Os Sons e a Voz, Como escutamos e falamos, Audição e Fala

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Aparentemente simples, a emissão de uma única palavra depende da ação coordenada de centros nervosos e numerosos grupos musculares.

O homem, com capacidade elaboradora de sons altamente dife­renciada, não se satisfez com apenas alguns sons limitados. Trans­formou cada som num símbolo e combinou-os para criar símbolos ainda mais complexos. Os sons diferenciaram-se, os órgãos espe­cializaram-se, a palavra nasceu.

Em cada região do mundo, o sistema de comunicação pela linguagem evoluiu com formas diferentes. Mas em toda parte atendeu sempre a um princípio fundamental: facilitar a compreensão.

Mais completa que as vozes dos animais, a linguagem humana obedece a símbolos convencionais, fixados há longo tempo. Após aprender o significado de cada símbolo, fa­lar é algo muito simples.

Neste artigo falaremos sobre Os Sons e a Voz, Como escutamos e falamos, Audição e Fala.

Os Sons e a Voz, Como escutamos e falamos, Audição e Fala

NO CÉREBRO, O CENTRO DA LINGUAGEM

Para apren­der uma única palavra, entram em jogo duas formas de operação. Em primeiro lugar, a vibração das ondas sonoras é captada pelos ouvidos.

Daí, estímulos nervosos conduzem a palavra aos centros auditivos, de onde outros estímulos transmitem a informação aos centros cerebrais, onde ela pode ser compreendida. Aí, as palavras são guardadas num “arquivo”, a memória.

Para coordenar a palavra e emiti-Ia, entram em ação outros estí­mulos, que partem de certas áreas do cérebro para os centros ner­vosos dos músculos respiratórios, laríngeos, bucais e outros. Eles põem-se a trabalhar e elaboram a palavra.

Portanto, a fala depende fundamentalmente do cérebro. Mais exatamente, de uma determinada área da superfície do hemisfério cerebral esquerdo, onde há o centro específico da linguagem articu­lada, o chamado centro de Broca. Uma lesão nessa zona torna o indivíduo incapaz de articular as palavras.

A correlação entre a compreensão dos sons e a expressão dos mesmos explica o problema da surdo-mudez. Uma pessoa que, por algum defeito – congênito ou adquirido -, não consegue ouvir as palavras não pode aprendê-las e elaborar a resposta motora, que é a palavra.

Os problemas de mudez, na maior parte, decorrem de um defeito de audição. Por isso, mediante aprendizagem, a gran­de maioria de surdos-mudos consegue aprender a falar.

Basta que consigam memorizar os símbolos por mecanismos não auditivos e aprendam a forma de elaborá-los. Os casos de mudez exclusiva são, na realidade, muito raros.

MECANISMOS DA FONAÇÃO

A fonação é o processo pe­lo qual o som emitido pelo homem transforma-se nos símbolos padronizados e origina a fala. Os sons que existem na natureza variam extremamente. Já os sons que o homem consegue emitir são mais restritos e dependem de estruturas especializadas: os ór­gãos da fonação.

O complexo mecanismo inicia-se nos pulmões. Estes, como um fole, controlam a expiração do ar, que é mandado para a laringe. São, portanto, responsáveis pelo impulso que aciona o mecanismo.

Durante a simples respiração, as cordas vocais ficam afastadas entre si, isto é, a glote permanece aberta e o ar passa livremente através dela. No momento era que se vai começar a falar, a glote se estreita, as cordas vocais se aproximam.

Ao chegar à glote, o ar que foi impelido pelos pulmões choca-se com o obstáculo. Força a passagem e as cordas vocais vibram sob o impulso. Também o ar vibra e, assim, nasce o som.

Já nesse ponto, a altura do som é controlada. Se as cordas vocais estão muito tensas e alongadas, o som é mais agudo. E quanto menor a tensão, mais grave o som. O volume depende da quantidade de ar e da força com que ele é expelido.

Mas, até essa etapa, o som ainda não ultrapassou a garganta. Se aí permanecesse, não se poderia distingui-lo. Precisa, portanto, encontrar a saída através da “caixa de ressonância”, representada pelas cavidades superiores (faringe, boca e narinas).

Aí, o som não é apenas recebido, ampliado e emitido, mas também modulado, e as palavras recebem o acabamento final.

A FALA

Os sons emitidos ainda precisam ser trabalhados, pa­ra assumirem a forma de palavras e simbolizarem as ideias deseja­das. Para emitir os sons correspondentes a cada ideia, entram em jogo vários dispositivos.

Os únicos sons simples são as vogais, que entram obrigatoriamente na formação de qualquer palavra. São simples porque correspondem ao próprio ruído emitido pela faringe, modificado nas cavidades de ressonância, e pelas alterações de posição da língua e dos lábios.

Já as consoantes exigem mais trabalho. A rigor, elas não consti­tuem sons em si, mas sim modificações introduzidas nas vogais (“soar com”). Por exemplo, é impossível dizer as consoantes b” ou “p” desacompanhadas de vogais. Além disso, é essencial inter­por um obstáculo á passagem do ar, para que as consoantes pos­sam ser emitidas.

No caso do b” e do ‘p”, o obstáculo dos lábios é indispensável. Já o 1″, o ‘s” e o z” dependem da língua; outras, como o “d” e o são modificadas pelos dentes. Por outro lado, as consoantes guturais, como o “q”, são bloqueadas no fundo do palato, na garganta.

As cavidades nasais, por sua vez, também co­laboram nesse trabalho. O ‘m” e o ‘n”, por exemplo, encontram obstáculo nos lábios, mas são modificados pelas narinas.

Neste artigo falamos sobre Os Sons e a Voz, Como escutamos e falamos, Audição e Fala.

Imagem- eporque.com.br



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