Defeitos de Posição do Útero – Dificulta a Gravidez?

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Na maioria dos casos, é desprovido de fundamento o conceito popular de que o útero virado prejudica a gravidez e provoca abortos.

A retroversoflexão do útero, na grande maioria dos casos, nada tem a ver com o aborto nem com a impossibilidade de gravidez, como muitos leigos imaginam. São comuns os casos de mulheres com o útero voltado para trás que possuem prole numerosa e não tiveram qualquer problema.

O útero é o órgão da gestação e do parto e tem, visto lateralmente, a forma aproximada de um bumerangue, com um dos lados bem menor do que o outro, na proporção de 1 para 3.

Essa proporção só é encontrada nos úteros adultos; os que estão fora dela – erradamente denominados “úteros infantis” – enquadram-se na chamada hipoplasia uterina, causa determinante de esterilidade.

O ÚTERO NO LUGAR CERTO

Normalmente, ele está situado entre os ovários, com a parte menor (colo do útero) encostada no reto e a maior (corpo) inclinada sobre a bexiga (retroversoflexão). A proximidade é tanta que a bexiga e o reto, quando cheios, alteram aposição normal do útero.

Apenas pousado no assoalho pélvico, o útero está suspenso por ligamentos (largo, uterossacros e redondos) bastante flexíveis para permitir grande mobilidade em várias direções.

Mantém-se emposição normal graças a ação complementar da pressão intra-abdominal, que empurra o órgão para afrente e para baixo. Fundamentalmente, são duas as posições anormais, com variantes.

AVANÇO EXAGERADO

Quando o útero se desloca para a frente, em flexão e versão acentuadas (anteversoflexão forçada), evidencia geralmente a ocorrência de hipoplasia uterina por falta de estimulo hormonal adequado.

A razão é simples: por não atingir seu desenvolvimento completo, o útero também não se dispõe normalmente. A esterilidade que determina, portanto, é devida ô própria falta de desenvolvimento e pode ser corrigida com a administração de estrógenos (hormônios femininos).

ÚTERO VIRADO

Para assumir essa posição, o órgão se desloca para trás (retroversão) eflexiona seu corpo sobre seu colo no sentido posterior (retroflexão). Age, por assim dizer, como uma dobradiça de vaivém, virada ao contrário.

Entre os sintomas dessa anomalia figuram os menstruais: hemorragias, maior período de sangramento e menor espaço de tempo entre as menstruações. O “útero virado” é acusado, tradicionalmente, de responsável por esterilidade, abortos repetidos e dores no baixo ventre.

Contudo, muitos dos sintomas atribuídos a retroversoflexão originam-se de consequentes dificuldades circulatórias que provocam uma congestão crônica (afluxo excessivo de sangue) dos órgãos pélvicos.

A congestão poderá ser precipitada pela prática constante do coito interrompido. Durante o ato sexual, a vasodilatação promovida pelo sistema nervoso vegetativo cria um afluxo de sangue que só o orgasmo escoa rapidamente.

Ás formas de retroversoflexão são congênitas ou adquiridas. Estas últimas, de conseqüências mais importantes, têm as seguintes origens: puerperal (pós-parto) ou posterior a aborto; inflamação dos anexos (ovários e trompas) ou dos ligamentos de suspensão; tumores pélvicos; e traumatismo dos órgãos pélvicos.

TRATAMENTO

Distinguem-se dois tipos de retroversoflexão: móvel, quando é possível fazer o útero retomar a posição normal através de manobras; e fixa, quando o órgão está “colado” pela cicatrização de um processo inflamatório.

Para o tipo móvel, o médico aplica o tratamento clássico, que consiste na manobra digital, com os dedos colocados no fundo da vagina, repondo o útero em seu lugar.

O pessário (aparelho circular de borracha), para manter o órgão na posição normal, só é aplicado nos casos em que a cirurgia é contra-indicana: paciente muito idosa, afecções cardiovasculares graves e retroversoflexões junto com gravidez.

O tratamento deverá ser acompanhado de psicoterapia superficial para afastar as preocupações da paciente com os perigos de não gestação ou de abortos. É necessário também evitar a prática de coito interrompido, substituindo-a, por exemplo,pelo uso de pílulas anticoncepcionais.

Ao tipo fixo, atualmente, só se recomenda o tratamento cirúrgico nos casos de abortos habituais, em torno do terceiro ou quarto mês, sem outra causa evidente; e de esterilidade, quando foram afastadas todas as outras causas possíveis, incluindo o cônjuge.

Todavia, quando o cirurgião fizer uma operação abdominal na paciente, por qualquer outro motivo, poderá aproveitar a ocasião para corrigir a posição do útero. A cirurgia também é indicada quando o médico, fazendo uso do pessário como teste, nota melhoras evidentes.

A intervenção cirúrgica pode ser frita por duas vias: vaginal, quando o desvio está associado a um prolapso uterino (queda do útero), ou abdominal.

Fontes:

1, 2

Imagem: rotasaude.lusiadas.pt



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