As Válvulas Cardíacas Artificiais – O que são e Pra que servem

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As mais avançadas técnicas metalúrgicas são empregadas na produção dessas válvulas, destinadas a combater as lesões cardiopáticas.

Ao ser descoberto que o coração não é o órgão intocável que se supunha, a cirurgia especializada avançou a passos rápidos na der­rubada dos mistérios que envolviam o bombeador do sangue.

Du­rante a II Guerra Mundial, os cirurgiões tinham amplas possibili­dades experimentais e começaram a examinar o órgão, verificando que sua intocabilidade não passava de tabu.

Ele foi incisado, sutu­rado e operado, impondo-se como única condição que o trabalho fosse rápido e não cortasse o fornecimento de sangue ao organis­mopor mais que uns poucos minutos.

Depois do conflito mundial, foi criado um equipamento capaz de executar a função bombeadora do órgão, somando-se a ela a capacidade do pulmão de oxigenar o sangue. O aparelho recebeu o nome de coração-pulmão artificial.

Com seu emprego, a circula­ção do sangue é desviada do corpo do paciente, passando pelo equipamento para ser purificado. Coração e pulmões ficam total­mente isolados do resto do organismo, o qual pode permanecer até sete horas nessas condições.

Com o uso do aparelhamento, tomou-se possível, portanto, de­ter-se sobre o coração do paciente, que já então podia ser examina­do e operado com relativa tranqüilidade.

Mais modernamente, os transplantes cardíacos vieram demons­trar que os corações poderão até ser trocados, de uma pessoa para outra, quando se eliminarem por completo os problemas da rejei­ção, coroando a evolução alcançada pela medicina cardíaca.

Neste artigo falaremos sobre As Válvulas Cardíacas Artificiais – O que são e Pra que servem.

As Válvulas Cardíacas Artificiais – O que são e Pra que servem

ABASTECIMENTO E LIMPEZA

O coração rege o siste­ma circulatório encarregado de levar a todas as células que for­mam o corpo humano a alimentação de que elas necessitam para viver; da mesma forma, é o responsável pelo fornecimento de oxi­gênio, carburante” fundamental para o aproveitamento desses alimentos pelas células.

Quando retorna das células abastecidas para o coração, o sangue vem carregado de gás carbônico, inapro­veitável na alimentação celular. Esse resto é descarregado nos pulmões, onde, através da expiração, é eliminado. Também é nos pulmões que o sangue retira o oxigênio destinado às celulas.

De certa forma, os pulmões são fornecedores de “carburante” com suprimento a cada célula, além de funcionarem como exausto­res do gás carbônico. O sangue é o veículo de transporte nos dois sentidos e o coração é o centro que comanda todo o sistema.

Para executar com perfeição funções tão fundamentais para a vida, o coração é um órgão bastante complexo. Sua estrutura ba­seia-se num músculo especial muito potente (miocárdio), que du­rante toda a vida do indivíduo se contrai e se relaxa.

Pode-se en­tender essa mecânica imaginando um pequeno balão de borracha, cheio de ar e seguro dentro da mão fechada. Quando se aumenta a pressão, apertando mais a mão, o ar faz o balão “escapar “pelos vãos existentes. Descontraindo-se a mão, o balão retorna para o lugar, dentro da palma.

Pelo exemplo, chega-se a duas conclusões: os corpos não sólidos, quando espremidos, tendem a espirrar; se estiverem contidos num depósito elástico, com a descontração vol­tam ao lugar primitivo.

Para que o mesmo fenômeno não ocorra com o sangue, isto é, para que ao se descontrair o coração o sangue apelido não retor­ne ao seu interior, o árgão é dotado de válvulas. Ofuncionamento dessas válvulas obedece aos simples princípios de hidráulica das bombas de água comuns.

TIPOS DE VÁLVULAS

A cirurgia cardíaca avançou mui­to. Chegou à possibilidade de trabalhar diretamente o coração e por tempo prolongado, ligando o corpo ao cora çâo-pulmâo artifi­cial. Dessa forma, conseguiu solucionar satisfatoriamente a gran­de maioria das cardiopatias congênitas.

Outras, porém, permaneciam sem solução; principalmente as cardiopatias adquiridas, ou seja, as que aparecem durante a vida do paciente.

Servem de exemplo as cardiopatias decorrentes do reumatismo agudo (febre reumática) e que causam lesões sérias nas válvulas, principalmente na mitral (que controla a circulação do lado esquerdo do coração) e na aórtica (que liga a aorta ao ven­trículo esquerdo do coração).

