Olfato Humano – Curiosidades e Tudo Sobre – Como Funciona?

Sem olfato o homem pode sobreviver perfeitamente;para os animais selvagens, porém, perder o faro pode significar a perda da própria vida.

De todas as formas de sensibilidade aos estímulos externos, o olfato é das mais antigas. Para muitas espécies animais, sua importância é fundamental, porque é pelo olfato que se dá a atração sexual. Os machos de alguns tipos de mariposas, por exemplo, são capazes de sentir o cheiro da fêmea a dois quilômetros de distância, graças a uma substância química volátil, presente na secreção feminina. Sabe-se que essa substância se espalha em todas as direções e que apenas uma parcela ínfima atinge um indivíduo distante.

Existe nas mariposas, portanto, um grau de sensibilidade olfativa extremamente desenvolvido. Também em muitas espécies de mamíferos, a emissão de substâncias odoríferas desperta o instinto sexual. Os cães, por exemplo, são estimulados por uma substância desprendida pelas fêmeas durante o cio.

Não se quer dizer, porém, que o homem seja pouco sensível ao odor. Apesar de suas estruturas olfativas não serem muito desenvolvidas – se comparadas às de outros animais -, sua sensibilidade e capacidade discriminativa dos odores são admiráveis, consideradas sob o aspecto químico.

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A OLFAÇÃO

A mucosa olfativa está convenientemente situada em lugar pouco acessível, fora do fluxo percorrido pelo ar inspirado ou expirado. Dessa maneira, ela não fica exposta à dessecação, às variações de temperatura e à poeira. De fato, os receptores olfativos – na verdade células nervosas – são muito sensíveis aos agentes agressivos: se não fossem protegidos pela localização anatômica, seriam destruídos com facilidade, acarretando perda definitiva da sensibilidade correspondente.

Por esse motivo, são poucas as moléculas odoríferas que chegam até ela e é comum, quando se quer reconhecer um cheiro, fazer movimentos com o nariz e inspirar o ar como que “farejando”. Tudo isso visa a provocar um turbilhão aéreo misturando o ar parado das proximidades da mucosa olfativa ao ar circulante que contém a substância aromática. Com isso, as moléculas aromáticas podem alcançar bem mais depressa os receptores nervosos.

Lucrécio: uma curiosidade

Centenas de cheiros diferentes podem ser facilmente percebidos pelo olfato. O homem chega a sentir o odor característico do almíscar sintético, mesmo quando sua concentração é de 0,00004 mg por litro de ar. Se se quisesse verificar, por meio de métodos químicos, sua presença no ar, seria preciso separá-lo de várias centenas de litros de ar, para só depois submeter o material assim obtido a complicados processos de análise química.
Ainda não se sabe ao certo que mecanismo possibilita aos receptores olfativos detectar as moléculas odoríferas flutuantes no ar. A chamada “teoria estereoquímica dos odores” é até hoje a mais aceita e, embora considerada moderna, foi elaborada, em sua forma primitiva, por Lucrécio, no século 1 a.C. Segundo ela, assim como há certo número básico de cores, existiriam aromas fundamentais.

Esses odores primários seriam sete: cânfora, almíscar, flor, menta, éter, aroma picante e aroma pútrido. E as moléculas correspondentes a cada um desses odores teriam formas características, diferentes umas das outras.

Além disso, os receptores olfativos teriam, em sua superfície, formações capazes de receber essas moléculas. Assim, a cada odor primário corresponderia uma formação receptora. As moléculas características do cheiro de flor, por exemplo, são recebidas por seus receptores específicos e adaptam-se à sua superfície. A célula nervosa é imediatamente estimulada, formando-se o impulso nervo-soque, através das vias olfativas, chega ao cérebro.

Ocorre, porém, que várias substâncias químicas de natureza distinta despertam o mesmo cheiro. É o caso do almíscar natural (encontrado em secreções glandulares de ruminantes da Ásia central), que nada tem em comum com o almíscar sintético. Apesar disso, as duas substâncias têm o mesmo cheiro, resultante de uma identidade na distribuição dos átomos que formam as moléculas.

Cada um dos receptores primários seria estimulado pelas moléculas com formas idênticas da substância estimuladora fundamental, pois só essa forma se adapta ao local sensível do receptor. Se várias moléculas tiverem os átomos distribuídos de maneira idêntica no espaço, todas serão capazes de estimular o mesmo receptor, ainda que exista diversidade em sua natureza química.

As substâncias com odor de cânfora, flor, menta, éter e almíscar teriam ação estimuladora devido à forma de suas moléculas. Já as de cheiro picante ou pútrido exerceriam essa ação em virtude de sua carga elétrica. Nas primeiras, como o ácido fórmico, o cheiro picante seria causado pela acidez e, por isso, seus receptores específicos deveriam ser carregados negativamente. As de odor pútrido, como o gás sulfídrico, dependeriam da fixação de íon sulfeto, que é carregado de eletricidade negativa: por conseguinte, seus receptores devem ser carregados positivamente.



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