Aneurisma Aorta Abdominal, Tem Cura? Sintomas, Cirurgia e Tratamento

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Para resolver esse problema, frequentemente causado por arteriosclerose, há enxertos de veias e implantes plásticos.
O aneurisma é constituído por uma bolsa de sangue que se forma em conseqüência da dilatação de um segmento da parede arterial.

Aneurisma Aorta Abdominal

Nos aneurismas da aorta abdominal, a arteriosclerose apresenta-se como a causa mais frequente. A sífilis, por outro lado, é responsável em 5 a 10% dos casos. A localização mais freqüente do aneurisma da aorta abdominal é observada na porção terminal, embora possa encontrar-se em qualquer trecho da artéria. O mesmo se verifica em relação aos aneurismas da aorta torácica.

O aneurisma arterial espontâneo ou traumático, quando não submetido a intervenção cirúrgica, cresce gradativamente, podendo ocasionar a morte do paciente em consequência da compressão de estruturas vitais ou de hemorragia. Esta ocorre devido à ruptura da bolsa aneurismática.

A evolução lenta ou acelerada do aneurisma está na dependência da etiologia e da localização dessa anomalia, bem como da gravidade do processo arterial e das condições da pressão arterial sistêmica. Alguns aneurismas estacionam e acabam por regredir depois de certo tempo, às vezes longo.

Há inclusive casos de cura espontânea de aneurismas, como conseqüência de trombose da parede da bolsa aneurismática e da formação do trombo.

Não é rara a ocorrência de obstrução do segmento arterial distal ao aneurisma, resultante do desprendimento de placas de ateroma ou de fragmentos de trombo. Tal fato poderá causar gangrena nos membros inferiores, caso não se tenha desenvolvido uma circulação colateral suficiente.

SINTOMAS

Cerca de 40% dos aneurismas da aorta abdominal são revelados por sintomas entre os quais a dor é o mais freqüente, seguidos de queixa de massa ou batimentos abdominais. O sinal físico mais importante é a presença de massa abdominal com pulsação expansiva, acompanhada de frêmitos.

Pessoas Idosas

Em pessoas idosas, a arteriosclerose leva a aorta a assumir forma tortuosa, que, muitas vezes, se confunde com aneurisma. O controle da pressão arterial e o exame comparativo dos níveis de pressão encontrados nos membros inferiores e nos superiores auxiliam o diagnóstico do aneurisma.

Sendo a pressão arterial dos membros inferiores normalmente mais elevada que a dos superiores, a ocorrência do inverso indica a presença de aneurisma da aorta abdominal, desde que seja afastada a possibilidade de processo oclusivo na artéria.

A radiografia simples do abdome, com o paciente em posição Antero-posterior ou lateral, muitas vezes revela, por si só, a presença de aneurisma da aorta abdominal, através da imagem em sombra curvilínea de calcificação ou massa.

Outras vezes somente a laparotomia (abertura cirúrgica do abdome) exploradora confirma ou afasta a suspeita de anomalia.

A aortografia trans lombar representa o meio mais usual para se conseguir o diagnóstico. Esse exame, porém, pode levar a erro de conclusão, caso exista um trombo organizado na parede do aneurisma. Nesse caso, a imagem radiológica da luz da aorta apresenta-se aparentemente normal.

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TRATAMENTOS

O aneurisma da aorta abdominal tem assumido grande importância no âmbito da patologia arterial, por causa de sua freqüência. O prognóstico para os casos de aneurisma arterial depende da etiologia da moléstia, de fatores predisponentes e agravantes, do calibre da artéria afetada, do tamanho e da forma da bolsa aneurismática, do desenvolvimento da circulação colateral.

Se o doente recebe tratamento adequado em tempo hábil, que lhe restaure ou mantenha a continuidade anatômica e fisiológica, a sobrevida estará relacionada com sua constituição orgânica. O ano de 1907 marcou o advento do enxerto como técnica de tratamento cirúrgico para o aneurisma arterial.

For esse método, a parede arterial lesada é restaurada com tecido venoso ou com tecido homólogo (arterial): isto é: extirpado o aneurisma, implanta-se no local um fragmento de veia ou de artéria, neste último caso retirado de outro indivíduo.

Em 1950, empregou-se pela primeira vez retalho cutâneo para envolver, reforçar e constringir a bolsa aneurismática. Após experiências realizadas com enxertos de fragmentos da aorta de doadores (artéria homóloga) ou de fragmentos de veia do próprio doente (veia autógena), passou-se à utilização de tecido arterial homólogo, conservado pelo processo de liofilização.

Atualmente, o restabelecimento da continuidade da artéria, após extirpação do aneurisma (aneurismectomia), vem sendo efetuado em determinados casos mediante enxerto da veia autógena ou de artéria homóloga conservada. Mais recentemente foi adotado o restabelecimento da continuidade arterial por intermédio de implantes plásticos, técnica preferida por diversos cirurgiões, para o tratamento dos aneurismas arteriais em geral.

Imagens: 
hospitalviladaserra.com.br
saudemedicina.com
 



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