A Ancilostomose – O que é? Perigos, Tratamentos e Como Descobrir

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Chamada também de amarelão, é uma endemia típica dos trópicos. que provoca a perda de sangue, anemia profunda e enfraquecimento geral,

Entre as doenças que, pelo caráter endêmico, atingem propor­ções de problema nacional, está a ancilostomose, também conheci­da como amarelão, necatorose ou opilação.

É uma endemia causa­da por pequenos vermes redondos da família Ancylostomidae. Ca­racteriza-se principalmente por produzir, além de anemia, pertur­bações gastrintestinais e um acentuado enfraquecimento geral.

Essa doença é um problema muito grave no Brasil e em outros países tropicais, pois, além de estar bastante disseminada, diminui a capacidade produtiva do homem que foi por ela afetado.

Os elevados índices de infestação (cerca de 60% dos brasileiros são parasitados pelo ancilóstomo) devem-se às altas temperaturas, chuvas abundantes que ocorrem em grande parte do território e à precariedade das instalações sanitárias no campo, em vilas e até em grandes cidades.

Também as planícies e as baixadas litorâneas apresentam gran­des índices, pois possuem, além das outras condições propiciadoras, solo arenoso e períodos de chuvas regulares. E é nessa regido que o problema sanitário mais se agrava, dado o maior índice de­mográfico do país.

Exemplos de grandes focos litorâneos estão na zona bragantina (Pará), no Maranhão e no litoral de São Paulo – regiões onde a incidência chega a ser superior a 80%. O interior de São Paulo (Ribeirão Preto, Bauru), a encosta leste do planalto cen­tral na Bahia e a encosta sul em Mato Grosso já apresentaram al­tas taxas de infestação.

De outra parte, o baixo Amazonas e suas ilhas, o planalto de Goiás, o da Mantiqueira, a zona metalúrgica de Minas Gerais e a zona do Alto da Serra no Estado do Rio de Janeiro são as regiões onde se encontram médias inferiores a 40%.

As zonas mais salubres são o Nordeste semi-árido e as partes mais altas do planalto Meridional, onde o frio no inverno não é propício ao desenvolvimento larvar no solo.

Neste artigo falaremos sobre A Ancilostomose – O que é? Perigos, Tratamentos e Como Descobrir.

A Ancilostomose – O que é? Perigos, Tratamentos e Como Descobrir

QUESTÃO DE AMBIENTE

O ar, certa umidade e calor são alguns dos requisitos para a evolução dos ovos dos parasitos, depositados pelas fezes humanas no solo.

Os ovos permanecem vivos no interior da massa fecal, mas só se desenvolvem em condições favoráveis. O ovo produz uma larva que abandona a casca e passa a viver no solo.

Alguns dias depois, ela muda de pele, cresce e se torna larva madura, capaz de pene­trar na pele das pessoas. Para alcançar o estágio infestante, as larvas nutrem-se de bactérias e matérias orgânicas do solo.

Quando estão maduras, já não se alimentam e mantêm-se nas camadas mais elevadas do solo ou na superfície ou, ainda, apresentam o hábito de subir até o cume de galhos e folhas mortas, esperando a ocasião de entrar em conta­to com a pele humana.

Sua ascensão, porém, vai somente até onde conta com a umidade – condição necessária para sua sobrevivên­cia – pois o verme é destruído pela dessecação e pelo contato di­reto com os raios solares. Assim, quando a superfície seca, as lar­vas se retraem para as depressões do solo, até que melhorem as condições na superfície.

A temperatura influi no comportamento das larvas, cuja ativi­dade máxima ocorre só entre 35 e 40’C. Abaixo de 15°C, os helmintos permanecem quase imóveis.

Excesso de água também pode destruir as larvas, que são levadas pela correnteza. Os solos areno­sos e absorventes são favoráveis, enquanto os argilosos e calcários, associados às chuvas torrenciais, facilitam o arrastamento mecânico e levam as larvas à destruição.

OS AGENTES E SUA PENETRAÇÃO

Dois são os agentes da ancilostomose: o Anostomatínea duodenite e o Necator americanas. A temperatura ideal para o Ancilostomasia vai de 20 a 30°C. enquanto para o Necator varia entre 30 e 35°C.

A via de penetração das larvas é, na maioria dos casos, cutânea. Sabe-se que o gás carbônico (CO,) e outras substâncias estimulam a atividade das larvas. Supõe-se também que, atraídas pelo calor, elas aderem à pele de seu hospedeiro.

