Percepção das Cores – Como funciona? Como é? O que é Retina? Confira!

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A visão das cores se deve a células especializadas, os fotorrecepiores, que selecionam e classificam os estímulos luminosos.

Os bastonetes, células sensoriais da retina, são insensíveis à per­cepção das cores, mas especializados na visibilidade à meia luz. Neles se encontra um pigmento fotossensível, ou seja, sensível à luz, chamado rodopsina (rínodon, rosa; opsis, visão), que, devido a sua cor rosa-avermelhada, é também conhecido pelo nome de púrpura visual.

Esse pigmento é descorado pela luz branca ou por qualquer feixe de luz de comprimento de onda entre 3 850 e 6500 Angstrom (o olho humano só percebe feixes luminosos cujo com – primento de onda se situe entre 4000 e 8000 A)- Possua. no entan to, uma propriedade peculiar: descora-se pela ação da luz, mas se regenera no escuro.

Quando se passa de um ambiente bem iluminado para um local à meia-luz, fica-se algum tempo sem enxergar nada. No entanto, à medida que se permanece no ambiente escuro, passa-se a ver cada vez melhor.

Essa capacidade de acomodação à meia luz se explica da seguin­te maneira: na claridade, grande parte da rodopsina contida nos bastonetes permanece decomposta, de tal modo que eles não contri­buem para a visão. Quando se passa para o escuro, a rodopsina vai se recompondo.

Em conseqüência, o indivíduo adquire uma ca­pacidade cada vez maior de enxergar através dos bastonetes, que são especializados na visibilidade à luz crepuscular.

Neste artigo falaremos sobre Percepção das Cores – Como funciona? Como é? O que é Retina? Confira!

Percepção das Cores – Como funciona? Como é? O que é Retina? Confira!

OS IMPULSOS ELÉTRICOS E A PERCEPÇÃO DAS CORES

A retina, uma das três membranas concêntricas que constituem o globo ocular, deriva direta mente do sistema nervoso central, pois ela se forma de uma ex­pansão do esboço que formará o cérebro durante a vida embrio­nária Essa origem confere à retina propriedades particulares e específicas.

Nela se encontram as células fotossensíveis (cones e bastonetes), capazes de serem excitadas e estimuladas pela luz que provém dos objetos.

As imagens que se formam na retina transformam-se em impul­sos nervosos de natureza elétrica. Através do nervo óptico, esses impulsos elétricos são enviados ao cérebro. A transmissão, no en­tanto, é feita em código: as imagens são decompostas em numero­sos sinais elétricos. A mensagem, portanto, precisa ser decifrada, para ser interpretada.

A transformação das sensações em percepções dá-se habitual­mente nos centros nervosos superiores. No caso da visão, parte desse processo se passa na retina. Assim, a visão humana sente a percepção das cores.

VISÃO COLORIDA

A visão humana é colorida; assim, o estu­do da percepção das cores se identifica, em grande parte, com o da percepção das cores.

Azul, verde, vermelho e amarelo não passam de nomes conven­cionais, que designam os feixes de luz de determinado comprimento de onda que, ao atingir a retina, fazem com que esta emita sinais luminosos. Conclui-se, dessa maneira, que nem todos os cones contêm a mesma substância capaz de reagir em presença da luz.

Observando-se as cores monocromáticas (que não resultam da mistura de outras), é possível distinguir três delas que, combinadas em diferen­tes proporções, originam o branco ou qualquer outra cor. Denomi­nadas fundamentais, essas cores são: o amarelo, o vermelho e o azul-violeta.

Em consequência, deduz-se a existência de três tipos de substân­cias diferentes, cada uma capaz de perceber uma cor fundamental, contidas separadamente em receptores diversos (isto é, em cones diferentes). Assim, dando-nos a impressão da percepção das cores.

Além dos bastonetes – sensíveis à luz crepuscular graças à ação da rodopsina -, também existiriam na retina determinados cones que permitem a visão do amarelo e do vermelho, e outros, do azul.

