Sistema Linfático e sua anatomia – Como é, Como funciona e muito mais!

Os nodos linfáticos retardam a evolução de processos cancerosos e de infecção, interceptando germes e células tumorais.

Neste artigo falaremos sobre o Sistema Linfático e sua anatomia – Como é, Como funciona e muito mais!

Sistema Linfático e sua anatomia – Como é, Como funciona e muito mais!

ANATOMIA – SISTEMA LINFÁTICO

Para desempenhar as funções de drenagem das impurezas, num papel que de certo modo é complementar ao do sangue venoso, cir­cula pelo organismo a linfa. Quando o sangue passa pelos vasos capilares, das arteríolas para as vênulas, uma fração líquida de seus componentes escapa pelas paredes porosas.

Essa fração aquosa, denominada plasma, circunda as células e lhes cede subs­tâncias trazidas do sangue, ao mesmo tempo que recolhe resíduos do metabolismo celular.

Mas, uma vez liberto do sistema vascular, esse líquido intercelu­lar ou intersticial estagna nos espaços intercelulares. O sistema linfático todo entraria em rápido colapso, não fosse a drenagem permanente dos capilares linfáticos, de calibre quase microscópico.

CIRCULAÇÃO DA LINFA

Os capilares, linfáticos, que são os menores vasos do sistema linfático, recolhem a linfa principalmente por osmose. A partir dai a linfa prossegue em direção a condutos linfá­ticos maiores. Mas a linfa não depende do coração para ser movi­mentada pela rede de vasos linfáticos.

O organismo impele a linfa através de movimentos incidentais, isto é, aqueles efetuados com outra finalidade. Movimentos respi­ratórios ou de locomoção, especialmente, desempenham esse papel.

Quando um movimento dessa natureza é efetuado, os vasos lin­fáticos mais próximos são temporariamente comprimidos e a linfa passa adiante. E nunca para trás, por causa de um sistema linfático de vál­vulas semelhantes às das veias, porém muito mais numerosas e mais próximas umas das outras, com o aspecto de um longo rosário.

Essas válvulas são formações que se abrem numa única direção, sempre no sentido do coração. Quando o vaso é espremido pela compressão de tecidos vizinhos, durante os movimentos do corpo, a linfa passa pelas válvulas nessa direção. Quando os vasos voltat­à posição normal, a própria pressão da Linfa fecha as válvulas e impede o refluxo.

Dessa maneira, a linfa progride lenta e constantemente em di­reção a seu ponto de destino. Depois de passar por vasos gra­dualmente maiores, vai desaguar em dois grandes vasos localiza­dos no tronco.

Um deles, o canal torácico ou dueto torácico, re­cebe a linfa proveniente da região inferior do corpo, da metade 1 esquerda do tórax, do pescoço e da cabeça, e do braço esquerdo.

Começa numa pequena cavidade, a cisterna do quilo (onde de­sembocam os vasos quilíferos que recolhem o quilo intestinal), e sobe verticalmente até a altura do ombro esquerdo. Ali, a linfa é despejada na confluência da veia subclávia esquerda com a veia jugular interna esquerda.

O segundo grande vaso, menor que o dueto torácico, é o dueto do sistema linfático direito, que recolhe a linfa proveniente do braço direito, da metade direita do tórax, do pescoço e da cabeça.

Muitas vezes esse dueto é substituído por um conjunto de duetos menores, que também vão desembocar na confluência das veias subclávia direita e jugular interna direita. Ou seja, na altura do ombro direito, na base do pescoço.

 

NODOS LINFÁTICOS

Também conhecidos como gânglios ou linfonodos, os nodos linfáticos são formações que se dispõem ao longo dos vasos do sistema linfático. Em número de 600 a 700 ao todo, têm tamanhos variados, desde ode uma cabeça de alfinete até o de uma azeitona. Sua função é a de filtrar impurezas da linfa e produzir linfócitos.

