Angiogragia Cerebral e Outros Tipos – Cuidados e Como Funciona

A angiografia é o exame radiológico que possibilita a visualização da luz de um vaso sanguíneo e suas ramificações.O interior dos vasos sanguíneos constituiu regido medicamente Inexpugnável até 1896, ano em que foram realizadas as primeiras radiografias de veias e artérias. Essa técnica radiológica, denomi­nada angiografia, exigia que fosse introduzida nos vasos uma subs­tância radiopaca para contraste, efoi exatamente essa a grande di­ficuldade com que se depararam os estudiosos.

Várias fórmulas foram tentadas, mas os resultados não eram animadores. Complicações surgiram sempre, como a dificuldade de eliminação da substância de contraste pela urina, intoxicações e outras. Com o prosseguimento dos estudos, chegou-se finalmente à substância ideal: o sal triiodado, que não produz lesão renal nem neurológica, e não provoca iodismo.

Em 1921, o neurologista português Egas Moniz já estudava as artérias cerebrais por meio da carotidografia. Nessa época teve realmente início a arteriografia, agora de forma mais objetiva, com estudos aortográficos abdominais.

Cuidados da Angiografia

É indispensável que se conheça exatamente o es­tado geral do paciente antes de prescrever o exame arteriográfico, especialmente no que se refere ao sistema nervoso central, cora­ção, pulmões, rins e sensibilidade ao iodo. Esses cuidados se expli­cam pelo fato de ser necessário proceder à anestesia geral do pa­ciente, e, em certas condições clínicas desfavoráveis, o risco de vi­da seria grande.

Na impossibilidade de aplicar anestesia geral, pode-se lançar mão da raquianestesia lombar, que, no entanto, exige cuidados es­peciais com doentes de arteriosclerose. É que esses pacientes estão sujeitos a quedas de pressão arterial generalizadas, algumas vezes bruscas, que apresentam gravidade para os tecidos já mal irriga­dos (isquemiados).

Angiogragia

 

Nos casos de afecções oclusivas ou aneurismáticas das artérias carótidas, vertebrais, subclávias, umerais, ilíacas, femorais, poplí­teas e aorta abdominal, o método de arteriografia indicado é o de punção. Já nas lesões da aorta torácica e das artérias renais, nas malformações e na ectopia visceral, executa-se a arteriografia por meio de cateter Introduzido na veia.

Ao usar-se a punção trans­lombar para atingir a aorta abdominal, o paciente deve estar em posição de decúbito ventral. A agulha é introduzida no ponto de cruzamento da última costela com a massa muscular lombar, for­mando ângulo de 45° com o plano horizontal.

Se a punção for feita na região crural, para assim atingir a femo­ral comum, deve-se, primeiramente, localizar o pulso da referida artéria, aprisioná-la entre dois dedos e introduzir a agulha.

Para o estudo das artérias dos membros inferiores emprega-se, na maioria das vezes, a punção translombar aórtica. Isso porque as lesões das artérias dos membros podem ser a continuação de um processo aórtico, que é necessário conhecer para a restauração da circula­ção arterial.

A aortografla e a arteriografia femoral registram tanto o tipo de lesão quanto a velocidade do fluxo arterial. Simultaneamente pro­cede-se à contagem do tempo de enchimento da árvore arterial pe­la substância de contraste, o que se faz com o auxílio de radiogra­fias em série (seriografia).

Utilidades da Angiogragia

O estudo angiográfico das artérias dos mem­bros Inferiores – através de punção aórtica ou femoral – pode acusar a existência das seguintes patologlas: arteriosclerose, carac­terizada por obstruções segmentares, completas ou não, com gran­de circulação colateral; arterite, isto é, afilamento gradativo das ar­térias, com pouca circulação colateral, enquanto na imagem de oclusão completa se verifica a presença de colaterais saindo bem próximo ao ponto inicial da oclusão; fistulas arteriovenosas e de­formidade vascular congênita.

A arteriografia pode revelar ainda fistulas arteriovenosas traumáticas, aneurismas da artéria femoral ou poplítea e falsos aneurismas.

Na arteriosclerose com alteração do calibre, tamanho e trajeto da artéria, a arteriografia pode indicar aumento de comprimento (dolicoartéria), aumento de diâmetro (megartéria), bem como arté­ria grossa, longa e tortuosa (dicomegartéria). No aneurisma, mos­tra dilatação anormal de uma artéria, causada por debilidade loca­lizada e distensão da parede arterial. A anomalia pode se localizar na aorta ou em qualquer outro segmento arterial.

Angiogragia cerebral e outras

Realiza-se arteriografia tanto dos vasos cerebrais quanto do sis­tema vascular dos membros superiores e inferiores. Existem tam­bém técnicas especiais para execução de arteriografias individuais dos órgãos.



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