Tratamentos do Câncer de Laringe: Tem cura? Garganta e Sintomas

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A possibilidade de cura depende de um diagnóstico precoce e a cirurgia torna-se ineficaz quando a doença está numa fase avançada.

CÂNCER DE LARINGE

O câncer da laringe é o mais freqüente dos tumores malignos que atacam o pescoço. Localiza-se quase sempre numa das cordas vocais, a verdadeira, podendo no entanto estender-se às regiões próximas, dando-se seu crescimento por extensão local ou por metástase (extensão a distância), geralmente linfática.

Os tumores têm dimensões variadas, desde 1 cm de diâmetro até massas enormes que englobam toda a laringe. Sua incidência maior é nos homens (80% dos casos) e mais freqüentemente depois dos quarenta anos.

Entre os portadores do mal, a maioria é de fumantes, o que leva a considerar esse hábito como um dos fatores desencadeantes.

Também se atribui uma influência, no mesmo sentido, aos esforços prolongados a que são submetidas as cordas vocais (como no caso dos cantores), bem como às infecções crônicas da laringe. Os mais comuns dos tumores malignos que afetam a laringe são do tipo epitelial, conhecidos pelo nome de carcinomas espinocolulares.

IDENTIFICAÇÃO E TRATAMENTO

O paciente é submetido inicialmente a um exame laringoscópico, que pode ser indireto (com anestesia local e um pequeno espelho) ou direto (sob anestesia geral).

Se insciente, esse exame é complementado por uma biópsia, que consiste na coleta de uma pequena porção de tecido para sua observação, ou por um exame citológico que evidenciará a presença de células desse tecido.

A forma de tratamento dependerá do estágio de desenvolvimento em que se encontra o tumor. Na grande maioria das vezes o indicado é a intervenção cirúrgica, precedida ou complementada pela aplicação de radiações, seja de raios X (roentgenterapia) ou de substâncias radiativas (radioterapia).

Nos casos extremos, em que o processo canceroso já ultrapassou os limites da laringe, a intervenção cirúrgica torna-se impraticável. Como recurso, apela-se para a radioterapia, que pode retardar seu desenvolvimento, permitindo o prolongamento da vida.

CIRURGIA

A não ser nos casos em que a forma incipiente do tumor possibilita a terapia física, à base de radiações, a cirurgia é sempre indicada. A aplicação de raios X ou de elementos radiativos (naturais ou artfciais) leva sobre a cirurgia a vantagem de evitar o impacto operatório, além de não provocar alterações muito pronunciadas na voz.

Em contrapartida, permanece a incerteza da destruição total do foco canceroso. A cirurgia pode ser parcial ou total. É parcial quando a extensão do tumor não ultrapassou ainda a zona inicial de seu aparecimento, geralmente uma das cordas vocais.

Nesse caso, promove-se a abertura da cavidade laríngea para extração da parte da laringe afetada. Faz-se o que se chama de laringectomia horizontal.

Quando os tumores já ocuparam boa parte da laringe, inclusive a outra corda vocal, embora sem comprometer os órgãos vizinhos (boca, traqueia, faringe e esôfago), deve ser feita a laringectomia total. A extração da laringe interrompe, na metade, a árvore respiratória constituída pelas cavidades nasal e bucal, faringe, laringe.

traqueia e brônquios. Para contornar essa interrupção, é feito logo abaixo da laringe um orifício de admissão de ar na traqueia, para que este chegue aos pulmões. Chama-se traqueotomia a abertura desse orifício que vai permitir a respiração sem o concurso do nariz ou da boca.

Em qualquer dos casos, na laringectomia total ou parcial, é feito o esvaziamento ganglionar de todo o território linfático cervical, ou seja, a retirada de todos os gânglios e vasos linfáticos da região do pescoço. Prossegue-se o tratamento com aplicações periódicas de radioterapia, para garantir-se uma completa interrupção do processo canceroso.

CONSEQUÊNCIAS

A principal mutilação provocada pela laringectomia total é a perda da voz, que pode ser recuperada em parte pela implantação de um vibrador na faringe: o paciente passa a usar o estômago, ao invés dos pulmões, para a emissão de ar, e as vibrações sonoras produzidas são moduladas pelo nariz e pela boca.

Outra consequência é apenas de ordem estética, já que a respiração passa a ser feita pelo orifício aberto no pescoço, o qual deve ser mantido permanentemente.

Imagem: guiaparasaude.com

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