Funcionamento do Sistema Nervoso – Função e Explicações

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Ruído, cheiro, calor, consistência etc. – tudo é catalogado por um complexo sistema que tem como centro o córtex cerebral.

SISTEMA NERVOSO E SEU FUNCIONAMENTO

Sons, cheiros, gosto, luz são informações que chegam constantemente e, às vezes, todas a um só tempo, ao sistema nervoso.

Esse eficiente centro de automatismo e decisões é responsável pela integração de idéias e sensações, pela conjugação dos fenômenos de consciência e de adaptação do organismo às condições que se configuram a cada instante.

É constituído por elementos altamente diferenciados em excitabilidade e condutibilidade – os neurônios ou células nervosas – que, sustentados por um tecido especializado, a neuróglia, formam as vias de condução dos impulsos nervosos e de conexão entre os centros nervosos.

ARCO REFLEXO

Para compreender seu complexo sistema nervoso, o homem tem estudado tortuosos pormenores anatômicos. Somente de posse de uma descrição detalhada os cientistas podem ir aos poucos se aprofundando nos mistérios desse complexo “equipamento”.

E assim mesmo muita coisa ainda não foi exatamente compreendida, muitas funções continuam obscuras. Os centros nervosos situam-se no neuro-eixo: são o encéfalo e a medula espinhal, contidos na caixa craniana e no canal vertebral.

As vias nervosas dividem-se em dois grupos: as vias centripetistas, aferentes ou sensitivas, e as vias centrifugas, eferentes ou motoras. As primeiras conduzem impulsos originados em receptores cutâneos (corpúsculos especializados e/ou terminações nervosas) da região estimulada, até os centros nervosos.

Destes, outros impulsos nervosos são conduzidos, em sentido inverso, pelas segundas vias, que são órgãos de resposta situados nos tecidos musculares e nas glândulas. Esse complexo excitação-resposta – vias aferentes, centros nervosos e vias eferentes – constitui o arco reflexo, que é a base de funcionamento do sistema nervoso.

O ENCÉFALO

O que às vezes se chama de cérebro na verdade é o encéfalo. Diversas porções o constituem: medula oblonga, ponte, mesencéfalo – que formam o tronco cerebral -‘ cerebelo, diencéfalo e te/encéfalo ou cérebro. O diencéfalo é formado pelo epitálamo, tálamo, metatálamo e hipotálamo.

O telencéfalo ou cérebro é a porção mais anterior e mais desenvolvida do encéfalo. Ocupa a maior parte da cavidade craniana e é envolvido pelas meninges – dura-máter, aracnoide e pia-máter -, sendo o segmento mais desenvolvido do encéfalo humano.

O cérebro compreende dois hemisférios, ligados entre si pelas comissuras inter-hemisféricas, e delimita os ventrículos laterais, cavidades situadas uma em cada hemisfério – por onde circula o liquor ou líquido cefalorraquidiano.

Em cada hemisfério pode-se observar uma camada externa de substância cinzenta, o córtex cerebral, rico em relevos ou giros, separados por sulcos sinuosos e profundos, o centro branco medular, constituído essencialmente por fibras nervosas mielínicas que trazem e levam impulsos ao córtex, e os núcleos de base.

Estes formam um conjunto de volumosas massas de substância cinzenta  profundamente situadas no centro branco. Suas complexas funções ainda não são bem conhecidas.

Há ainda em cada hemisfério a cápsula interna, que é uma faixa de fibras nervosas, e o rinencéfalo, que é um conjunto de formações responsáveis pela recepção, condução e integração das sensações olfativas.

O córtex cerebral é uma lâmina cinzenta, de espessura variável (pouco mais ou menos que 5 mm), que constitui a superfície do hemisfério cerebral.

Contém terminações das fibras aferentes que vêm de outras regiões do sistema nervoso, neurônios que ligam os dois hemisférios cerebrais e neurônios que desencadeiam e conduzem impulsos corticais a serem integrados, ou já integrados, para as diferentes partes do sistema nervoso.

