Células: O que são, Conceito e Definição – Resumo

celula

Embora dotadas de vida autônoma, as células geralmente trabalham em função do conjunto celular que compõe o organismo a que pertencem.

CÉLULAS

Durante muito tempo, cientistas esclarecidos estiveram empenhados em demonstrar que a vida não pode surgir espontaneamente. Coube afinal a Pasteur demonstrar que nenhum ser vivo poderia surgir dentro de um recipiente esterilizado e hermeticamente fechado.

Com isso, liquidou-se a teoria da geração espontânea dos germes. Essa verificação conduziu ao desenvolvimento de toda a bacteriologia e mesmo da profilaxia, pois o curso de ação claramente estabelecido era o de que o combate aos micróbios preveniria o aparecimento da maior parte das doenças.

Hoje, a biologia está a ponto de contradizer-se, em termos. Porque, embora ainda se acredite que os micróbios não podem surgir da matéria inanimada, admite-se que a vida efetivamente surgiu da  combinação de substâncias, numa reação físico-química ocorrida em condições especialmente favoráveis de temperatura, umidade e outras.

O processo está em vias de ser reproduzido artificialmente em laboratório. Algumas moléculas de substâncias intermediárias já foram produzidas mediante a combinação de amônia, gás carbônico e água, em sínteses resultantes de descargas elétricas. Não está muito distante o dia em que o homem conseguirá criar a vida no tubo de ensaio.

Vida, em toda a sua extensão, ainda não se sabe o que é. Mas algumas propriedades dos seres vivos estão suficientemente estudadas. Sabe-se, por exemplo, que as grandes moléculas são elementos básicos das estruturas vivas.

E que essas moléculas tendem a confinar-se em envoltórios, de modo a que suas reações não sofram distúrbios maiores do meio e também para que seus elementos componentes não se dispersem. Esses conjuntos unitários de substâncias vivas são as células, e o invólucro que as protege é a membrana envolvente que existe em todas elas.

Em sua grande maioria, as células são microscópicas. No entanto, existem células bem grandes e visíveis, como a gema de ovo. A gema do ovo de avestruz, aliás, é a maior das células até hoje conhecidas. A célula não é a menor partícula de substância viva encontrada na natureza. Há protoplasma sem núcleo, em partículas menores ainda.

Existem os vírus, parasitas celulares que se reproduzem dentro da célula e aproveitam as reservas de energia e de substâncias nela armazenadas. Muitas vezes a rapacidade dos vírus esgota a célula e a aniquila.

Embora existam partículas vivas bem menores, porém, a célula é considerada a unidade dos seres vivos, porque é dotada de vida autônoma e também da capacidade de se unir a outras células semelhantes, para formarem aglomerações de atividade específica (tecidos) que, por sua vez, podem combinar-se para formarem órgãos; estes, para formarem sistemas; e os sistemas, para formarem organismos num grau crescente de complexidade.

Mesmo os organismos mantêm a extensão dessa tendência, ao se unirem para formar grupos sociais complexos. Muitas vezes esses grupos constituem simples aglutinações celulares por afinidade, como os bancos de coral, ou associações de organismos complexos em bandos predatórios (gafanhotos, carnívoros), grupos defensivos (herbívoros) ou colônias fixas, em que o trabalho do conjunto é distribuído por subgrupos (formigas, abelhas, grupos sociais humanos).

Todas as células apresentam características comuns: utilizam energia externa para combinarem átomos e moléculas simples por elas colhidos no ambiente, na formação de novas substâncias; perpetuam informações relativas a seus processos de síntese, isto é, transmitem, às células descendentes, características de organização iguais às suas, de maneira a que o processo de reprodução possa repetir-se infinitamente.

A célula constitui, portanto, um laboratório microscópico dentro do qual se processam fenômenos químicos complexos e dirigidos para algum propósito superior às necessidades da própria célula.

Uma demonstração prática de que as células atuam em função de objetivos supra-individuais, está na especialização das células dos organismos complexos.

No homem, por exemplo, há células especializadas em contração (musculares), em geração e condução de estímulos (nervosas), em produção de substâncias químicas de efeitos gerais (glandulares), em funções mecânicas de suporte (conjuntivas) e em funções de reprodução do conjunto (sexuais).

Finalmente, a mais destacada e surpreendente das características celulares é a que mostram algumas delas de ramificar sua descendência em células de múltiplas funções, ou ramos diferenciados, a partir de uma única célula indiferenciada. Exemplo disso são as células reticulares da medula óssea, que originam os glóbulos vermelhos e os brancos.

Imagem: tratamentocomcelulastronco.com

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