Glândula Suprarrenal – Função e Hormônios: Adrenalina e Noradrenalina

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Neste artigo você saberá tudo sobre os Hormônios da glândula suprarenal. – A hipertensão arterial intermitente ou continua é característica dominante do paciente que apresenta um tumor – feocromocitoma— na porcão medular da glândula supra-renal. A Forma contínua é bastante semelhante à da hipertensão comum, em suas características essenciais.

O diagnóstico diferencial nem sempre revela a origem. E é por essa razão que se emprega Uma série de técnicas especiais, que possibilitam maior segurança e garantia: radiografias especializadas mostram a glândula suprarrenal aumentada; técnicas químicas evidenciam a presença, na urina, de substâncias excretadas em quantidade anormal; as injeções endovenosas alteram a pressão arterial do paciente. Mas nem sempre tais técnicas dão resultado.

 

 

Paragânglios e a formação dos Hormônios

Foi da porção medular da supra-renal que, em 1901, se obteve o primeiro preparado hormonal: a epinefrina ou adrenalina. Isso confere a essa porção das glândulas supra-renais um interesse histórico, além de sua importância fisiológica.

Essa parte das glândulas suprarrenais – a outra é o córtex supra-renal, que apresenta funções diferentes – é constituída por células que provêm do ectoderma (o folheto mais externo que se encontra no embrião).

São células volumosas, de forma ovoide, agrupadas em cordões celulares, contendo em seu interior pequenos grânulos que se acredita sejam de adrenalina ou de um precursor imediato dessa substância. A porção medular pode ser considerada um gânglio do sistema nervoso autônomo, cujas células se diferenciaram para o exercício da função de secreção hormonal, a ser lançada diretamente na corrente sanguínea.

Assim, funcionalmente, as células da camada medular se assemelham às da cadeia simpática do sistema nervoso autônomo e, como estas, atuam essencialmente sobre a musculatura lisa e sobre as glândulas. Só que o fazem por meio de seus hormônios.

Na migração que realizam a partir do ectoderma para o interior do corpo a fim de formar a parte medular da supra-renal, as células embrionárias podem deixar ficar pelo caminho algumas “desgarradas”. Estas células comumente se associam a gânglios simpáticos e são, por essa razão, denominadas paragânglios. E, ainda que não se tenha confirmação de seu verdadeiro papel, parecem atuar de maneira semelhante às células da porção medular das glândulas suprarrenais.

O BOM E O MAU

O feocromocitoma constitui uma das poucas causas conhecidas da hipertensão arterial que permitem tratamento e cura com a extirpação do tumor. O feocromocitoma – cujo nome deriva da denominação das células da porção medular da supra-renal, os feocromocitomas – é um tumor benigno que provoca aumento na produção de adrenalina e noradrenalina, esta última em maior quantidade que a primeira, inversamente ao que ocorre durante o funcionamento normal da glândula.

Outras alteações patológicas, porém, podem afetar a porção medular da supra-renal: os ganglioneuromas (que são benignos) e os neuroblastomas (malignos).

Os Hormônios da glândula suprarenal

A substância medular produz dois hormônios: a adrenalina e a noradrenalina, quimicamente semelhantes entre si. Essas substâncias são biossintetizadas a partir de uma cadeia de aminoácidos, na qual estão presentes a fenilalanina e a tirosina.

Adrenalina e Noradrenalina

Dos dois hormônios produzidos, a maior quantidade é de adrenalina (na proporção de 9:1) e, se bem que ambos (adrenalina e noradrenalina) sejam semelhantes quanto à estrutura química, diferem consideravelmente em sua ação farmacológica.

A noradrenalina é muito mais eficiente na elevação súbita da pressão arterial, pois atua provocando a constrição das arteríolas do corpo, enquanto a adrenalina age mais sobre as da pele.

Essa é a razão por que uma injeção de adrenalina provoca palidez. A adrenalina causa ainda a dilatação dos vasos sanguíneos dos músculos e do figado. A noradrenalina tende a diminuir o trabalho cardíaco; a adrenalina aumenta-o e também leva à pronunciada dilatação dos brônquios – daí seu uso em crises asmáticas – e à inibição da motilidade intestinal.

Já a noradrenalina, Hormônio da Glândula Suprarrenal, não apresenta esses efeitos com tamanha nitidez, como não eleva tanto a taxa de glicose do sangue (ação hiperglicemiante). Ambos os hormônios produzem alterações sanguíneas; aumento do número de neutrófilos e diminuição dos eosinófilos e de outros elementos componentes dos glóbulos brancos.

Cortisol e Aldosterona

O córtex suprarrenal é responsável pela formação de dois hormônios importantes:

Cortisol: estimula a formação de carboidratos a partir de proteínas e outras substâncias.

Aldosterona: auxilia na retenção de sódio, agindo no equilíbrio dos líquidos.

 

IMPORTANTE, MAS NÃO VITAL

Como a parte medular da supra-renal se encontra intimamente ligada com o córtex da glândula e este último 6 essencial para a vida, durante certo tempo acreditou- se que a porção medular também fosse vital. Mas hoje sabe-se que a porção medular da suprarrenal não é imprescindível.

À medida que novos estudos, sobretudo experimentais, foram sendo realizados, verificou-se que animais desprovidos do tecido medular sobreviviam com pouco ou nenhum transtorno, se fosse conservado o tecido cortical. Tal descoberta, porém, não significa que a substância medular não realize funções importantes.

OS SISTEMAS SIMPÁTICOS

A semelhança de estrutura e funcionamento que existe entre os gânglios nervosos do sistema nervoso autônomo (ortossimpático e parassimpático) e as células da substância medular da supra-renal faz com que elas tenham ação semelhante sobre o tônus da musculatura lisa, afetando a força e a intensidade de suas contrações e o volume e caráter da secreção das glândulas. Em grande parte, portanto, essas atividades dependem do estímulo dos dois diferentes sistemas: o ortossimpático e o parassimpático.

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