Os Aminoácidos – O que são? É perigoso? O que fazem? Pra que serve?

os-aminoacidos-o-que-sao-e-perigoso-o-que-fazem-pra-que-serve

Unidas em cadeias bem estruturadas, essas moléculas determinama formação de uma infinidade de diferentes tipos de proteínas.

Os aminoácidos constituem as unidades fundamentais das pro­teínas. São ácidos orgânicos formados por átomos de carbono, hi­drogênio, oxigénio e nitrogênio.

Determinados tipos de aminoáci­dos contêm também átomos de enxofre e fósforo que aparecem, portanto, na composição das proteínas.

Os aminoácidos são moléculas relativamente pequenas, forma­das por uma cadeia variável de átomos de carbono e hidrogênio (ou ainda enxofre e fósforo).

publicidade

Neste artigo falaremos sobre Os Aminoácidos – O que são? É perigoso? O que fazem? Pra que serve?

Os Aminoácidos – O que são? É perigoso? O que fazem? Pra que serve?

Um grupo especial de átomos, chamado radical-carboxila e re­presentado pela fórmula COOH, lhes confere a característica aci­dez. Ligado a uni determinado átomo de carbono da cadeia princi­pal, aparece outro radical: o amina, cuja fórmula é NH,.

Quando uma molécula de ácido acético (muito comum no organismo e bá­sico no vinagre de cozinha) apresenta um radical amina, transfor­ma-se num aminoácido, a glicina. Os demais aminoácidos podem ser concebidos de maneira semelhante.

publicidade

Os dois radicais característicos dos aminoácidos são fundamen­tais para a constituição das moléculas de proteínas.

Isso decorre do fato de que a amina de um aminoácido reage com a carboxila de outro, e as proteínas nada mais são do que tais ligações repeti­das quase ao infinito.

Nessas reações verifica-se sempre a eliminação de uma molécu­la de água. A carboxila perde um átomo de oxigênio e outro de hi­drogênio; a amina perde um átomo de hidrogênio.

Esse tipo de li­gação denomina-se unido peptídica, e os compostos resultantes da fusão de aminoácidos são chamados de peptídeos. As cadeias de átomos das proteínas recebem o nome de cadeias polipeptídicas: resultam da fusão de peptídeos formados por vários aminoácidos, os chamados polzpepiídeos.

SUBSTÂNCIA ESSENCIAL

O organismo não utiliza as pro­teínas da dieta diretamente, e sim apenas os aminoácidos que as constituem. Portanto, a substância essencial da dieta são os ami­noácidos. Toda proteína introduzida no aparelho digestivo é inicialmente desmontada. Seus produtos são encaminhados para pos­terior distribuição às células do organismo.

É possível substituir todas as proteínas da dieta alimentar por aminoácidos puros. A necessidade dietética de proteínas constitui, portanto, uma exigência de aminoácidos. Fala-se em proteínas apenas porque os aminoácidos da dieta são encontrados sob a forma de proteína.

Pela eliminação seletiva de aminoácidos da dieta, verificou-se que o organismo dispensa alguns desses ácidos e retém os demais. Isso quer dizer que, com a dieta comum, sintetiza facilmente al­guns aminoácidos e não consegue sintetizar outros (pelo menos não com a rapidez çxigida pelo corpo). Diante disso, esses últimos são denominados aminoácidos essenciais.

No homem, apenas dez dos vinte aminoácidos são considerados essenciais. Todos eles devem ser administrados simultaneamente, para não ocorrer desequilíbrio. Se um aminoácido essencial for eliminado da dieta alimentar e acrescentado horas depois, prejudi­ca a eficiência dos demais.

Exemplos de aminoácidos essenciais são a metionina e a ifreosi­na. A primeira contém enxofre e é componente de muitos remédios popularizados para proteção do fígado. Atua sobre as células he­páticas, impedindo sua degeneração.

A tireosina, por sua vez, rea­liza várias ações sobre o organismo. Na tireóide, esse aminoácido essencial recebe em sua molécula um ou dois átomos de iodo e for­nece a substância básica para a elaboração do hormônio tireoidea­no. A tireosina atua também na produção do pigmento escuro da pele, a melanina.

EQUILÍBRIO DE NITROGÊNIO

Cerca de 16% da molécula de proteína é constituído por nitrogênio, o que lhe confere a quali­ficação de elemento característico das proteínas. Nas transforma­ções delas – e, consequentemente, dos aminoácidos o nitrogé­nio dá origem a produtos de excreção exclusivos, como a amônia e a uréia, facilmente reconhecíveis.

Além disso, quase todo o nitrogênio ingerido na dieta está conti­do nas proteínas. Apenas uma porção desprezível está contida em certos sais, ácidos nucleicos e aminoácidos livres.

Por todas essas características, o nitrogênio serve como “medi­da” das alterações que ocorrem com as proteínas. Para saber se um indivíduo aproveita adequadamente as proteínas da alimenta­ção, basta verificar o balanço do nitrogênio: avaliar as “entradas” e “saídas” e calcular em gramas o saldo diário, que poderá ser po­sitivo ou negativo.

É positivo quando a ingestão é maior do que a eliminação. Isso ocorre quando o organismo fabrica novos tecidos, especialmente na infância, gravidez e adolescência.

É negativo quando a eliminação é maior do que a ingestão. Isso ocorre quando é insuficiente a absorção de proteínas (no jejum e nas doenças do aparelho digestivo); quando é acelerada a transformação de proteínas (por aumento do metabolismo basal do or­ganismo, que acelera todas as reações metabólicas).

E quando ocorre perda acelerada de proteínas, por alguma razão (lactação com dieta pobre em proteínas ou proteinúria: eliminação anormal de proteínas pela urina).

O nitrogênio ingerido é calculado diretamente pela avaliação da quantidade de proteínas da dieta. O nitrogênio eliminado é verifi­cado, principalmente, pela quantidade em que aparece nas subs­tâncias não protéicas eliminadas pela urina.

Num adulto normal são eliminados, diariamente, cerca de 13 gramas de nitrogênio através da urina e até 2 gramas através das fezes. O suor normal também elimina nitrogênio, na média de 0,3 gramas por dia.

Uma vez que o balanço de nitrogênio é influenciado por tantos fatores, constata-se que o equilíbrio, a situação estável, só poderá ser atingido nos adultos em condições normais.

Para tanto, é ne­cessário também que a dieta geral seja equilibrada, fornecendo gorduras e açúcares para atender às necessidades de energia do corpo, estimadas em calorias.

VALOR BIOLÓGICO

A ausência (ou presença em quantida­de muito pequena) de um aminoácido essencial diminui o valor nu­tritivo de uma proteína. E o caso da gelatina comum, que não con­tém um dos aminoácidos essenciais (o triptofano). Se um indiví­duo ingerir apenas gelatina, se tornará portador de uma insuficiên­cia de aminoácidos.

De maneira geral, as proteínas animais contêm mais aminoácidos essenciais do que as proteínas vegetais. Para corrigir a defi­ciência destas últimas, recomenda-se o consumo de vários alimen­tos vegetais.

As quantidades de proteínas animais que possuem alto valor nu­tritivo são indicadas com relação ao total da dieta alimentar: para os adultos, ao menos 50% de proteínas animais; para gestantes, pe­lo menos de 50 a 70%; para crianças e adolescentes, de 65 a 75%, no mínimo.

As proteínas de alto valor nutritivo são encontradas em ovos, carnes, peixes, aves, leite, queijos e soja.

Neste artigo falamos sobre Os Aminoácidos – O que são? É perigoso? O que fazem? Pra que serve?

publicidade
Imagem- linkatual.net