Os linfonodos exercem importante função protetora ao reterem temporariamente células cancerosas que se disseminam pelo corpo. Resíduos sólidos e germes também são retidos e destruidos por cé­lulas dos gânglios, que destroem quase tudo.

Os nodos apresentam em seu interior septos conjuntivos que os dividem em lobos. A polpa do linfonodo, o parênquima, é for­mada por dois tipos de estruturas: a cortical, que se localiza na periferia, como uma casca, e a medular, que fica mais para dentro.

Os vasos que chegam a um nodo (linfáticos aferentes) são mais numerosos e mais finos do que os que saem (linfáticos eferentes). A linfa que chega ao nodo percorre numerosas cavidades, os seios linfáticos dos nodos. Ali, ao mesmo tempo que as impure­zas são retidas, passam para a linfa os linfócitos recém-produzidos no linfonodo.

FUNÇÃO DEFENSIVA

Quando ocorre uma infecção na pele de qualquer dos membros, por exemplo, os nodos linfáticos dão importante contribuição para impedir que o processo infeccioso se dissemine ou provoque perturbações em outros pontos do orga­nismo.

Micróbios e detritos de células mortas, provenientes da área em que ocorre a infecção, são retidos nos nodos e destruídos pelas células especializadas em fagocitose.

Em tal processo, a intensidade da infecção poderá determinar uma proliferação mais acentuada das células dos nodos, pois a so­brecarga de trabalho exigirá um número maior de unidades de so­corro.

Paralelamente, a filtragem da linfa no nodo se torna mais restrita, com determinado represamento do fluxo, que é retardado. O próprio calibre do vaso linfático, no trecho situado entre o ponto de infecção e o nodo mais próximo, poderá parecer intumescido e avermelhado.

O inchaço característico de nodos linfáticos próximos do ponto de invasão é o chamado enfartamento ganglionar (íngua). Além de destruírem germes e detritos, as células dos nodos, ou linfócitos, sofrem a sobrecarga representada pela produção de anticorpos, substâncias requeridas para neutralizar toxinas produzidas pelos microrganismos invasores.

Existem linfonodos disseminados ao longo de todo o sistema lin­fático: uns 5 por trás de cada joelho, uns 20 na junção da perna com o tronco (na virilha) e assim por diante. Na região do tronco existem várias dezenas de nodos.

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LINFONODOS E CÂNCER

Entre as importantes funções defensivas dos nodos, figura o enfartamento ganglionar de natu­reza tumoral, as ínguas cancerosas. Quando as células cancerosas se desprendem do tumor, são captadas pelos vasos linfáticos e barradas nos seios interiores dos linfonodos.

As células de câncer caracterizam-se por alta capacidade de reprodução. Se tivessem trânsito livre pelo organismo, a disseminação da doença seria muito mais rápida.

São os linfonodos que interferem para impedir que tal processo ocorra. Ou, quando não conseguem impedir totalmente, pelo menos retardam e atenuam o processo de dissemi­nação (formação de metástases).

Em razão da natureza desse processo, os médicos atribuem grande importância ao estudo do sistema linfático durante o trata­mento – cirúrgico ou radioterápico – de casos de câncer. E daí a recomendação de se procurar o médico toda vez que ocorrer o en­fartamento de algum gânglio do sistema linfático.

Carocinhos duros que apa­reçam em pontos correspondentes aos linfonodos poderão indicar apenas a ocorrência de um processo infeccioso banal.

Mas se o in­chaço perdurar e não se identificar nenhuma causa infecciosa co­mum relacionada com ele, é aconselhável consultar o médico sem demora, poiso diagnóstico precoce é imprescindível nesses casos.

OS LINFEDEMAS

Como a linfa circula pelo corpo por ação dos músculos que comprimem os vasos do sistema linfáticos, a circulação do sistema linfático se acelera em consequência de exercícios mais intensos ou de massagens.

Se, por uma razão qualquer, ocorrer entupimento dos vasos linfáticos, a linfa passará a acumular-se nos espaços intersti­ciais, sem ser drenada. Isso é o que acontece, por exemplo, na lin­fangite (inflamação do vaso do sistema linfático causada por bactérias ou cé­lulas tumorais).