A CONVERGÊNCIA FINAL

A parte neural da retina é for­mada por três camadas de células – a nuclear externa, a nuclear interna e a de células ganglionares. As posições externa e interna são tomadas em relação ao centro do globo ocular.

A camada nuclear externa é formada pelas células providas de cones – que possuem prolongamentos (dendritos) cônicos – e pelas dotadas de bastonetes, com prolongamentos alongados.

Os dentritos dessas células transformam os sinais luminosos em potenciais de ação e, em seguida, ligam-se às células ganglionares, que, finalmente, convergem todas para uma pequena região situada nas proximidades da fóvea (depressão central da retina).

Dessa área, depois de terem penetrado a coróide e a esclerótica, se reúnem para formar o nervo óptico. A luz, antes de atingir os cones e os basto­netes, que se situam na parte profunda ou externa da retina, atra­vessa as outras camadas.

A ARTE DOS CONTRASTES

Quando um raio luminoso inci­de em determinado ponto da retina, excita as terminações senso­riais, cujas células (cones ou bastonetes) transmitirão um estímulo aos neurônios das outras camadas da membrana.

Mas, ao mesmo tempo em que segue pelo nervo óptico a mensagem afirmativa de que a luz chegou àquele ponto, parte outra ordem inibitória para o funcionamento dos cones e bastonetes vizinhos, tomando-os menos sensíveis à luz do que inicialmente.

Em consequência, todos os pontos fortemente impressionados pela luz ficarão cercados por uma área de baixa sensibilidade. Dessa maneira, o máximo de sen­sibilidade estará sempre concentrado em zonas iluminadas que se delimitam com outras não iluminadas da retina, das quais não provêm estímulos inibitórios.

O resultado desse complicado mecanismo é fazer com que a per­cepção visual máxima se processe dentro dos limites de cada ima­gem luminosa, dando assim maior relevo aos contrastes e às linhas que bordejam determinada mancha luminosa do que à própria área dessa mancha. Por essa mesma razão, a percepção do movimento será mais aguda.

Os cones que são sensíveis ao azul inibirão, em certa medida, os que percebem as outras cores, acentuando, naquele ponto, a aná­lise contrastante do colorido. Os pintores sabem disso, por sua própria experiência, e sempre cuidaram de acentuar os contornos.

Os impressionistas evitaram misturar as tintas para obter determinado efeito, deixando aos dis­positivos do sistema nervoso central a tarefa de interpretar os estí­mulos seletivos que lhe chegam e recompor as imagens segundo compete aos analisadores do córtex cerebral, que, em última instância, decidem o que e como se vê.

AS MENSAGENS COLORIDAS

O branco é obtido pela soma das três cores fundamentais. Resulta, portanto, da superposição dos efeitos provenientes de receptores sensíveis ao amarelo, verme­lho e azul-violeta sobre uma mesma célula ganglionar. Assim, criando-se a percepção das cores.

As mensagens coloridas não são transmitidas diretamente ao cé­rebro. Correm ao longo das fibras do nervo óptico e concluem a primeira etapa no chamado corpo geniculado lateral, situado no metatálamo (parte do diencéfalo). Aí entram em comunicação com as células nervosas que se encontram na região.

Nessa área, os estímulos sofrem certas modificações, que resultam numa acentua­ção da diferença existente entre a resposta visual a pequenos pontos centrais e a resposta à luz difusa.

A seguir, as mensagens chegam ao córtex visual, onde são modi­ficadas. As alterações consistem em obter uma resposta “máxima” aos estímulos lineares e às linhas em movimento. Desse modo, o córtex procura generalizar as imagens, dando especial atenção às linhas e aos contornos.

Está dado o primeiro passo em direção à percepção das cores. Simultaneamente são analisadas as dimensões do estímulo, e, por fim, a impressão visual é traduzida em ação.

Neste artigo falamos sobre Percepção das Cores – Como funciona? Como é? O que é Retina? Confira!

Imagem- blog.wedologos.com.br



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