Prolapso do Útero – Sintomas, Causas, Tratamento e Queda

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Essa alteração genital, causada pelo enfraquecimento da estrutura de sustentação do útero, é corrigida com um tratamento cirúrgico.

Popularmente denominado “útero caído”, o prolapso genital é uma afecção muito comum. Consiste na descida do útero, geralmente acompanhado da bexiga. A expressão prolapso uterino é muito especifica, pois raramente – em menos de 4% dos casos – ocorre a queda isolada do útero.

PROLAPSO DO ÚTERO

CAUSAS FUNDAMENTAIS

O prolapso do útero ocorre quando falham os meios de sustentação e de suspensão do órgão. Os primeiros são os ligamentos musculares que fixam o órgão na parede pélvica; os de suspensão são as formações músculo-aponeuróticas que constituem o assoalho pélvico.

A aponeurose (túnica fibrosa que envolve o útero e a vagina) constitui a estrutura mais importante para evitar o prolapso. Duas são as causas fundamentais da queda: rupturas perineais decorrentes do parto ou deficiência hormonal. A primeira pode incidir em mulheres de-qualquer idade.

Quando a criança nasce, sua passagem “forçada “pode provocar uma ruptura ou um alargamento do períneo. O útero, ainda grande, poderá descer se as lesões perineais não tiverem sido bem reparadas ou se falharem os ligamentos de suspensão.

A deficiência hormonal atinge mulheres na menopausa. Nesses casos, vários fatores estão associados. Deficiências hormonais provocam uma atrofia genital que enfraquece o aparelho de sustentação, facilitando a descida do útero e da bexiga.

As lesões perineais, mesmo muitos anos depois do último parto, também colaboram com o prolapso. O emagrecimento que surge na idade avançada é outro auxiliar do prolapso. Esses fatores comuns explicam a grande frequência do prolapso na menopausa.

A queda do útero poderá ocorrer mesmo em mulheres que não tiveram filhos (nulíparas), ainda que raramente. O relaxamento natural do períneo ou dos ligamentos de suspensão, geralmente associado a um emagrecimento brusco, determinará o prolapso.

PRESSÃO E QUEDA

Para manter-se em posição normal de retroversoflexão (útero vertido para afrente, com o corpo flexionado sobre o colo), o útero sofre a ação simultânea de duas forças: a da gravidade e a pressão intra-abdominal.

Se a pressão aumenta – como acontece durante trabalhos pesados, esforços de evacuação ou crises de tosse -, ocorre uma ligeira descida do órgão. Não encontrando a natural resistência dos ligamentos de sustentação, a pressão vai mais além, forçando o útero em direção à vagina.

Uma vez forçado o útero em direção à vagina, poderão ser considerados três tipos de prolapso: de primeiro grau, quando o colo do útero não chega até ofenda vulvar; de segundo grau, se o colo emerge; e de terceiro grau, também chamado de prolapso total, quando o útero fica totalmente exteriorizado.

Ao mesmo tempo, ocorrem modificações nos órgãos vizinhos, provocando a cistocele (hérnia da bexiga), a retocele (hérnia do reto), ou ambas (cistoenterocele), que é o quadro completo e mais comum determinado pela descida do útero. Os sintomas variam de paciente para paciente c às vezes, ajo têm relação direta com o grau de prolapso.

Na maioria dos casos, a paciente se queixa de uma sensação de peso no períneo ou no baixo ventre, acentuada após permanência prolongada de pé ou longas caminhadas. Reclama também de dores em todo o baixo abdome, que se devem, com certeza, à tração dos ligamentos do útero.

Quando se verifica uma cistocele pronunciada, a paciente queixa-se de dificuldades em esvaziar completamente a bexiga durante as micções, que, em decorrência, se tornam mais frequentes.

Em seguida, pode surgir, com Intensidade variável, a incontinência urinária de esmorço, ou seja, as perdas ou escapes de urina durante esforços, tosse, espirros etc. A urina que permanece retida, por sua vez, conduz, depois de certo tempo, à formação de uma cistite, que provoca dores durante as micções (ainda mais freqüentes).

Por seu turno, a retocele, ocasionando alterações no esvaziamento retal, provoca retenção intestinal e dores locais. O diagnóstico é geralmente simples, baseado na história da paciente, relativa aos sintomas do próprio prolapso e das concomitantes alterações na bexiga e no reto.

A comprovação é feita pelo exame ginecológico comum ou – quando persistem dúvidas – pondo-se a paciente de pé, o que leva ao aparecimento do prolapso, se ele existir. Para a comprovação da cistoenterocele, pede-se à paciente que realize um esforço igual ao da evacuação, o que leva à protrusão da bexiga e do reto.

TRATAMENTO

Pode ser conservador ou cirúrgico, sendo este último o mais freqüente. A escolha de uma das opções é influenciada por vários fatores, entre os quais têm capital importância a idade da paciente, seu estado de saúde, o grau de prolapso e a presença ou ausência de outras condições patológicas genitais.

Em mulheres que se encontram ainda em Idade fecunda, que desejam ter filhos e apresentam prolapso, o tratamento deve ser paliativo, devendo transferir-se a operação até que a família esteja completa.

Se, todavia, o prolapso é avançado, deve-se fazer a correção através de intervenções que não impeçam a paciente de levar uma gravidez a bom termo.

Para as mulheres que se encontram na menopausa, quando não existe contra-indicação, pode se prescrever uma intervenção cirúrgica, que envolve pequenos riscos e apresenta resultados amplamente satisfatórios.

É feita, quase sem exceção, por via vaginal, reconstruindo-se o assoalho perineal e encurtando-se os ligamentos de suspensão, com o objetivo de se criar uma base de sustentação firme para o útero, a bexiga e o reto.

Em mulheres idosas, quando se pode prescindir tanto a função generativa quanto da sexual, pode-se corrigir o prolapso com o simples fechamento total da vagina (operação de Lefort), propiciando-se cirurgia mais rápida, com menos traumatismos e frita com anestesia local.

Quando a paciente tem idade mais avançada ou quando existem contra-indicações para cirurgia, aplica-se o tratamento conservador, que consiste no uso de pessário. Trata-se de um dispositivo rígido colocado através da vagina com a finalidade de efetuar uma correção mecânica do útero caído

Fontes:

1, 2, 3

Imagens: mundomulheres.com



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