Gliconeogênese – O que é? Onde Ocorre? – Bioquimica

Gliconeogênese é o processo do organismo, realizado no fígado, o qual é produzido a glicose.

Processo e Importância da gliconeogênese

A Gliconeogênese converte o piruvato, lactato e glicerol em glicose.

O glicogênio é a principal fonte de energia de que o organismo dispõe e é formado por milhares de unidades de GLICOSE.

Sua produção, no fígado, resulta de uma série de reações químicas processadas sobre as moléculas de substâncias da dieta.

O glicogênio é um polissacarídeo, ou seja, um açúcar formado por estrutura molecular complexa. Como tal, o glicogênio se origina dos hidratos de carbono (também chamados glicídeos), que entram na composição de alimentos como as farinhas e o açúcar,entre outros. Os glicídeos encontram-se também no leite (na forma de lactose). Açúcar de cana é um glicídeo chamado sacarose; açúcar de uva é glicose; e assim por diante.

Todos os tipos de açúcar, quando chegam ao intestino, são decompostos em estruturas moleculares simples, chamadas monossacarídeos. Entre os monossacarídeos mais importantes citamos a glucose, a galactose e a frutose.

A Montagem dos Monossacarídeos

Para que os monossacarídeos possam ser “montados” e assumam estruturas de polissacarídeos, é preciso inicialmente convertê-los em glicose. Essa primeira etapa é importante, especialmente porque a glicose é a única forma através da qual os glicídeos podem ser transportados pelo sangue. Além disso, só as moléculas de glicose podem ser “montadas” para formar o polissacarídeo de reserva, ou seja, o glicogênio.

O fígado normalmente armazena aproximadamente 100 gramas de glicogênio em suas células (reserva importante, mas não a principal, porque certos músculos armazenam quatro vezes mais).

O glicogênio é uma substância ideal para formar estoque energético, principalmente porque é insolúvel e não perturba as condições de estabilidade do líquido que existe nas células. Como o glicogênio não é solúvel, ele não se difunde e portanto não se dispersa do ponto em que é armazenado. Se não fosse assim, a pressão osmótica o faria extravasar da célula, através de sua membrana, e desse modo não haveria condições de acondicionamento.

 

gliconeogenese

 

Glicose e Fígado

A glicose encontra-se presente no sangue na proporção de 1 grama por litro, em média aproximada. Essa concentração de glicose constitui uma condição vital, a glicemia, que deve ser mantida em nível estável e adequado.

Qualquer oscilação nos níveis de glicose, além de certos limites, poderá determinar graves distúrbios, capazes de levar até mesmo à morte.

Um dos dispositivos mais importantes na regulagem da glicemia é a insulina secretada pelas células que constituem as ilhas de Langerhans, do pâncreas. Os diabéticos em geral sofrem de uma disfunção pancreática que resulta na produção insuficiente de insulina.

Os níveis de açúcar no sangue, então, tendem a ultrapassar os limites de tolerância; é a hiperglicemia, que conduz a uma perda excessiva de líquido e uma possível desidratação. A hiperglicemia em si não é muito grave, mas indica uma condição de anormalidade em que se produzem outros distúrbios, independentes dela, como acontece com os diabéticos.

Já o baixo nível de glicose (hipoglicemia) poderá provocar distúrbios muito graves. A glicose é essencial a muitas das atividades celulares, especialmente as das células nervosas. A insuficiência de glicose conduz ao estado de coma e à morte, se o processo não for detido.

E o Fígado…

O fígado, que produz glicose, é um dos dispositivos de regulagem dos níveis dessa substância no sangue. Se numa emergência os níveis de açúcar caírem, o fígado entrará em ação para liberar glicose no sangue, mediante transformação do glicogênio armazenado em suas células.

Quando uma pessoa se encontra em jejum, as primeiras reservas de glicogênio se esgotam muito rapidamente. Mas o fígado pode continuar a suprir o organismo de glicose, mesmo se o jejum se prolongar por vários dias.

Isso porque, quando as reservas de glicogênio alcançam nível muito baixo, o fígado põe em funcionamento um dispositivo automático que controla um segundo mecanismo de reserva. Este mecanismo produz glicogênio e glicose a partir de proteínas, que assim cedem suas reservas para manter o corpo em atividade.

Cooperação com outros tecidos

Mas, nessa operação mais complicada, o fígado não trabalha sozinho: em cooperação com outros tecidos que também armazenam hidratos de carbono, o órgão consegue manter em funcionamento a máquina orgânica por mais algum tempo, até que chegue novo suprimento dietético.

Se isso não ocorrer, as reservas de proteína de todo o organismo também acabam por se esgotar (principalmente porque elas provêm do protoplasma das células, que é formado quase exclusivamente de proteínas), os músculos se “esvaziam’ e a pessoa morre.

A Gliconeogênese é um processo de extrema importância para o funcionamento do corpo e manutenção do organismo humano.

imagem: pt.slideshare.net

 



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