As alterações mais notadas, com re­lação a essas válvulas, eram a estenose (estreitamento) e a insuficiência de fechamento, esta possibilitando um refluxo do sangue. Como as válvulas naturais não são possíveis de “consertos ‘ fo­ram criadas as artificiais,  para substituí-Ias.

Fundamentalmente, há três tipos de válvulas artificiais: as de bola, as de disco e as de folhetos. As mais usadas são as de bo­la. Na capital paulista, essas válvulas são produzidas pelo Labora­tório de Válvulas Cardíacas Artificiais, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universi­dade de São Paulo.

O laboratório foi instalado em 1964 e ali são fritas pesquisas e fabricadas as chamadas próteses valvulares de bola. As válvulas de bola constam, basicamente, de uma “gaiola” de metal com três ou quatro arestas e perfil cilíndrico, no interior da qual existe uma esfera de silicone.

Seu funcionamento é seme­lhante ao das válvulas de esfera existentes nos compressores de ar. A esfera fica solta no interior da “gaiola” Em uma de suas extre­midades, a “gaiola “tem uma “cama” côncava, na qual a esfera se ajusta perfeitamente.

Quando a pressão é feita da base da “cama” para dentro, a esfera se afasta e permite a passagem do sangue. Quando a pressão se inverte, empurra a esfera para a “cama’: ve­dando o retorno do sangue.

As válvulas são projetadas uma a uma, visto que as medidas va­riam muito de paciente para paciente. 4 fundição da “gaiola “tem de ser perfeita, uma vez que os defeitos de produção podem acarre­tar conseqüências muito sérias.

PROCESSO DE PRODUÇÃO

No laboratório do Instituto do Coração, as válvulas são produzidas com o emprego do metal stellyte 21, que é uma liga de cromo, cobalto e molibdênio. Mas também podem ser usados o aço inoxidável, o titânio e outros, desde que apresentem os requisitos essenciais de pureza, resistên­cia aos agentes fisicos ou químicos e peso reduzido.

Depois de obtidas as dimensões exatas que deverá apresentar a válvula, é feito um modelo de cera ou de plástico, através da inje­ção desses materiais em moldes especiais.

Dessa forma são feitos os modelos de válvulas aórticas e mi-trais, em vários tamanhos e com variações de diâmetro e altura. Os moldes são, posteriormente, montados e colocados no interior de um cadinho, sendo em seguida envolvidos em uma pasta refratária (gesso, por exemplo).

Depois da secagem natural, pela evaporação da água da pasta, o cadinho é colocado em um forno capaz de atingir a temperatura de 1 200°C. À medida que a temperatura vai se elevando, a cera, ou plástico, derrete. Do estado liquido passa para o gasoso e sai do molde por evaporação.

Permanece apenas o espaço que era ocupado pelo modelo, no interior do refratário, que assim se trans­formou em matriz para a fundição da “gaiola”. Nesse ponto, o sellyte é fundido em cadinhos e injetado na matriz, por centrifuga­ção. Uma vez resfriados os conjuntos, é quebrado o molde de ges­so e retirada a “gaiola “fundida.

Depois disso, cada peça terá de passar por rigorosos exames, e somente as perfeitas serão usinadas, recebendo o acabamento fi­nal. A usinagem é feita com um tomo de precisão para dar medi­das exatas e uniformidade ao anel onde se assenta a esfera e tam­bém para se obter uma superfície uniforme.

Em seguida, politrizes dotadas de alta rotação livram as superfícies metálicas de todas as irregularidades, dando-lhes o brilho característico. As válvulas são examinadas uma a uma, com lupas que permitem localizar qualquer porosidade.

Se as válvulas tiverem qualquer irregularidade em sua superfície, algumas substâncias do sangue se depositarão nesses pontos, dan­do origem à acumulação defibrina (proteína “coagulante “do san­gue).

Fragmentos dos coágulos podem se desprender, originando os êmbolos, que vão bloquear a circulação do sangue em pontos diversos do organismo.

Terminada a “gaiola” metálica, é feito o revestimento do anel com uma tela plástica (teflon), onde serão dados os pontos de fixação da válvula no coração do doente.

A esfera plástica produzida a base de silicone, uni produto sintético que, além de sua resistência, apresenta pequeno peso e des­gaste mínimo.

Neste artigo falamos sobre As Válvulas Cardíacas Artificiais – O que são e Pra que servem.

Imagem- saude.abril.com.br



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