Comunicação interatrial – Sintomas e Tratamento – O que é?

Comunicacao-interatrial

Quando não é acompanhada por outras anomalias cardíacas, a comunicação interatrial raramente se manifesta na infância ou na juventude. Contudo, pode ocorrer sob diferentes formas. A mais benigna é a persistência de uma abertura na parede que separa os dois átrios, o forame oval. Essa abertura deve estar ocluída quando a criança nasce ou algum tempo após.

Às vezes, isso não ocorre e forma-se a comunicação interatrial Embora nem sempre ocorra, a comunicação interatrial isolada pode, com o tempo, provocar alterações cardíacas sérias, a ponto de favorecer o aparecimento de hipertensão pulmonar e carência de oxigênio nas células do corpo.

Sintomas

Nesse ponto, começam a aparecer os sintomas da alteração cardíaca: instala-se a chamada dispneia de decúbito, ou seja, dificuldade respiratória quando o paciente está deitado. A pessoa é obrigada a usar mais travesseiros para elevar o tronco, só experimentando alívio ao dormir sentada. A pele pode ficar azulada, devido à oxigenação insuficiente (cianose).

Surgem surtos de bronquite, infecções bronco pulmonares, podendo mesmo sobrevir a morte do paciente, não só devido à insuficiência cardíaca como também pela formação de êmbolos atriais (pequenas partículas que se desprendem do átrio e vão “entupir” vasos sanguíneos em outros pontos).

As embolias podem ocorrer no cérebro, nos rins, nos membros inferiores ou em outros locais. A medicina se vale de vários recursos – exames clínicos ou de laboratório, radiografias – para identificar uma comunicação interatrial Porém, o meio incontestável e definitivo é o cateterismo cardíaco, que consiste na introdução de uma fina sonda de poliéster por uma veia do cotovelo direito.

O próprio fluxo sanguíneo dirige e facilita a progressão da sonda, até que ela chegue ao átrio direito. Nesse ponto, é feita a verificação do oxigênio contido no sangue (venoso). Se a taxa for superior à normal, significa que o sangue venoso está recebendo sangue arterial do átrio esquerdo, através de uma passagem anômala.

Muitas vezes a sonda penetra no átrio esquerdo, através do orifício anormalmente existente entre os átrios. Esse fato confirma, com certeza absoluta, a existência de comunicação interatrial.

 

CIRURGIA SIMPLES DA COMUNICAÇÃO INTERATRIAL

A intervenção cirúrgica cardíaca é a única forma de tratamento efetivo da comunicação interatrial. É uma operação muito fácil, e praticamente sem riscos. Não obstante, são necessários alguns cuidados pré e pós-operatórios. Exames de sangue fornecem dados sobre possível anemia; a dosagem de açúcar e de ureia informa sobre a presença de diabete ou comprometimento dos rins.

O funcionamento do figado também é testado, através de exames específicos. Verifica-se o tempo de coagulação do sangue e determina-se a taxa de protrombina, substância importante no processo de coagulação. Os pacientes recebem, quando necessário, antibióticos, soros, vitaminas e inclusive transfusões de sangue. Quando se notam sinais de insuficiência cardíaca, são ministrados cardiotônicos fortificantes para o coração.

MANTER DESPERTOS

Os doentes que passaram por essa operação devem ser mantidos bem despertos, obrigados a fazer amplos movimentos respiratórios e a tossir freqüentemente, para expelir as secreções brônquicas e evitar complicações pulmonares.

Crianças de baixa idade são mantidas em balões de oxigênio. Para impedir o acúmulo de líquido no interior do tórax, em conseqüência da cirurgia, colocam-se drenos nos pacientes. Também na fase pós-operatória se fazem necessários os cardiotônicos, quando há sinais de insuficiência cardíaca. Todos os pacientes recebem doses maciças de antibióticos, para prevenir infestações por germes.

Não são usados muitos analgésicos ou entorpecentes, para que os pacientes possam permanecer despertos. A alimentação via bucal é iniciada doze horas após a operação, com dieta líquida que vai progressivamente ganhando consistência. Nos casos mais simples, os doentes deixam o leito após 48 horas. Nos mais difíceis, são exigidos até 14 dias de repouso.

HIPOTERMIA E CIRCULAÇÃO EXTRA CORPÓREA

Atualmente, dois métodos permitem o acesso cirúrgico ao coração. O primeiro, a hipotermia, consiste no abaixamento geral da temperatura do corpo, para reduzir o metabolismo e, conseqüentemente, as necessidades vitais das células. O segundo é o da circulação extracorpórea, frito por meio do coração-pulmão artificial.

A rigor, o coração-pulmão artificial nada mais é do que uma bomba injetora – construída por diferentes princípios e maneiras – que impulsiona o sangue, evitando, tanto quanto possível. traumatizá-lo. A bomba regula o fluxo de sangue de acordo com a necessidade do doente.

A oxigenação do sangue é frita pelo pulmão artificial, que atua deforma muito semelhante à do pulmão natural. Para ligar-se o equipamento, o sangue venoso é retirado pelo átrio direito, por meio de cânulas. Vai para o pulmão artificial, onde é convenientemente oxigenado.

Succionado pela bomba, é reintroduzido no organismo através de outra cânula, inserida na artéria femoral Uma vez ligada a circulação extracorpórea, é frita a abertura do átrio direito, que está anormalmente dilatado em virtude da grande pressão resultante da sobrecarga circulatória.

Com visão direta, o cirurgião verifica o tipo de comunicação existente. Sempre que possível ela é fechada por pontos separados com fios de náilon. Se a abertura for muito grande, pode ser fechada com tiras de material sintético ou com molde de teflon, que oclui totalmente o orifício interatrial.

imagem: youtube



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