Cefaleia – Possíveis Causas da Dor de Cabeça – O que é?

Tecnicamente chamada de cefaleia, a dor de cabeça ou enxaqueca tem origem variada, sendo causada por distúrbios físicos ou tensões nervosas, o que dificulta consideravelmente o tratamento dos pacientes.

Praticamente todas as pessoas já sentiram dor de cabeça, sensa­ção provocada por uma infinidade de causas físicas e psíquicas e que é tecnicamente denominada cefaleia. Este é. com certeza, o ti­po mais comum de dor conhecida pelo homem. Pode ser branda ou intensa. Sua duração também é variável e o tratamento, que vai desde a simples aspirina até os cuidados médicos mais complexos, nem sempre alcança resultados positivos.

Um dos tipos mais conhecidos de cefaleia é a enxaqueca. Do­cumentos escritos pelos antigos hebreus, babilônios e persas já se referiam a esse mal-estar como bastante difundido em suas civili­zações. A enxaqueca constitui um autêntico problema clínico. Constantemente desafia a argúcia do médico, que, muitas vezes, é obrigado afazer inúmeras investigações para poder identificá-la e propor o tratamento.

É praticamente impossível uma avaliação do número de pessoas que sofrem desse mal, mesmo com o recurso dos controles estatís­ticos oficiais. Muitos pacientes não procuram o médico, devido à pequena importância que atribuem ao caso. Outros, portadores de enxaquecas intensas devidas a questões emocionais, também evi­tam relatar seus sintomas.

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Como ocorrem as Cefaleias

As crises de enxaqueca geralmente se caracterizam por fortes dores que afetam metade da cabeça. An­tes de aparecer a dor, há uma fase inicial em que os vasos sanguíneos cerebrais se estreitam. Os efeitos desse estreitamento dos va­sos nem sempre são percebidos imediatamente pelo indivíduo.

E com freqüência esse estreitamento é antecedido por fenômenos oculares representados pelos escotomas, ou seja, manchas escuras atrapalhando a visão, com “embaralhamento “da vista e outras al­terações. Podem aparecer ainda problemas neurológicos, sendo mais comuns as parestesias, ou seja, “formigamento” e “esqueci­mento “de determinadas áreas do crânio.

Algum tempo depois dessa fase inicial, surge a cefaleia propria­mente dita, que passa a dominar o quadro, tornando-se, para o pa­ciente, mais importante que os demais sintomas.

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Dilatação dos vasos

A cefaleia seria produzida por uma dilatação dos vasos do couro cabeludo. Diante da irrigação insuficiente do sangue, o organismo reage, provocan­do a dilatação dos vasos, com o objetivo de normalizar o forneci­mento de oxigênio do cérebro. Como essa dilatação ocorre geral­mente em setores distintos do sistema nervoso, o acesso de maior quantidade de sangue a essa região produz uma dor latejante, que caracteriza a enxaqueca.

Ao mesmo tempo, devido a mecanismos reflexos do organismo, é possível que apareçam sintomas paralelos, principalmente no aparelho digestivo, tais como náuseas e vômitos. Estes últimos, muitas vezes, aliviam a dor e reduzem os sintomas.

Por essa ra­zão, pessoas que sofrem crises de enxaquecas provocam o vômito por meio de medicamentos ou mesmo com o recurso tradicional de enfiar o dedo na garganta. As crises desse mal podem durar al­gumas horas e repetem-se em intervalos que variam de alguns dias a até mesmo semanas ou meses.

Causas da Cefaleia

O sistema endócrino (constituído pelas glândulas de secreção interna do corpo) também pode assumir o papel de agente provocador de enxaquecas, especialmente em mulheres que se encontram no período pré-menstrual. Elas podem ocorrer, igualmente, logo depois da primeira menstruação ou na menopau­sa. Acredita-se mesmo que as alterações dos hormônios do corpo concorrem para o desencadeamento do quadro.

Fatores hereditários representam outras possíveis causas para o aparecimento da alteração. Certas famílias têm grande suscetibili­dade à cefaléia, sugerindo a existência de uma predisposição fami­liar à enxaqueca.

Também as causas psicogênicas são das mais importantes no quadro clínico da doença.

Uma vez que a enxaqueca tem origens tão diversificados, o tra­tamento também é múltiplo. Importante, sempre, é combater as causas e reduzir os efeitos durante as crises. Às vezes, muito tem­po se passa até que a causa seja vencida.

cefaleia

Infecções no ouvido, garganta e sinusite

Muitas outras alterações são capazes de produzir as dores de cabeça. Entre elas salientam-se as afecções dos ouvidos, do nariz e da garganta, as sinusites e outras. Também as alterações do globo ocular – como descolamentos, inflamações, glaucoma ou tumo­res – podem causar desde ligeiro desconforto até dores de intensi­dade quase insuportável.

Esforços visuais intensos provocam, eventualmente, o apareci­mento de cefaléias. É sintoma comum após esforços de olhos mío­pes, hipermétropes ou portadores de outras anomalias. A dor, em geral, se localiza na fronte, acima dos cílios.

Também diferentes afecções dentárias, como abscessos, defeitos na mastigação e quistos, podem constituir as causas das dores de cabeça.

Estas ocorrem da mesma forma que as cefaléias originadas nos globos oculares, no nariz e na garganta. São devidas a conexões nervosas que ligam esses órgãos ao cérebro.

Até mesmo posturas incorretas ou contrações musculares pro­longadas podem provocar espasmos musculares. E estes, por sua vez, levam ao aparecimento das cefaléias.

Cefaleias alérgicas

As cefaleias alérgicas, por sua vez, seriam resultado do edema cerebral motivado pela reação antígeno-anticorpo. Qualquer ór­gão ou tecido do organismo humano pode sediar essa reação, libe­rando uma série de substâncias ativas (histamina, serotonina etc) que seriam as responsáveis pela dilatação dos vasos capilares, au­mentando sua permeabilidade. O extravasamento de líquido seria ampliado, formando o edema. Quando esse fenômeno acontece no interior do crânio, pode dar origem à cefaléia.

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