Ao penetrar na epiderme, provocam coceiras e formigamento, e chegam à derme em aproximadamente quarenta minutos. A passagem pelas camadas da pele torna-se possível com o auxílio de enzimas.

Alguns helmintos chegam à corrente sanguínea, de onde passam ao lado direito do coração e daí aos pulmões, através da pequena circulação. Atravessados os capilares pulmonares, os helmintos caem na luz dos alvéolos, atraídos pelo oxigênio.

A seguir, as larvas são levadas passivamente com as secreções mucosas dos brônquios até a laringe, impelidas pelos cílios do revestimento das vias respiratórias. Com a expectoração, algumas larvas são expulsas, morrendo em seguida. As restantes são deglutidas, passando pelo esôfago, até chegarem ao estômago.

Nesse ínterim, as larvas que perderam a capacidade de penetração nos teci­dos são levadas ao intestino, onde completam seu desenvolvimento alojadas no duodeno, no jejuno ou nas partes mais altas do íleo. Aí crescem, tornam-se adultas e começam a pôr ovos.

Agora o ancilostomídeo atinge o ponto alto de sua predação, consumindo diariamente cerca de 0,85 cm de sangue, seu alimento natural. O déficit se traduz em anemia e, à medida que o parasita se desloca, deixa pontos lesados que sangram. O grau de anemia varia conforme a dieta do paciente e a quantidade de vermes.

A duração da vida dos ancilostomídeos é de 1 ou 2 anos, quan­do morrem ou são eliminados. Palidez, fraqueza, febre, náuseas, dores de cabeça, tosse seca e persistente, hemorragia intestinal e preguiça são sintomas clássi­cos da ancilostomose.

E de todos eles a anemia é o de maior gravi­dade, retardando a total recuperação do paciente As crianças afetadas frequentemente manifestam desejo de co­mer terra, barro, fragmentos de tijolos: é o que se chama geofagia.

Também nas crianças são sintomáticos náuseas, vômitos, diarreia e cólicas abdominais. A língua pode apresentar atrofia das papilas e palidez.

Já no aparelho circulatório há manifestações tais como taqui­cardia, palpitação, sopros, dores anginoides e, nas formas mais graves, até insuficiência cardíaca com cansaço fácil aos esforços, e falta de ar.

Em crianças há mudanças de comportamento e alterações nu desenvolvimento, reduzindo se a atividade mental. Surge o desinteresse, a apatia e a incapacidade de se aplicar aos trabalhos escolares.

COMO DESCOBRIR

O diagnóstico da moléstia realiza-se de duas maneiras. O clínico, por meto dos sintomas e pelas condi­ções em que vive o paciente: casas sem instalações sanitárias, o não uso de calçado e contato com o solo poluído são os fatores patogênicos mais comuns.

O exame físico acusa palidez das conjuntivas e da língua, coração aumentado de tamanho, taquicárdico e com sopro; abdome distendido e emagrecimento.

O diagnóstico laboratorial poderá ser feito pelo exame de fezes, pesquisando-se a presença de ovos de ancilostomídeo. Para determinar o grau de infestação, emprega-se o método de contagem do número de ovos por grama de fezes.

Uma vez estabelecido, esse número vai permitir estimar a quan­tidade de vermes que estão parasitando o organismo do indivíduo e, portanto, a gravidade da infestação. Em última análise, parte da sintomatologia apresentada pelo doente é devida à anemia, que po­de chegar a ser muito grave.

TRATAMENTO E PROFILAXIA

Apesar de ter cura. simples nos casos individuais, a ancilostomose representa proble­ma de saúde pública, dado o grande número de pessoas atingidas no país e a facilidade com que ocorre a infestação dos pacientes tratados. Isso se deve às más condições sanitárias das regiões tro­picais e subtropicais do Brasil.

A profilaxia ancilostomótica é fácil, caso se oriente o trabalha­dor rural para o uso de sapatos. Paralelamente deve-se incremen­tar a construção de melhores instalações sanitárias.

Além do tratamento, é necessário um esclarecimento acerca das medidas higiênicas a serem tomadas no campo, na escola, nos lo­cais de trabalho, nos subúrbios, cidades e vilas. Caso contrário, o homem corre sempre o risco de vir a ser reinfestado.

O ideal seria a divulgação do tratamento adequado das fezes, so­lução dificultada pelo relativo desinteresse de certos órgãos públi­cos e pelo grande número de analfabetos da massa populacional vulnerável à doença.

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Imagem- nayaracouto.adv.br



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