A Fecundação – Como Funciona, Ginecologia, Espermatozoides e Dicas

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No decorrer de um mês, existe apenas um dia em que é possível a fecundação do óvulo por um espermatozoide. No entanto, não se pode prever exatamente o dia em que se conjugam as condições propicias.

O ovário constitui uma massa em ebulição, lenta e constante. Em seu interior formam-se continuamente bolhas – os chamados folículos -, dentro das quais amadurecem os oócitos (ovo; ci­to, célula).

Estes últimos, ao se desenvolverem, transformam-se em óvulos. Folículo e oócito crescem lentamente (o primeiro um pouco mais depressa).

Quando alcança o dobro de seu volume primitivo, o oócito começa a apresentar uma membrana espessa e elástica, a zona pelúcida. O folículo que circunda o oócito cresce também e se aproxima da superfície do ovário, já então com o nome de folículo de Graaf. E o oócito dentro dele passa a denominar-se óvulo.

Finalmente, como uma bolha pastosa, o folículo se rompe na superfície do ovário (mas não estoura) e libera o óvulo na cavida­de abdominal. O óvulo vagueia livre, circundado por material folicular, que o acompanha e envolve como um chumaço: a coroa ra­diada, formada por uma aglomeração de pequenas células.

No decorrer do período imediatamente anterior à liberação do óvulo, procede-se uma lenta aproximação entre o pavilhão da trompa e o ovário. Segundo parece, os dois órgãos tentam encur­tar a distância espacial a ser percorrida pelo óvulo.

Neste artigo falaremos sobre A Fecundação – Como Funciona, Ginecologia, Espermatozoides e Dicas.

A Fecundação – Como Funciona, Ginecologia, Espermatozoides e Dicas

O ESPERMATOZOIDE

Quando, na cópula, sobrevém a eja­culação, o homem inocula na mulher de 2 a 5 em’ de esperma. Ca­da cm3 contém aproximadamente de 100 milhões a 200 milhões de espermatozoides. Cada espermatozoide mede 2,7 milésimos de milímetro, em média.

Ejaculados na vagina, no lago seminal e, alguns, diretamente no canal do colo do útero, dezenas ou centenas de milhões de espermatozoides procuram sair do inóspito meio ácido da vagina, em rápidos movimentos ondulatórios de sua lon­ga cauda.

À velocidade média de 2 a 3 milímetros por minuto, os espermatozoides chegam até o colo do útero, transpõem o canal cervical, penetram no útero, movimentam-se pelos líquidos da pa­rede uterina até a entrada da trompa, atravessam-na quase toda e vão interceptar o óvulo no terço externo do conduto, ou seja, na região ampular, próxima do pavilhão da trompa.

Todo o trajeto é realizado num período de pouco mais de uma hora. Isso equivaleria ao esforço de um nadador que percorresse 1 800 metros por minuto (os melhores atletas do mundo não con­seguem fazer 200 metros por minuto), numa extensão proporcio­nalmente comparável ao Canal da Mancha.

O espermatozoide, que é o gameta masculino, encontrará finalmente o óvulo, que é o gameta feminino. Poucas dezenas conseguirão realizar a façanha. Durante algum tempo se aglomerarão em torno do óvulo, alguns dentro da zona pelúcida.

Mas somente um conseguirá penetrar no protoplasma do óvulo, que corresponderia à clara do ovo da galinha, e atingir a gema, ou seja, o núcleo do óvulo. Quando o núcleo é atingido, a membrana envolvente do óvulo, situada por baixo da zona pelúcida, torna-se impermeável à penetração de outros espermatozoides.

Os que ficaram encravados na zona pelúcida ou na trompa morrem ao cabo de algumas horas Os espermatozoides originam-se de certas células especiais con­tidas em canais dos testículos do homem. Em sua cabeça há um núcleo que contém todos os elementos a se combinarem com o óvulo para desenvolvimento do embrião.

A CAMINHO DO ÚTERO

O óvulo é geralmente fecundado no terço externo da trompa porque, 24 horas depois de liberado, começa a perder as condições de fecundação. Se um dos ovários ou ambos produzirem duas ou mais ovulações com intervalo curto (o que é excepcional), os espermatozoides localizarão os demais e também os fecundarão.

Resultará daí a gestação de gêmeos fraternos (ou bivitelinos, ou perivitelinos etc.), que podem ser de sexo diferente, com semelhança apenas acidental, como a de dois irmãos comuns. Já os gêmeos uni vitelinos (de uma só gema) são sempre do mesmo sexo e fisicamente idênticos, exceto nas impressões digitais.