O linfedema é uma concentração anormal de linfa em qualquer região do corpo. Decorre, portanto, da impossibilidade de os vasos linfáticos da região drenarem o líquido intersticial. Mas nem sem­pre o entupimento é a causa da drenagem insuficiente.

São relativamente comuns, como anormalidades, os linfedemas congênitos, resultantes da formação defeituosa de vasos linfáticos durante o desenvolvimento do feto.

Essas concentrações anormais de liquido intersticial poderão provocar deformidades em um dos membros inferiores ou em ambos: as pernas apresentam-se incha­das e disformes. Já os linfedemas adquiridos podem ser de natureza inflamatória ou não.

Os do primeiro caso em geral se associam à celulite, processo inflamatório celular relativamente comum, sobre­tudo nas mulheres. O exemplo mais comum é o que se caracteriza pela invasão de estreptococos que se propagam pelos vasos linfáti­cos e dão origem a uma inflamação subcutânea difusa.

A invasão dos germes nos linfedemas inflamatórios atinge os duetos linfáticos e propaga-se aos nodos, principalmente das axilas e das virilhas, que se tornam avermelhadas, quentes e doloridas. Da inflamação dos nodos podem resultar abscessos que se rompem espontaneamente ou são drenados através de cirurgia.

Passada a fase aguda, mesmo depois de superado o processo in­flamatório, poderão perdurar como conseqüências mais ou menos definitivas as obstruções cicatriciais dos nodos e vasos linfáticos, o que dá origem ao linfedema crônico.

Essa afecção tende a agravar-se progressivamente, sobretudo nos pés e tornozelos, que se apre­sentam inchados e deformados.

A condição se agrava toda vez que o paciente permanece de por muito tempo ou caminha em ex­cesso. A irrigação sanguínea das extremidades é muito aumentada em função do esforço muscular; e da maior circulação de sangue resulta sempre um aumento de liquido intersticial, que, provém do plasma sangüíneo liberado pelos capilares.

A prolongada postura em pé também aumenta a concentração de líquido intersticial porque, sem o concurso dos movimentos muscu­lares, o sangue sobe mais lentamente pernas acima. A circulação de sangue nos braços e nas pernas não depende apenas da pressão vas­cular imprimida pelo coração.

Os músculos, ao comprimirem as veias, espremem o sangue em direção ao coração, num método seme­lhante ao dos vasos linfáticos, pois válvulas especiais fazem com que o sangue das veias flua apenas em direção ao coração.

Os casos de linfedema de natureza não inflamatória são em ge­ral consequências da obstrução dos vasos linfáticos por células provenientes de tumores, no processo já descrito.

Se liberadas em grande número, tais células poderão acumular-se não apenas nos nodos, mas na própria luz dos vasos linfáticos e, desse modo, inter­romper ou dificultar o fluxo da linfa.

LINFOGRAFIA

A evidente importância das condições do sis­tema linfático envolve a necessidade de se poderem efetuar exames acurados de largos trechos da trama, de vasos.

Em casos de câncer, por exemplo, é bastante comum que o cirurgião não apenas se li­mite a extirpar o tumor, mas também os linfonodos e vasos linfáticos onde estejam retidas células malignas desprendidas pelo foco

li principal. Para levantamento exato do número de nodos (que va­riam de uma pessoa para outra), bem como de suas condições e lo­calização (tantbém variável), o médico providenciará um exame radiográfico precedido da injeção de substâncias radiopacas dentro do sistema linfático.

Dentro dos vasos, essas substâncias, em geral à base de iodo, proporcionam contraste suficiente para que os nodos e vasos se apresentem com alta nitidez na chapa radiográfica. O mesmo método de linfografia serve para avaliação do processo de cura e para localização de eventuais obstáculos mecânicos nos casos de linfedema.

Neste artigo falamos sobre Sistema Linfático e sua anatomia – Como é, Como funciona e muito mais!

Imagem- shantinilaya.es



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