Cicatrizes na Face – Corte, Queimadura, Dicas e Possíveis Soluções

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Para evitar a formação de marcas grosseiras, as lesões da face devem ser cuidadosamente tratadas desde os primeiros socorros.

Ferimentos na face podem ser provocados por vários tipos de agentes, como acidentes automobilísticos, agressões com faca. navalha ou lâmina de barbear, queimaduras e até mesmo simples quedas ou cirurgias.

Algumas vezes, tais lesões, quando curadas, formam cicatrizes grosseiras que tornam a pessoa alvo da curiosidade das demais, podendo criar estados psicológicos negativos para o paciente.

CICATRIZES

TECIDO FIBROSO E QUELOIDE

Há dois tipos de cicatrização grosseira. Um deles é a hipertrofia, ou seja, o crescimento exagerado do tecido cicatricial, que fica com o aspecto de uma cordilheira, avermelhado devido à proliferação local de
vasos sanguíneos e mais rijo do que o tecida normal.

Dói bastante e coça muito. Não se trata propriamente de uma cicatrização anormal, mas sim de um crescimento que ocorre depois da cicatrização, devido à formação de tecido fibroso.

O segundo tipo é a cicatriz queloniana, que também resulta de uma formação anormal de fibras ou de um excesso de cicatrização, cujas causas ainda não foram rigorosamente definidas.

Vários fatores influenciariam a formação desse tipo de cicatriz: cor da pele (os negros são mais atingidos, na proporção de 10:1), espécie de lesão, influência de hormônios, tipo de sutura usado no tratamento do corte etc. Além disso, as pessoas jovens, geralmente, estão mais expostas à formação dos queloides do que as mais idosas.

AS RECIDIVAS

Para se evitar a formação de cicatrizes grosseiras, é importante que todo ferimento da face seja devidamente cuidado, desde a realização dos primeiros socorros até a intervenção cirúrgica, com muita delicadeza e empregando-se material que não provoque novos rompimentos de tecidos.

Recomenda-se, por exemplo, o fio a traumático, um fio de sutura muito fino e que já vem adaptado à agulha. O objetivo do médico, nesses casos, é aplicar uma técnica que obtenha a melhor cicatrização possível, afim de não criar futuros problemas para o paciente.

As cicatrizes hipertróficas e os queloides não se formam durante a fase de cicatrização, mas depois dela, isto é, quando as lesões já estão cicatrizadas. Mesmo quando retiradas por meio de cirurgia (excisões), essas formações podem reaparecer, apesar de todos os cuidados adotados no tratamento da lesão e na operação de fechamento.

E bastante difícil controlar os casos de cicatrizes, porque raramente os pacientes retornam ao consultório ou ao hospital. Mesmo assim, verificou-se que essas formações anômalas apresentam tendência a reaparecer, num prazo médio de doze meses.

Outro fator que tem se mostrado estatisticamente significativo é que os pacientes que não sentem coceiras ou dores nas cicatrizes estão menos sujeitos às recidivas.

SUTURA DA PELE

Nas tecelagens, quando surge um fio mais grosso que os outros, formando um defeito no tecido, esse fio tem de ser retirado, para não comprometer o valor de toda a peça.

Saindo do tear, o pano vai para as mãos das cerzideiras. Se o fio diferente não é muito grosso, elas simplesmente retiram-no e escovam os fios vizinhos, de maneira que o espaço entre eles fique maior, cobrindo, dessa maneira, a falha do fio faltante.

Se isso for impossível, substituem o fio defeituoso por outro que tenha a espessura carreta. Quando uma cicatriz, mesmo sendo bastante longa, não apresenta largura exagerada, o cirurgião age como as cerzideiras do primeiro exemplo.

Com dois cortes semicirculares, o cirurgião retira o segmento de pele que suporta a cicatriz. A seguir, estica a pele vizinha para cobrir a falha: com um instrumento rombudo, vai descolando a pele do tecido subcutâneo até o ponto em que ela possa ser esticada o bastante para cobrir a área cruenta.

Finalmente, os dois bordos da pele são aproximados e fixados por pontos finos. A intervenção cirúrgica está concluída. O segundo caso é mais complicado. A cicatriz é tão larga que a pele vizinha não poderia ser esticada a ponto de cobrir toda a sua área.

Faz-se necessária, portanto, a colocação de um ‘uno pedaço de pele (em geral, um auto-enxerto, que consiste na retirada de um fragmento de pele do próprio paciente). Inicialmente o cirurgião delimitaria a cicatriz, marcando a forma de um retângulo, e a pele é retirada por meio de cortes que seguem esse traçado.

Como a cicatriz está fixada à pele, ambas saem junto. A área cruenta que restou recebe então o tratamento chamado hemostasia (estancamento do sangue). Assim preparada a base para receber o enxerto, o passo seguinte é a retirada de uma secção de pele de tamanho ligeiramente maior do que a área aberta da face.

Em geral a região fornecedora é o abdome e a retirada do retalho de pele é feita com o emprego de um instrumento longo, largo e muito afiado, o chamado dermátomo.

O fragmento de pele retirado é posto sobre uma lâmina de vidro esterilizada e assim conduzido ao local onde vai ser aplicado. Em seguida é colocado sobre a área cruenta e, com o emprego de uma tesoura, cortado no tamanho correspondente, antes de ser suturado.

E costume fazer aplicações de radioterapia depois do enxerto de pele, porque a radiação inibe as células produtoras de fibras, que são as responsáveis pela formação de cicatrizes hipertrofiadas e de queloides.

Com o desenvolvimento industrial, os acidentes com lesões na face tornaram-se mais frequentes, sobretudo nos países que contam com número elevado de veículos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 80% das lesões decorrentes de acidentes, automobilísticos localizam-se na cabeça ou na face. Os acidentes de trabalho, as queimaduras (inclusive aquelas provocadas por ácido) e as agressões são as outras principais causas de lesões na face.

Fonte:

1, 2

Imagem: vivomaissaudavel.com.br



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