Geneticamente iguais, resultam da fecundação de um único óvulo. Mas não da penetração de dois espermatozoides, ou mais, num mesmo óvulo. Isso nunca acontece. Os cientistas acham apenas que poderá ocorrer duplicação total do núcleo do óvulo fecundado, em algumas das fases preliminares de desenvolvimento.

A fusão do núcleo do espermatozoide com o núcleo do óvulo é o fenômeno básico da fecundação. A partir daí, começa a desen­volver-se um novo ser humano. O óvulo fecundado passa a cha­mar-se ovo ou célula-ovo.

Impelido pela corrente produzida pelos cílios e auxiliado pelos movimentos peristálticos da trompa, o ovo progride lentamente por dentro dela, em direção ao útero, onde deverá chegar depois de uns 4 dias de viagem.

NIDAÇÃO

Dentro do útero, a mórula prepara durante uns 2 dias o ataque que irá fazer ao forro uterino, o endométrio. Nessa altura, um hormônio ovariano, a progesterona, já terá preparado o endométrio para alimentar o ovo, mediante suprimento adicional de glicogênio e outras substâncias nutritivas. Sem isso, dificilmente o embrião “vinga”.

Normalmente, dentro do útero, a mórula se transforma numa bolha sólida cheia de líquido. Por dentro desse globo, num dos pó­los, aglomera-se um tipo especial de células, numa protuberância interna semelhante ao umbigo de uma laranja-da-baía (do tama­nho de uma cabeça de fósforo, porém).

A mórula agora se chama biastocisto (blasto, que vai gerar al­go; cisto, cavidade). Mais tarde, a parede do blastocisto, chamada trofoblasto, dará origem à placenta. A massa de células dará ori­gem ao embrião.

Quando o blastocisto finalmente faz contato com o endométrio, as células do trofoblasto atacam vigorosamente as células endometriais e as vão destruindo. O blastocisto prossegue perfurando o endométrio, até cavar nele um verdadeiro ninho (de onde o nome nidação para o processo).

O rompimento dos vasos forma lagunas de sangue que alimentam o blastocisto. Aninhado o blastocisto, começa a formar-se o embrião, que to­ma esse nome 3 semanas depois da fecundação do óvulo. O endométrio recobre o blastocisto e forma em torno dele uma cápsula de tecido modificado.

A modificação do endométrio chama-se rea­ção decidual, porque o tecido endometrial se transforma em decídua (“que desce”), a ser expulsa no parto. A cápsula vai crescen­do, dentro de útero, conservando o embrião em seu interior.

Portan­to o embrião (chamado feto a partir do segundo mês de gestação) não se desenvolve dentro da cavidade normal do útero, mas dentro de uma cápsula hermética que, ao crescer, acaba por ocupar toda a cavidade uterina e dilatá-la.

O endométrio transforma-se em três tipos de decídua: a decídua parietal, que é a que continua a revestir internamente o útero nas partes ainda não atingidas pela cápsula onde se aloja o embrião; a decídua capsular, que envolve a cápsula; e a decídua basal (de ba­se), que fica por baixo dela.

O trofoblasto primitivo regride na decídua capsular e forma uma camada lisa por baixo dela, o córion liso. Junto à decídua basal, o trofoblasto se transforma em córion frondoso, de onde se originará a parte fetal da placenta.

A decídua basal, por baixo do córion frondoso, dará origem à parte materna da placenta. O mnio é uma cavidade que existe primitivamente junto ao dorso do embrião, por baixo do trofoblasto.

Ao crescer, essa cavi­dade acaba por envolver totalmente o embrião e, quando adere ao cânon careca, que o reveste, forma a parede do saco monoamniótico (ou bolsa amniótica ou bolsa das águas), que em geral se rompe na iminência do parto.

Um aspecto importante de todo o processo de nidação é que o embrião está a salvo de contrações uterinas que poderiam resultar do ataque ao endométrio.

O que o protege contra os movimentos, que poderiam expulsá-lo, é a ação da progesterona, secretada pelo corpo lúteo, a princípio, e depois pela placenta. A progesterona inibe a contração das fibras musculares uterinas e contribui assim para maior segurança da gravidez.

Neste artigo falamos sobre A Fecundação – Como Funciona, Ginecologia, Espermatozoides e Dicas.

Imagem- maemequer.pt



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