Câncer no Estômago: Tem cura? Tem Tratamento? Sintomas e Dicas

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O estômago é um dos órgãos mais frequentemente atacados pelo câncer. E apenas uma cirurgia precoce oferece possibilidade de cura do câncer do estômago. Saiba mais nesse artigo completo.

CÂNCER NO ESTÔMAGO

O estômago é um dos órgãos mais atingidos por processos neoplásicos, ou seja, por crescimento celular anormal E os homens são mais comumente atacados do que as mulheres. No que diz respeito à idade, o câncer do estômago registra maior incidência na faixa que compreende os quarenta e os sessenta anos.

Muitos fatores parecem ter importância na predisposição para o câncer do estômago, embora nenhum deles tenha alcançado total comprovação. Melhor definidas estão as lesões no estômago que podem predispor, a longo prazo, ao aparecimento do câncer.

Entre elas estão compreendidas a gastrite, a polipose e a úlcera gástrica. Alguns autores acham que as pessoas com gastrite têm maior propensão para o câncer; mas como a incidência da gastrite é mais comum depois da meia-idade, outros autores duvidam de sua importância como lesão pré-cancerosa.

Por polipose deve-se entender a formação de numerosas saliências da mucosa gástrica, semelhantes a pequenos cogumelos. De um deles poderia surgir a moléstia. Além dos pólipos, outros tumores benignos podem sofrer transformações malignas no estômago, embora existam controvérsias a respeito.

Quanto à úlcera gástrica, o que os especialistas consideram mais provável é a ocorrência, desde o início, de um câncer deforma ulcerada e não uma úlcera que posteriormente se maligna. A infiltração do câncer gástrico pode atacar diretamente os órgãos vizinhos ou então as células cancerosas são levadas pelos vasos linfáticos ou sanguíneos a outros pontos do organismo.

 

Câncer gástrico: infiltrante, ulcerante ou vegetante

O câncer gástrico – sempre do tipo carcinoma – divide-se em três tipos: infiltrante, ulcerante ou vegetante. O primeiro se estende amplamente através de todas as camadas da parede gástrica, até o ponto de invadi-ias por completo.

A ulceração da mucosa é mínima; em determinados casos nem existe. A infiltração chega a acarretar uma diminuição intensa na capacidade do estômago. Um carcinoma infiltrante na região do piloro (anel muscular que liga o estômago ao intestino), ao se desenvolver, pode causar seu estreitamento e obstrução, prejudicando o trânsito do bolo alimentar. Nesse primeiro tipo, a propagação pelos vasos linfáticos é bastante rápida.

Na segunda forma – a ulcerante -, o câncer gástrico mostra um aspecto benigno quando visto a olho nu. Quando muito, apresenta uma pequena região de engrossamento e infiltração. Na maioria dos casos, somente uma análise microscópica revelará a presença de células cancerosas.

No tipo vegetante, o câncer do estômago mostra-se sob a forma de uma grande massa de tecido maligno, que cresce para o interior do órgão.

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SINTOMAS DO CÂNCER NO ESTÔMAGO

De maneira geral, a enfermidade manifesta-se de maneira insidiosa, pegando desprevenidos os doentes e mesmo os médicos. Os sintomas iniciais, particularmente úteis para um diagnóstico precoce, não existem.

Apenas quando o tumor atingiu uma certa extensão é que surgem os distúrbios que convencem o paciente a consultar o médico. Esses distúrbios sintomáticos aparecem na forma de sensação de peso ou queimação na “boca do estômago ‘ mesmo após a ingestão de pequena quantidade de alimentos.

As alterações do apetite também constituem sintoma precoce, com uma falta de apetite rebelde que justifica o emagrecimento do paciente. Ocorre, por vezes, a repugnância por certos alimentos, como a carne e os ovos. O paciente é acometido também de náuseas e vômitos aquosos que depois se tornam alimentares e, mais raramente, sanguíneos.

Vômito com sangue

Neste último caso, o vômito sanguinolento acusa a ruptura de um vaso da parede estomacal. A dor tem um caráter variável, podendo vir antes da alimentação, aliviando-se no início com a ingestão de alimentos, para depois se tornar contínua. Os sintomas podem variar em sua ordem de aparecimento.

As hemorragias causadas pela moléstia mostram seus sinais nos vômitos e nas fezes. São geralmente de pequena intensidade e passam quase despercebidas. Explicam, como conseqüência, a anemia e o enfraquecimento do doente, associando-se, nesse sentido, às refeições modestas e aproveitamento reduzido dos alimentos.

A evolução da doença é progressiva e os pacientes não tratados com intervenções cirúrgicas encontram a morte em pouco tempo. A ausência de tratamento operatório determina uma sobrevida média entre doze e dezoito meses após o início dos sintomas.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Feitos inicialmente com base na história do paciente, o diagnóstico na maioria das vezes requer exames complementares: radiografia, gastroscopia e dosagem de acidez gástrica, bem como pesquisa de células cancerosas no suco gástrico (citologia cenótica).

Dado o caráter insidioso da moléstia, somente 45% dos pacientes procuram o médico logo aos primeiros sintomas. Como elemento auxiliar de diagnóstico, um método em grande evidência é a gastrocâmara. Trata-se de um aparelho minúsculo, colocado na ponta de uma sonda que é “engolido “pelo paciente a fim de tirar fotografias da superfície interna do estômago.

Outro meio de diagnóstico é a gastros copla, ou seja, a visualização direta da mucosa do estômago com um aparelho óptico, munido de uma pequena lâmpada. Associada à gastroscopia, processasse a biópsia do tumor, ou seja, a retirada de um fragmento do câncer para ser estudado ao microscópio.

É importante um exame minucioso do paciente, pois os resultados dependem de um diagnóstico precoce e de um tratamento também imediato e eficiente. Uma vez obtido o diagnóstico, não se deve perder tempo, sendo necessário providenciar imediatamente a retirada do órgão atingido e dos gânglios linfáticos vizinhos.

Essa intervenção é possível somente se o câncer não se estendeu aos órgãos próximos. Nesse caso, a cirurgia nada pode fazer contra o progresso da enfermidade. A decisão de operar ou não o paciente, na maioria das vezes, é tomada pelo médico após ter-se aberto o abdome e observado diretamente o estado da lesão.

Se o câncer á surpreendido em tempo, o tratamento cirúrgico poderá ter resultado positivo, com boa porcentagem de sobrevivência.

Imagem: vencerocancer.org.br     saudicas.com.br



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