Bebê Débil Congênito – O que é? Causas, Cuidados e Explicações

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Bebê Débil congênito é a criança que nasce com vitalidade diminuída, sendo incapaz de regular sua temperatura e muito pouco resistente às infecções.

Criança prematura é a que nasceu a partir do sexto mês da gravidez e antes do nono mês. Nem todos os prematuros são débeis congênitos, nem estes são todos prematuros, mas com muita frequência a criança é ambas as coisas ao mesmo tempo.

POSSÍVEIS CAUSAS PARA UM BEBÊ DÉBIL CONGÊNITO

Muito numerosas são as causas capazes de produzir um parto prematuro ou uma debilidade congênita. Nem sempre é possível determinar a causa em um caso dado. Não é certo que a sífilis seja no século XX uma causa tão frequente da prematuridade ou de debilidade congênita, conquanto seja capaz de produzi-Ias.

Podem citar-se como outras causas as enfermidades crônicas da mãe, tais como as do coração, dos rins, a tuberculose, etc. As intoxicações crônicas da mãe, tais como o alcoolismo, o morfinismo e outros vícios semelhantes, podem ser causa de debilidade congênita ou prematuridade.

A alimentação insuficiente, como pôde observar-se em numerosos casos na última guerra mundial, pode dar origem a estes casos. Os acidentes ou as impressões intensas podem causar o parto prematuro. A falta de certos hormônios do ovário pode também provocá-lo. Os gêmeos nascem com certa frequência prematuramente.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO PREMATURO E DÉBIL CONGÊNITO

Na prática, considera-se prematura toda criança que nasce com pês o inferior a 2.500 gramas. O peso pode oscilar entre 1.000 e 2.500 gramas. A estatura da criança é de 85 a 45 centímetros, em lugar de 48 a 50.

A circunferência do crânio e do tórax é também menor que a habitual. As fontanelas (moleira) e suturas (regiões do crânio ainda não ossificados), são maiores que o normal.

São crianças habitualmente magras, que não formaram ainda debaixo da pele a quantidade habitual de gordura. Muito amiúde, as unhas não estão inteiramente formadas e o cabelo é muito curto.

A escassa vitalidade destas crianças manifesta-se por sua quietude, incapacidade de manter temperatura normal, pulso relativamente lento e respiração superficial e irregular. Com muita freqüência não podem sugar, e às vezes não podem sequer engolir. Também podem apresentar cianose (cor azulada da pele).

As funções digestivas são também imperfeitas. Outras manifestações importantes de sua pouca vitalidade se observam na facilidade com que contraem infecções e na gravidade das mesmas. Observam-se também muito poucos sintomas.

Assim, por exemplo, um simples resfriado pode, no débil congênito, complicar-se facilmente com uma broncopneumonia, não dando esta última outros sintomas além de acentuada fraqueza, redução de peso e um pouco de diarreia.

PROGNÓSTICO

Quanto mais prematura fôr a criança, e quanto menor o seu pêso, tanto mais difícil se torna mantê-la com vida. Se a criança nasceu prematuramente por uma enfermidade materna grave ou por sífilis, a probabilidade de que sobreviva é menor que no caso de parto prematuro por um golpe, ou por serem crianças gêmeas.

CUIDADOS QUE REQUEREM O PREMATURO E O DÉBIL CONGÊNITO

Um médico deve dirigir o tratamento do prematuro e do débil congênito. Preferível é, também, que a criança seja tratada em alguma clínica ou hospital em que haja quem se ocupe especialmente desses casos e disponha do material adequado.

Para o caso de que alguém se veja em um lugar distante, onde possa demorar muito a conseguir um médico, daremos algumas indicações aerínea do cuidado destas crianças tão frágeis. São três os fatores fundamentais no cuidado do débil congênito:

ALIMENTAÇÃO

Mantê-las em temperatura adequada, dar-lhes alimentação que possam assimilar e protegê-las contra as infecções.

TEMPERATURA ADEQUADA

O prematuro e o débil congênito esfriam facilmente, devido a que não estão ainda de todo desenvolvidos os centros nervosos que regulam a temperatura. À mesma causa se deve que, quando submetidos à temperatura excessiva, o calor do corpo aumenta demasiadamente.

Deverão manter-se estas crianças com temperatura retal que oscile entre 37 °. e 37,50  Isto pode conseguir-se por  » muito diversos meios: Incubadoras, salas incubadoras com ar condicionado, etc. Em casa, ter-se-á que conformar com meios mais simples.

Proteger-se-á a criança contra o resfriamento, envolvendo-a em algodão e usando bolsas de água quente (tendo muito cuidado de não queimar a criança): Uma nos pés e outra de cada lado. A temperatura do quarto será mantida, se faz frio, entre 180.  a W. C.

Se o peso da criança for inferior a 2.000 gramas, a temperatura ambiente não deve baixar de W. A forma mais prática de envolver a criança em algodão é a seguinte: rodear o tórax e o abdome, isto é, o tronco, com uma lâmina quadrada de algodão.

Em seguida os membros são envoltos separadamente com pedaços de algodão de tamanho adequado. A cabeça também é protegida com o mesmo material. Cuidar-se-á de manter uma ventilação permanente sem correntes de ar nem baixar excessivamente a temperatura e ter-se-á que renovar o ar abrindo de quando em quando portas e janelas.

Se a temperatura da criança for excessiva pode observar-se que a cabeça se congestiona e avermelha, a criança começa a transpirar e aumenta a temperatura retal, sendo esta última o melhor controle da efetividade dos meios que se utilizam.

Se o calor for excessivo, será preciso diminuir o calor externo e dar-lhe bastante água, fervida previamente, para tomar.

Fonte:

1, 2, 3

Imagem: guiainfantil.com

 



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