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O CÉREBRO EM NÚMEROS

Imaginando-se o cérebro sem os sulcos e dobras característicos, fica-se diante de uma superfície de aproximadamente 1920 cm2. Existem cerca de 12 trilhão de células da neuróglia.

Cada célula nervosa é capaz de relacionar-se com 25 outras: daí se origina uma rede de fibras nervosas que, colocadas em fila indiana, alcançariam o comprimento de cerca de 160 000 quilômetros.

Essa fantástica aparelhagem de pouco mais de 1 quilo de peso registra 100 milhões de sensações por segundo, enviadas pelos órgãos dos sentidos, e no estado de vigília produz pelo menos 3 bilhões de impulsos nervosos por segundo. Esses dados permitem compreender por que motivo o funcionamento do cérebro ainda é obscuro e sujeito a hipóteses.

O FUTURO

Com todo esse potencial contido na pequena caixa craniana, não é de espantar que o homem no nosso século imagine seu descendente dos séculos vindouros como o super-homem capaz de realizar “milagres” hoje apenas especulados na ficção científica.

De fato, acredita-se que o homem não usa nem metade do potencial de seu cérebro, por falta de solicitação ou de treinamento e aprendizagem. Determinadas regiões do cérebro permanecem inativas, desconhecidas e “inexploradas”.

Talvez elas estejam à espera, dentro do processo evolutivo humano, para entrar em funcionamento à medida que novas condições ambientais comecem a surgir – e logo se pensa nos prováveis futuros habitats humanos em outros planetas.

Como se sabe, ao longo da luta pela sobrevivência na Terra o homem teve seu sistema nervoso progressivamente aperfeiçoado, e nada impede que dentro de novas condições essa necessidade de adaptação e aperfeiçoamento volte a verificar-se.

O QUE SE SABE HOJE

Em esquema, pode-se resumir o que constitui o sistema nervoso para a ciência atual. Ele é um grande complexo automatizado que possui seus próprios dispositivos periféricos de exploração: os receptores cutâneos. Possui estações que recebem e transmitem, ou seja, a medula espinhal, a medula oblonga, a ponte e o mesencéfalo.

O sistema nervoso é dotado também de um aparelho coordenador, que é o cerebelo. O centro onde são avaliadas as informações recebidas é o córtex cerebral.

A partir do córtex são elaboradas as instruções oportunas, que se dirigem para a musculatura lisa e para as glândulas, graças ao hipotálamo (formação neuroglandular que comanda a hipófise) e ao sistema simpático.

Se as instruções se dirigirem para a musculatura estriada voluntária, elas vão através dos neurônios dos cornos anteriores da medula. Todo esse complicado sistema “automático” de coordenação está em permanente funcionamento no organismo.

Assim é que, para algo tão corriqueiro como manter a posição ereta, faz-se necessária a contração dos músculos que se opõem à força de gravidade: os elevadores da mandíbula, os extensores do joelho e do pé, o quadríceps femoral e os flexores e extensores do pescoço entre vá-rios outros.

Para estabelecer qual o grau de contração necessária e quais os grupos musculares que devem preferivelmente ser contraídos, o córtex cerebral necessita de informações que lhe chegam a velocidades espantosas, provenientes dos receptores situados nos tendões e nos músculos.

Por outro lado, é necessária a “contribuição” do labirinto, que registra as mudanças de posição da cabeça. Finalmente, a vista faz a avaliação da posição. $ó aí então é que o córtex estará habilitado para tomar e enviar as decisões que se fazem necessárias.

Tal é a delicadeza desse complexo sistema nervoso central que ele foi apelidado de “órgão nobre”. E essa “nobreza” é facilmente verificável quando se observa qualquer alteração em seu funcionamento.

A condição de equilíbrio instável dos bêbados dá uma clara ideia do que ocorre, se o sistema nervoso sofrer uma leve depressão (causada, no caso, pelo álcool).

Fontes:

1, 2, 3

Imagens:  pedchezvous.com.br  hospitaldaher.com.br



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