Apresentações Anômalas do Feto – Dicas e Explicações

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Qualquer posição do feto que não seja com a cabeça na parte inferior do útero é considerada anormal e exige cuidados especiais.

APRESENTAÇÕES ANÔMALAS DO FETO

Nos últimos meses de gestação ocorre a chamada acomodação fetal. A cabeça da criança (pólo cefálico) ajusta-se na parte inferior do útero. Já o fundo do útero, mais volumoso, é ocupado pelas pernas, que se encontram fletidas sobre os quadris.

O feto está agora na chamada posição cefálica (“de cabeça”), que ocorre em cerca de 95% dos partos. A maior frequência dessa apresentação deve-se, talvez, ao fato de a cabeça fetal – por ser mais pesada – sofrer a influência da gravidade e ocupar a parte inferior do útero.

Outro motivo: sendo o fundo uterino mais espaçoso, é nele que se aloja o pólo pélvico, mais volumoso do que o cefálico.

Por isso, toda apresentação que não seja a cefálica é considerada anômala, exigindo cuidados especiais. Antes que a criança assuma a posição definitiva, cerca de 70% dos fetos encontram-se em posição sentada no interior do útero.

Em alguns casos pode acontecer de esses fetos não se voltarem ”de cabeça para baixo”, continuando “sentados” até o nascimento. Fala-se, nesse caso, em apresentação pélvica, fato que ocorre em 3% no total dos partos. As causas desse tipo de posição ainda são discutidas. Segundo alguns, seria fenômeno casual.

Para outros, diferentes condições como prematuridade, malformações uterinas e hidrocefalia condicionariam a apresentação pélvica. Esta pode ser completa e incompleta. No primeiro caso, o feto conserva a posição típica, com as pernas fletidas.

Na apresentação pélvica incompleta, também chamada agripina ou modo de nádegas, os membros inferiores encontram-se distendidos. Existe ainda o tipo misto, no qual uma perna está esticada e a outra, dobrada.

A história da gestação e o exame físico da paciente (palpação, ausculta, toque ginecológico e, eventualmente, radiografias) darão ao médico as informações corretas e necessárias para o diagnóstico do tipo de apresentação fetal.

O parto, muito dificultoso, exige perícia de quem o executa. A colaboração da gestante é importantíssima, sobretudo na fase do pré-natal.

Nesse período o obstetra poderá tentar a versão externa, isto é, procurar inverter a posição do feto por meio de manobras. Se o médico chegar à conclusão de que o parto por via natural é muito arriscado, recorrerá então à operação cesariana.

CABEÇA PARA TRÁS

Na apresentação cefálica normal o feto fica com o queixo próximo à face anterior do tórax (apresentação cefálica fletida). Pode acontecer, no entanto, de o queixo se afastar do tórax. E a apresentação cefálica defletida, que pode apresentar diversos graus.

No grau máximo de afastamento, o feto fica com a face voltada para o canal de parto. São casos raros, ocorrendo em cerca de 0,2% das vezes.

O parto, apesar de difícil e trabalhoso, não apresenta grande risco para a mãe nem para o feto, mas exige habilidade por pane do obstetra. Nessa apresentação, contudo, as operações ,cesarianas são bastante adotadas.

O recém-nascido pode permanecer na posição defletida, com a cabeça para trás, durante certo tempo (horas, dias, ou – raramente – semanas).

Eventualmente, poderá nascer com os traços faciais desfigurados em virtude da compressão sofrida: inchaço das bochechas, das pálpebras, dos lábios e da língua, vermelhidão da pele, pequenos derrames sanguíneos nos olhos. No afastamento médio (apresentação de fronte), a cabeça fetal se apresenta no canal de parto com a região frontal.

Muito rara, ocorre em 0,1% dos casos. O parto, bastante difícil, obriga os OSSOS da cabeça frtal a uma forte moldagem. A criança nasce com o rosto inchado, deformado, com saliências na fronte e depressões nas regiões laterais e posteriores da cabeça.

E a chamada fronte olímpica. Dadas as dificuldades de um parto normal, também nesse caso a cesariana é aconselhável. Por fim, a deflexão mínima é quando a cabeça fetal se apresenta com a região da fontanela (moleira).

Assemelha-se à apresentação defronte; o parto exige cuidados especiais, embora seja menos complexo do que nos outros casos.

POSIÇÃO TRANSVERSA

Quando se dá a versão interna do feto, a criança fica com a cabeça voltada para baixo em direção à vagina. Pode acontecer de alguns fetos não conseguirem “virar” inteiramente. Ficam então em posição “atravessada”, ou seja, o grande eixo longitudinal fetal forma ângulo reto com a coluna vertebral materna.

Tecnicamente denominam-se fetos em direção transversa (apresentação de lado ou transversa). Nessa posição, torna-se impossível o nascimento do feto vivo. A passagem pelo canal de parto obriga a manobras que acarretam a morte da criança e, em casos mais graves, pode ocorrer o óbito da própria gestante.

Felizmente a incidência desse tipo de apresentação é raríssima. E mais frequente no caso de partos prematuros, nos quais a maior capacidade do útero em relação ao pequeno volume do feto favorece a posição anormal.

Do mesmo modo, há uma relação com o número de partos: quanto maior o número de gestações anteriores, mais flácidas as paredes uterinas e abdominais. Em conseqüência, maiores serão as possibilidades de apresentação transversa.

A irregularidade das contrações uterinas e a morosidade na dilatação do colo uterino dificultam a expulsão. Mesmo em casos de expulsão por via natural, a criança não sobrevive. A mãe, por sua vez, também corre vários riscos, como os de ruptura uterina e de infecções, entre outros.

Daí decorre a exigência de intervenção médica no período pré-natal e durante o trabalho de parto. No primeiro caso, por meio de manobras obstétricas procura-se colocar o feto em posição normal.

Durante o parto, pode haver mudança espontânea do eixo fetal, transformando-se em apresentação cefálica ou pélvica. Caso contrário, a operação cesariana é imprescindível.

Fonte:

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Imagem: msdmanuals.com



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