Qual a função da Bile? Para que serve e onde é produzida

Antes de entendermos quais as funções do fígado e da bile, precisamos entender o funcionamento desses órgãos. O fígado é a maior glândula do corpo. No adulto de sexo masculino, pesa entre 1 400 e 1 600 gramas; na mulher, tem cerca de 200 gramas a menos. A rigor, o fígado é uma glândula de secreção externa, ou seja, uma glândula exócrina, uma vez que seu principal produto – a bile – não é lançada na corrente sanguínea.

A bile sai do ligado por um conduto próprio, que a leva à vesícula biliar. Esta é uma bolsa de 50 a 60 cm³ de capacidade, onde a secreção é armazenada. Da vesícula a bile sai por outro canal (o colédoco), que a conduz ao intestino delgado, onde vai participar do processo digestivo. A bile, portanto, não entra no sangue nem circula pelo corpo.
Alguns autores, no entanto, também consideram o fígado uma

glândula endócrina. Embora não secrete qualquer hormônio, o órgão produz e lança diretamente no sangue o açúcar, elemento tão indispensável ao organismo quanto o próprio oxigênio. Esse ponto, porém, é uma controvérsia de conceituação apenas e, portanto, de importância secundária.

 

FUNÇÕES COMPLEXAS E VITAIS DO FÍGADO

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O fígado tem cinco funções conhecidas, que fazem dele um órgão vital. Quando se extirpa inteiramente o fígado de um animal, a morte sobrevém em horas, mesmo que se injete glicose (outra forma assimilável de açúcar) continuamente. Ao que parece, o fígado desempenha uma função desintoxicante que, suprimida, provoca envenenamento mortal.

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Na fisiologia hepática, a função rotineira mais conhecida é a secreção da bile. Esta é um líquido amargo, de coloração marromavermelhada, conferida por um pigmento chamado bilirrubina.

A segunda função consiste na armazenagem de açúcar (em forma de glicogênio), gorduras, proteínas, vitaminas e sangue.

A terceira é de metabolismo e síntese. Tudo que o intestino absorve do bolo alimentar é levado ao fígado para transformação e armazenagem. Os hidratos de carbono são transformados em glicogênio, que o fígado libera no sangue em forma de glicose. Essas três formas de açúcar, cada uma em seu estágio de assimilação, são vitais para o metabolismo celular. Quando se esgota a reserva hepática de glicogênio, o fígado passa a produzir açúcar a partir das proteínas, que originalmente não se destinam a isso, mas que o substituem em emergências.

O ligado produz proteínas plasmáticas, fibrinogênio (material importante para a coagulação), protombina (que também integra o mecanismo coagulante) e outros constituintes do sangue.

Em sua quarta função, o órgão produz células do sangue no feto. Depois do nascimento, essa função passa a ser exercida pela medula dos ossos. Só em casos anormais, como hemorragias e anemias diversas, o figado retoma essa atividade hematopoética; disso decorre visível crescimento desse órgão e do baço, outro auxiliar nesse tipo de emergência.
Em condições normais, o fígado apenas se incumbe da destruição de glóbulos sanguíneos maduros. A tarefa é desempenhada por células especiais – as células de Kupffer -, capazes de realizar a fagocitose (envolvimento e digestão de partículas).

Finalmente, o órgão exerce função desintoxicante: combina substâncias tóxicas com outras, de modo a resultarem daí compostos solúveis na urina e, portanto, excretáveis pelos rins. O termo “desintoxicante” é aceito com reservas, porque, às vezes, as substâncias resultantes da modificação são mais tóxicas que as primitivas, embora solúveis. Por outro lado, certos tóxicos, como a nicotina e a estricnina, podem ser totalmente destruídos.

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Função da Bile

Produzido pelo fígado, a função da bile é de digerir gorduras e absorver substâncias importantes para o corpo.

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