Cirurgia Cardíaca – Como é? Tipos, Cuidados de Enfermagem e Dicas

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As operações do coração feitas a céu aberto são rotineiras hoje. Mas, antes disso, há muitos problemas a considerar. Saiba tudo sobre a Cirurgia Cardíaca nesse artigo.

CIRURGIA CARDÍACA

Ninguém sobrevive à interrupção prolongada do fluxo sanguíneo. As células do cérebro, que são as mais sensíveis, morrem em poucos minutos se lhes faltarem os elementos contidos no sangue, em particular o oxigênio. Por isso, as operações chamadas de coração fechado constituíram sempre um problema.

Nelas o cirurgião abria o tórax do paciente e, mediante uma pequena incisão no músculo cardíaco, efetuava a intervenção necessária, confiando apenas no tato. Era impossível deter-se no exame das condições internas do órgão ou realizar uma operação mais complexa.

Precisão e agilidade

O trabalho precisava ser bastante rápido e poucas eram as doenças cardíacas que podiam ser operadas por esse método. E muitos eram os casos que redundavam em conseqüências mais graves para o paciente. Para possibilitar intervenções mais meticulosas, com perfeita visão do campo operatório, seria necessário abrir o coração.

Mas isso implicava suspender temporariamente a função cardíaca, enquanto durasse a operação. Quando se encontrou um método para parar o coração, sem prejuízo para o paciente, foi possível realizar as chamadas operações a céu aberto. Atualmente existem dois meios de resolver o problema de interrupção do fluxo sanguíneo.

O primeiro, que consiste na redução do calor corpóreo, é chamado hipotermia: com o resfriamento, há uma diminuição generalizada do metabolismo celular e todos os processos químicos do organismo são sensivelmente retardados; o cirurgião pode então dispor de alguns minutos para executar a operação.

O estado de hipotermia pode ser obtido por meio de banhos gelados ou de resfriamento direto do sangue, sempre com o paciente sob anestesia geral.

Resfriamento do sangue

Para resfriar diretamente o sangue, o processo mais usual é fazer o sangue arterial sair do corpo por condutos especiais, e atravessar uma serpentina tubular, dentro de um aparelho de refrigeração. Com a temperatura já reduzida, o sangue volta ao corpo. A hipotermia está hoje em crescente desuso como método isolado.

O resfriamento não pode, evidentemente, ser prolongado por muito tempo. Isso obriga o médico a trabalhar muito mais depressa do que exige a moderna cirurgia. Além disso, complicações imprevistas podem requerer um prazo maior, incompatível com a duração máxima do resfriamento.

 

Circulação extracorpórea

Com a moderna técnica de circulação extracorpórea, a função fisiológica do coração e dos pulmões é desempenhada por aparelhos especiais durante seis ou sete horas. O procedimento consiste em injetar-se heparina no paciente, em dose suficiente para tornar o sangue praticamente incoagulável.

Em seguida, com o doente anestesiado, procede-se ao desvio do sangue para um sistema mecânico que o filtra, oxigena e regula sua temperatura, para depois bombeá-lo de volta a uma artéria periférica. Esse aparelho é o coração-pulmão artificial.

Assim excluído da circulação sanguínea, o coração pode ser imobilizado, aberto, reparado e suturado, sem que daí decorra nenhum distúrbio circulatório.

 

QUANDO OPERAR – Cirurgia cardíaca

A necessidade de operar é avaliada em conjunto com as probabilidades de êxito e de o paciente suportar o trauma operatório. Para assegurar-se da máxima conveniência e do mínima de riscos, o médico determina minuciosa investigação das condições do paciente: sua ficha clínica, exames clínicos, instrumentais e de laboratório.

Mas, além desses exames de rotina, que incluem eletrocardiograma e radiografias do coração, o paciente que sofrerá a cirurgia terá de passar por dois outros exames. O primeiro consiste na introdução de uma sonda por dentro dos vasos sanguíneos, até o coração.

Sonda

A sonda, um tubo fino e flexível chamado cateter, é introduzida numa artéria ou veia periférica – em geral do braço ou da perna – e impelida lentamente por dentro do vaso sanguíneo. Se for inserido numa veia, o cateter chegará às cavidades direitas do coração; se for inserido numa artéria, atingirá as câmaras esquerdas.

Fala-se portanto em cateterismo direito e esquerdo, conforme o exame seja feito através de veia ou artéria. Com o cateter o médico pode colher amostras de sangue em vários pontos do sistema circulatório, especialmente no interior do coração.

E um medidor de pressão ajustado à extremidade do instrumento poderá registrar a pressão também de diversos trechos do sistema, inclusive a pressão interior das câmaras cardíacas. Durante as duas horas que dura o cateterismo, em média, o paciente permanece anestesiado.

A pressão arterial que se mede normalmente com o esfigmomanômetro não fornece dados suficientes, pois indica apenas a pressão periférica geral. Já com o cateter é possível medir as variações de pressão de um trecho para outro.

Comparados com tabelas de padrões normais, os dados colhidos poderão indicar as áreas em que ocorrem as principais anomalias. Paralelamente, amostras de sangue colhidas em diferentes pontos do sistema sanguíneo indicam as respectivas concentrações de oxigênio.

As veias, que funcionam como esgoto das células, apresentam concentração cada vez menor de oxigênio, à medida que aumenta o teor de impurezas nelas despejadas. O exame do sangue proveniente de vários trechos, portanto, pode ajudar o médico a tirar importantes conclusões.

Se existir uma comunicação anormal entre as cavidades do coração, por exemplo, o sangue colhido nesse local registrará porcentagem maior ou menor de oxigênio, em relação aos padrões normais. Através do cateter podem-se injetar soluções de constaste, geralmente à base de iodo.

No aparelho de radioscopia, a solução aparecerá como uma nuvem opaca, que se difunde lentamente, à medida que se vai diluindo no sangue. Com esse contraste, poderão ser observadas de modo mais nítido as malformações cardíacas e as doenças adquiridas.

Esse tipo especial de exame é chamada angiocardiografa. Se a difusão da solução iodada for acompanhada por técnica de filmagem, com máquina especialmente adaptada, o processo denomina-se cineangiocardiografa.

PREPARAÇÃO

Antes de ser levado para a sala de cirurgia, paciente recebe uma dose de soporífero. Adormecido, não sofre desconforto psicológico de enfrentar o aparato cirúrgico e também requererá doses menores de anestésico.

Na sala anestesia-se o paciente e aplicam-se nele os eletrodos que registram no eletrocardiograma o ritmo cardíaco no decorrer de toda a intervenção cirúrgica. Em operações sob hipotermia (baixa temperatura), procede-se a partir daí ao resfriamento do corpo.

Mas, se for utilizada a circulação extracorpórea do coração-pulmão artificial, mais preparativos serão necessários. Aplica-se anestesia local para isolamento de uma artéria (a radial, do braço) e de uma veia (geralmente a veia femoral, na coxa).

Ambos os vasos são ligados a manômetros, para registro contínuo da pressão. Isola-se ainda uma veia do braço, para possível instilação de medicamentos. Uma agulha ligada ao, tubo que conduz soro fica introduzida na veia, durante o transcurso da operação.

Fontes:

1, 2, 3

Imagem: revistavivasaude.uol.com.br



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