Sono – Por Que Dormimos? Qual a Importância do Sono? Dicas

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A formação reticular do tronco cerebral é responsável pelo estado de vigília, de acordo com estudos sobre o mecanismo do sono. Este seria provocado pela diminuição da atividade cerebral.

CONDIÇÕES PARA O SONO

Além do cansaço, que leva imperiosamente ao sono, existem outras condições que favorecem a instalação desse estado: silêncio, penumbra, temperatura adequada, posição confortável e tranquilidade. Os períodos de sono dependem da idade da pessoa.

Variam bastante de indivíduo para indivíduo e geralmente são mais profundos durante a noite do que de dia. Crianças recém-nascidas dormem aproximadamente 20 horas por dia. Entre 1 e 7 anos de idade, o tempo de sono diário se reduz para 10 a 14 horas; o adulto dorme de 7 a 9 horas e as pessoas idosas não vão além de 6 horas.

Nos adultos, o sono chega a sua maior profundidade durante a primeira hora, como se a pessoa caísse num precipício insondável. Depois da primeira hora, há uma reversão lenta e gradativa, que termina com o despertar.

Além das atividades musculares, controladas pela vontade, o sono modifica as atividades cerebrais, os reflexos, os sentidos, a circulação, a respiração, a digestão e o metabolismo.

Todavia, alguns músculos não participam do amolecimento geral: são eles os dos punhos das crianças (que mantêm as mãos fechadas durante o sono), o masseter (para que a boca não se abra), os esfíncteres (para a contenção urinária e fecal) e os orbiculares das pálpebras (que mantêm os olhos fechados).

Embora o relaxamento muscular seja uma das condições ideais para o sono, ele não é absolutamente necessário, visto que existem pessoas capazes de dormir dirigindo, andando a cavalo, em pé e até mesmo andando.

AS FASES DO SONO

O uso do eletrencefalógrafo permitiu registrar com muita clareza as alterações nas atividades elétricas do cérebro, que no gráfico se assemelham a ondas. Tais demarcações permitiram a distinção de quatro fases de profundidade do sono: cada oscilação, ou ciclo, é medida pela amplitude (altura da onda) e pela freqüência (comprimento da onda).

A primeira fase registra uma diminuição da amplitude e a freqüência, de 8 a 14 ciclos por segundo (típica do estado de vigília), cai para 4-6 ciclos por segundo.

Na segunda fase, intercalam-se marcas de ondas chamadas fusos, nas quais a frequência se eleva a 14-16 ciclos por segundo.

Na terceira fase, os fusos continuam sendo registra-dos, porém, ao lado deles aparecem ondas lentas (baixa frequência) e de amplitudes elevadas (até 4 ciclos/segundo).

Na quarta fase, os fusos desaparecem e as ondas lentas da fase precedente aumentam em número e amplitude, dominando todo o traçado.

Desses gráficos se deduz que o sono se caracteriza pelo traçado lento e amplo, ao passo que a vigília é dominada por ondas rápidas, de frequência elevada e baixa amplitude, e que ambos os estados são organicamente diversos.

A formação das ondas altas e longas se explica pela “soma” dos impulsos procedentes das células nervosas do córtex cerebral (camada superficial do cérebro, ou massa cinzenta).

Os valores potenciais singulares das células – constituídos pela atividade funcional de cada uma delas agem como se fossem elos de uma corrente que, uma vez unidos, formam as ondas altas e longas, características do sono.

Ao contrário, durante a vigília não se verifica a sincronização das atividades elétricas celulares e se originam então as ondas de pequena amplitude e de alta frequência.

TEORIAS DO SONO

As causas que levam os organismos a entrarem no estado de sono e retornarem à vigília depois de certo tempo não são bem conhecidas. Mas existem algumas teorias a respeito. Uma delas considera que o sono é o resultado de uma diminuição dos impulsos nervosos da periferia para o córtex cerebral.

Essa teoria baseia-se na ideia de que os impulsos agem como elementos capazes de excitar o córtex e mantê-lo em atividade, ou seja, no estado de vigília.

Quando esses estímulos diminuem, o córtex entra em relativo repouso, relaxando-se e abrindo caminho para o sono. Essa ideia encontrou apoio na descoberta de funções da formação reticular do tronco cerebral – um entrelaçado de
fibras e células nervosas que se estende por todo o tronco, principalmente na parte dorsal, do bulbo ao tálamo.

A importância dessa estrutura no despertar foi demonstrada com experiência em gatos. Verificou-se que o seccionamento do tronco, acima do mesencéfalo, levava o animal a um sono permanente. Quando o seccionamento foi feito abaixo dessa formação, alternavam-se sono e vigília.

Posteriormente, outras provas de estimulação artificial e destruição das formações reticulares confirmaram as experiências.

A estimulação artificial da substância reticular acordava o animal da mesma forma que o despertar natural, ao passo que a destruição da formação reticular condena o animal a um sono contínuo e permanente.

Em conclusão, verificou-se que a estrutura reticular é responsável pelo estado de vigília. Assim também ficou confirmada a ideia de que uma diminuição de sua atividade seria responsável pelo sono.

Fonte:

1, 2

Imagem:  redes.moderna.com.br



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