Angina do peito (pectoris) O que é, Tratamento, Sinais e Sintomas

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Essa dor súbita e dilacerante se manifesta quando ocorre uma insuficiência nas artérias responsáveis pela irrigação do coração.

ANGINA DO PEITO

o coração, um dos órgãos vitais do corpo, também cresce, trabalha e respira. Para tudo isso, precisa ser alimentado. Os vasos sanguíneos encarregam-se de levar até ele o suprimento regulamentar de oxigênio e outros “alimentos indispensáveis.

Através das duas artérias coronárias e seus ramos, o sangue chega continuamente ao coração, para sua irrigação. E age como “combustível” que coloca em ação as engrenagens da bomba cardíaca. Ou seja, possibilita ao coração exercer sua função básica: bombear o sangue para o resto do organismo.

Portanto, todo o ciclo da circulação do sangue pelo corpo depende em grande parte do suprimento do coração e, por isso, do bom funcionamento das artérias que se encarregam de alimentá-lo. Os encarregados principais dessa alimentação são as artérias coronárias.

Se por acaso, elas não estiverem funcionando bem, não conseguem cumprir sua tarefa. Ou seja, não fornecem ao coração a nutrição exigida. Ele logo reclama, violentamente. Para o organismo dentro do qual tudo isso acontece a queixa é registrada sob aforma de dor.

À dor sufocante e opressora, no meio do peito, é a principal característica da angina pectoris, ou seja, angina (dor espasmódica) do peito.

SINAIS

A angina do peito geralmente se manifesta em condições especiais – um esforço maior, refeições exageradas, excitação emocional. Mas, se ela aparece, é porque algo anda errado; ou seja, ela depende de condições predisponentes.

Em 95% dos casos, a causa predisponente é a arteriosclerose das coronárias, processo degenerativo que tem como conseqüência a diminuição do calibre das artérias coronárias. O fluxo sanguíneo que corre por essas artérias é prejudicado pelo estreitamento do espaço interno.

Todo esse quadro interfere na irrigação do miocárdio. Dessa forma, por ocasião de um esforço físico maior, em que o coração necessita de mais sangue, os vasos não são suficientes para suprir as necessidades. O coração não recebe a quantidade ideal de oxigênio e possivelmente a angina surge como resultado da oxigenação deficiente.

Mas a insuficiência das artérias que suprem o coração pode ter outras origens. A raiz principal da angina está no problema inicial que desencadeia a insuficiência. Febre reumática, sífilis, lesões da válvula aorta são alterações que podem provocar a diminuição do fluxo sanguíneo nas coronárias e, assim, constituir causa de angina.

O mecanismo começa a desencadear-se a partir da lesão cardiovascular. Mas outras causas podem aparecer e contribuir para criar o quadro. Por exemplo, numa pessoa portadora de hipertensão ou diabete, a insuficiência coronária pode desencadear a angina: mas, se não houver essa insuficiência, a alteração não surge.

A DOR

Ao correr para pegar um ônibus, por exemplo, o indivíduo sente a dor. Súbita, intensa e aguda, no meio do peito. Pode irradiar-se para toda a metade esquerda do tórax, para o pescoço, ombros e braço do mesmo lado. O indivíduo vê-se obrigado a relaxar, repousar um pouco, até que passe a crise.

Com frequência, aparecem outros sinais, associados à dor:

  • Falta de ar.
  • Tontura.
  • Mal-estar geral.
  • Fraqueza.

Em geral, o doente aprende o que desencadeia os sintomas. Para alguns, é sempre uma refeição exagerada que precede a dor; para outros, a corrida ou uma emoção violenta.

Quando o doente sabe até onde seu organismo resiste sem provocar a dor, consegue muitas vezes evitá-la. Mas, à medida que o quadro piora e se complica, a dor manifesta-se cada vez com maior intensidade, após esforços gradualmente menores, e prolonga-se mais.

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PREVENÇÃO

Para identificar a angina, em geral basta a descrição do quadro pelo doente. O exame fisico pode, ocasionalmente, detectar algumas alterações cardio circulatórias. Porém, é com o eletrocardiograma e com a radiografia do coração que se podem obter elementos mais precisos.

Mesmo porque o quadro clínico em si pode originar confusões. Por exemplo, desvios da coluna vertebral podem determinar a compressão de alguns ramos nervosos, e daí originar a dor “no peito enfarte, embolia pulmonar, aneurismas da aorta são outras alterações cujas manifestações precisam ser distinguidas das da angina do peito.

Após o diagnóstico preciso. o tratamento será orientado de acordo com as características individuais do caso. Tanto as medidas terapêuticas quanto as que procuram prevenir o aparecimento da angina variam para cada caso particular.

Regimes dietéticos adequados, redução da obesidade, tratamento da hipertensão arterial, medicamentos específicos para cada caso são medidas genéricas de prevenção da angina do peito. O fumo, traumas psíquicos, exercícios físicos intensos ou violentos contribuem para o desencadeamento da dor.

Por isso, quando o paciente apresenta possíveis condições predisponentes, todos esses pontos são cuidadosamente observados. O doente precisa ser preparado para enfrentar a situação de maneira favorável. É essencial que ele tome certos cuidados e imponha algumas restrições às atividades habituais.

Mas, ao mesmo tempo, a doença cardíaca não deve ser vista como um fantasma aterrorizador. Essa perspectiva originaria um constante estado de angústia que só oferece resultados negativos. Na verdade, o paciente de angina não é inválido e nem incapacitado. Em cada caso, as situações que podem desencadear a manifestação da doença são bastante delimitadas.

TRATAMENTO

O tratamento segue duas orientações. A primeira refere-se ao controle da crise dolorosa em si: a outra visa a procurar as causas desencadeantes e permitir o controle da freqüência, duração e intensidade das crises.

Alguns medicamentos administrados durante as crises atuam sobre a irrigação sanguínea que serve ao músculo cardíaco e favorecem o fluxo coronariano. Nos intervalos, é preciso diminuir o trabalho cardíaco ou aumentar o fluxo sanguíneo, procurando evitar novos surtos.

Somam-se a essas medidas imediatas o uso de sedativos e o tratamento das doenças que interfiram no processo, evitando-se a manifestação de novas crises. Modernamente, procura-se resolver o problema da angina através de técnicas cirúrgicas que visam principalmente a aumentar a irrigação cardíaca.

Um recurso, por exemplo, é a implantação de artérias da parede torácica diretamente no miocárdio. Mas as pesquisas ainda não chegaram a um resultado final.

Fonte:

1, 2, 3

Imagens: 
 
jiatingsousa.pt
bigroger.com.br
 



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