticos mostra que toda fibra mus­cular é revestida, isoladamente, por uma capa microscópica de teci­do conjuntivo (endomísio). Um feixe de fibras, no interior de um músculo, é individualizado por um envoltório conjuntivo mais es­pesso (perimísio).

O conjunto de feixes, ou seja, o próprio músculo, é envolvido por uma camada contínua, também de tecido conjuntIvo (epimísio). Esses invólucros possuem, em seu interior, os vasos sangUíneos e nervos destinados às fibras musculares.

FORMA E FUNÇÃO

Todo músculo esquelético é preso aos ossos através de tendões ou aponeuroses, ao menos em dois pontos. Esses pontos de fixação são chamados de origem (ponto a que habitualmente se dirige o movimento) e de inserção (ponto que se desloca pela contração do músculo).

O ponto de origem do biceps,por exemplo, localiza-se na extre­midade da omoplata, enquan o seu ponto de inserção está na cabeça do rádio. A fixação os músculos provoca irregularidades na superfície dos ossos, conhecíveis no exame isolado do osso.

Quando um músculo se contrai, chega a ficar com um terço de seu comprimento: o encurtamento do ventre muscular determina a aproximação dos pontos de fixação.

A forma do músculo corresponde à função que ele exerce. Mús­culos longos, como os localizados nos membros, acionam compri­das “alavancas” em movimentos de grande amplitude. Já os mús­culos curtos, que rodeiam as articulações e a coluna vertebral, ca­racterizam-se pela potência de contração.

Os músculos largos, achatados e de pequena espessura, formam a maior parte da parede do tórax, abdome e bacia. Entre suas funções importantes está a contenção das vísceras que se encontram nessas cavidades; atuam, também, na evacuação, micção e parto.

Além desses tipos fundamentais, existem várias outras formas de músculos: triangulares (deltóide), piramidais (da orelha, do ab­dome), circulares (orbicular do olho), quadrados (da planta dos pés). Em alguns casos, a forma ou a função chegam a ser tão suges­tivas que determinam a denominação do músculo.

Por vezes, tam­bém, a origem do nome é muito curiosa. Um dos músculos da coxa é denominado sartório (do latim, costureiro), porque, na posição de Buda, usada pelos costureiros antigos, ele se contrai.

COORDENAÇÃO MUSCULAR

O conhecimento dos pontos de fixação de cada músculo permite deduzir, aproximadamente, o tipo de movimento que realiza.

Raramente um músculo se contrai sozinho. Mesmo em movi­mentos simples, entram em ação vários grupos musculares, com a coordenação do sistema nervoso.

Movimentos coordenados p0­ dem existir desde o nascimento (respiração, deglutição e sucção dos seios) ou desenvolver-se gradativamente (coordenação adquiri­da): falar, andar, escrever à máquina, dançar.

A coordenação muscular adquirida implica sempre aprendizado. Depois de uma repetição suficiente, o hábito toma desnecessária a participação da consciência.

Os movimentos coordenados dos grupos musculares tornam-se automáticos, mas continuam sempre sujeitos a modificações voluntárias. A coordenação muscular é um indício importante do desenvolvimento infantil: crianças excepcio­nais exigem um treinamento especializado justamente devido à deficiência de controle motor.

Na realização de um movimento muscular complexo, os músculos que intervêm podem ser antagônicos ou sinérgicos. Flexionaro ante­braço exige a contração do bíceps e, ao mesmo tempo, o relaxamento do músculo da face posterior do braço (tríceps), porque a contração deste determinaria o movimento oposto.

O tríceps, portanto, funcio­na como um músculo antagônico do bíceps. No caso, o músculo braquiorradial é sinérgico (syn, junto; ergein, trabalhar), porque sua contração auxilia o bíceps a dobrar o antebraço.

Outro tipo de coordenação muscular é observado num exercício de ginástica bastante conhecido: levantar as pernas do solo, deita­do de costas.

Depois de algumas repetições, os músculos da parede anterior do abdome ficam intensamente doloridos. Isso acontece porque, apesar da falta de relacionamento direto com a elevação das pernas, os músculos abdominais participam ativamente do exercício.

Se não se contraíssem, o erguimento das pernas determi­naria uma rotação da bacia para diante. Esse exercício é recomen­dado para diminuir o volume do abdome, uma vez que fortalece os músculos abdominais por sua contração repetida.

Esse tipo de coordenação muscular é denominado ação museu-lar fixadora; os músculos fixadores imobilizam uma região do cor­po, proporcionando apoio para movimentos de outros músculos. Músculos distantes entre si, sem relação aparente, também podem atuar combinadamente.

Levantar de uma cadeira implica, antes de tudo, deslocar os pés para trás, a fim de manter o corpo em equilíbrio. Para empurrar um armário, o corpo instintivamente inclina-se para trás, para possibilitar melhor rendimento muscular.

FORMAÇÕES ESPECIAIS

Estruturas de tecido conjuntivo, anexas aos músculos e tendões, proporcionam um melhor rendi­mento mecânico para a atividade muscular. São as chamadas fáscias, estojos fibrosos, de alta resistência, que envolvem os músculos isoladamente ou em grupos.

De cor branco-azulada, aparecem com evidência na coxa e perna, onde formam um tubo contínuo que protege os músculos, vasos e nervos. Servem, também, para conter os músculos durante a contração, evitando seu “extravasamento” em sentido lateral.

Em alguns pontos, a fáscia muscular apresenta-se reforçada e forma fitas fibrosas (retinóculos), verdadeiros “braceletes” encarre­gados de manter os tendões em posição. São mais fortes no pulso, dedos e tornozelos.

Formações semelhantes as bainhas fibrosas – revestem as depressões ósseas por onde passam os tendões, facilitando o deslizamento destes sobre a superfície dos ossos. Esses canais osteo fibrosos são forrados por um tecido mais delicado, muito liso (sinóvia), que diminui o atrito local.

Neste artigo falamos sobre Como são os Músculos do Esqueléticos, Funcionamento e Anatomia.

Imagem- anatomiaemfoco2015.blogspot.com.br



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