Intersexualidade – Genética, O que é? Como Acontece?

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O tratamento – clínico ou cirúrgico dessa rara anomalia deve ser realizado, preferivelmente, antes do segundo ano de vida, para se evitar um possível trauma psicológico.

No homem, a diferenciação senal já está determinada no núcleo de cada célula, não havendo, portanto, cirurgia capaz de alterar-lhe o sexo.

O que realmente acontece nos casos de propaladas alterações de sexo é a simples extirpação cirúrgica dos órgãos genitais externos (pênis, testículos, escroto), criação de vagina artificial por meio de cirurgia plástica e o desenvolvimento de seios em consequência da administração de hormônios.

Trata-se, porém, de transformação senal aparente e toda ela fabricada, já que fisiologicamente nada se modificou.

FALHAS GENÉTICAS E A INTERSEXUALIDADE

Fala-se em estados patológicos de intersexualidade sempre que se apresentam num mesmo indivíduo caracteres sexuais somáticos masculinos e femininos.

Os casos específicos de intersexualidade são apenas dois: quando os órgãos genitais externos são de definição incerta e na cavidade abdominal coexistem glândulas sexuais típicas de ambos os sexos, isto é, testículos e ovários; e quando há oposição entre as glândulas sexuais e os órgãos sexuais externos.

O primeiro dos casos denomina-se hermafroditismo, afecção congênita, sem implicação de natureza hormonal, consequência de falhas no mecanismo genético que rege a determinação do sexo.

Estados anormais, caracterizados por ginecomastia (desenvolvimento excessivo das mamas no homem) ou hirsutismo (excesso de pelos na mulher), bem como a homossexualidade, não se enquadram na patologia intersexual.

O hermafroditismo é lateral se existe testículo de um lado e ovário de outro; unilateral, quando existem elementos testiculares e ováricos de um lado, entremeados ou não, e no outro lado um ovário ou um testículo; e bilateral, se existem ambas as gônadas (glândulas sexuais) nos dois lados.

As gônadas localizam-se na cavidade abdominal e, em casos raros, no conduto inguinal; nunca, porém, chegam às bolsas. Quanto ao aspecto exterior, o hermafrodita tanto pode ter aparência feminina como masculina.

INVERSÃO DA ORDEM

O segundo caso de intersexualidade denomina-se pseudo-hermafroditismo e se caracteriza pela existência de ovários ou de testículos, com caracteres sexuais secundários inversos à gônada existente.

É uma anomalia congênita causada por transtorno genético que afeta o estímulo cromossômico sobre as estruturas sexuais ou por transtorno hormonal.

A primeira modalidade – ou pseudo-hermafroditismo genético – é constituída por malformação evolutiva que não afeta a gônada mas só o gonaducto (pseudo-hermafroditismo interno), ou os órgãos genitais externos (pseudo-hermafroditismo externo), ou então ambos (pseudo-hermafroditismo completo).

Ocorre mais no homem e se caracteriza por pênis pouco desenvolvido, pequeno escroto (destituído de testículos) com depressão perineal simulando vagina e abertura da uretra na face Inferior do pênis (hipospadia).

Aspecto externo e psiquismo podem ser inteiramente femininos. A segunda modalidade – ou pseudo-hermafroditismo hormonal  é consequência de ação hormonal patológica, ocorrência ainda não constatada no homem.

Na mulher decorre da ação dos andrógenos antes do quinto mês de vida intra-uterina, originados geralmente por hiperfunção androgênica do córtex supra-renal, tumor ou hiperplasia, e, raramente, por tumores virilizantes maternos.

Embora haja no organismo ovários, trompas e útero, desenvolvidos ou não, as portadoras de pseudo-hermafroditismo hormonal apresentam às vezes vestígios de estruturas masculinas. Os casos de intersexualidade podem induzir a estados de desequilíbrio psíquico, mesmo quando tratados cirurgicamente.

Para se evitar ou atenuar os males que inevitavelmente surgem medida que o indivíduo se desenvolve, é necessário definir rigorosamente o sexo da criança após o nascimento. Estudiosos do assunto ressaltam a importância de se dar solução aos casos dessa natureza até o 18.° mês de vida, para que a situação não adquira caráter dramático.

Cada caso deverá ser analisado individualmente, levando-se em conta fatores diversos na escolha da terapêutica mais eficaz. A cirurgia não restabelece a normalidade funcional; limita-se à correção plástica da malformação externa.

Fontes:

1, 2

Imagem: sexusufs.wordpress.com



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