Cirurgia de Cálculo Renal – Como funciona a Operação das Pedras?

Os cálculos renais são formados por aglomeração de substâncias existentes no sangue e na urina. A maioria é constituída por oxalato de cálcio,fosfato de cálcio,fosfato amoníaco-magnesiano, ácido úrico e cistina. Em alguns casos, a Cirurgia de Cálculo Renal é inevitável.

Formação de cálculos renais

A mais difundida das teorias que tentam explicar a formação de cálculos é a de que, sendo a capacidade de filtragem dos rins limitada, quando a quantidade dessas substâncias no sangue é muito elevada, os rins são incapazes de eliminá-las; em consequência, as quantidades anormais desses cristaloides dão inicio à formação das pedras.

Os cálculos não podem ser dissolvidos por nenhum medicamento, por isso em alguns casos é importante a Cirurgia de Cálculo Renal. O paciente poderá eliminá-los através das vias urinárias, caso sejam de pequenas dimensões; poderá permanecer indefinidamente com eles, desde que não prejudiquem as funções renais; ou, finalmente, será obrigado a extrai-los por meio de uma cirurgia.

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Sintomas das Pedras nos Rins

As conhecidas “pedras nos rins” podem provocar dores violentas quando se deslocam no interior dos ureteres, condutos que ligam os rins à bexiga.

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Em outros casos, a existência de cálculos pode passar completamente despercebida, sendo revelada, ocasionalmente, por uma radiografia. Na realidade, os problemas provocados pelos cálculos nos rins poucas vezes são graves, e, em muitos casos, o urologista limita-se ao controle, que consiste na manutenção de uma dieta especial e no consumo de líquidos em abundância.

A realização da Cirurgia de Cálculo Renal

Um grande número de fatores entra em jogo na indicação da cirurgia para a extração dos cálculos renais.  nicialmente, o urologista leva em conta o número de cálculos presentes, sua existência em um ou em ambos os rins, a localização e as dimensões das pedras. Mas a avaliação da necessidade de Cirurgia de Cálculo Renal não para por aí.

Considera também os distúrbios causados pela presença de cálculos no aparelho urinário. Cálculos “silenciosos’ que não afetam a produção ou eliminação de urina e não provocam crises dolorosas ou infecções urinárias, geralmente não precisam ser extraídos mediante intervenção cirúrgica.

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Para verificar a presença de infecção, determinada pelos cálculos, o urologista solicita o exame de urina comum (tipo 1) e, eventualmente, a cultura de possíveis micróbios em meios especiais (cultura de urina).

Verificação da presença de cálculos nos rins

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Já para verificar se os cálculos interferem com a função dos rins ou com o escoamento da urina, utiliza-se comumente a radiografia contrastada dos rins e das vias urinárias. Esse exame consiste na introdução de uma substância de contraste (radiopaca) na circulação do paciente.

Em seguida fazem-se algumas radiografias a intervalos determinados; o tempo que os rins levam para eliminar a substância de contraste trazida pelo sangue para as vias urinárias é marcado, o que dá uma indicação bastante exata do grau defunção apresentado pelos rins.

Exames e Diagnósticos: ureia no sangue

Muito importante no processo da Cirurgia de Cálculo Renal, outro exame que permite avaliar o funcionamento dos rins é a dosagem de ureia no sangue. Os pacientes com cálculos que determinem bloqueio da eliminação dos líquidos apresentam maior concentração de ureia no sangue.

Além disso, é fundamental a ver (fixação de outras alterações no indivíduo portador de cálculos. Tuberculose renal, mal formações das vias urinárias, hidronefrose, tumores e infecções crônicas dos rins podem estar associados aos cálculos.

Finalmente, é sempre fundamental verificar as condições gerais do paciente antes da intervenção. Nos pacientes mais idosos, costuma-se solicitar uma revisão cardiológica e, quando necessário, a execução de eletrocardiograma.

A grande variedade de cálculos, em relação a número, localização e dimensões, faz com que a cirurgia da calculose renal seja bastante variável. Em outras palavras, não é uma Cirurgia de Cálculo Renal é “programada ‘ Com exceção dos cálculos localizados na pelve renal (primeira porção aparente das vias urinárias), que geralmente exigem uma intervenção (pielotomia posterior), as demais dependem da quantidade, localização e dimensões dos cálculos.

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Cirurgia: cálculos da pelve renal

Os cálculos da pelve renal são operados através de uma incisão realizada na parede lateral do abdome, ao nível da cintura (lombotomia). O paciente é deitado de lado na mesa cirúrgica e seu tronco é “dobrado “intensamente, para facilitar a exposição do rim afetado.

Incisão

O cirurgião faz uma incisão que acompanha aproximadamente a direção da crista ilíaca (a borda óssea da bacia), seccionando a pele, o tecido subcutâneo localizado embaixo dela e a grossa camada muscular existente nesse local.

Afastados os músculos, fica em evidência o espaço retroperitoneal (atrás do peritônio), onde estão localizados o rim e as vias urinárias. Em seguida, o cirurgião abre a loja renal e isola o rim da grossa camada de gordura que o envolve. Assim, podem ser vistos o início do ureter, a pelve renal e aparte inferior do rim.

Pela inspeção e palpação da pelve renal, o cirurgião localiza o cálculo e escolhe o local onde ela deve ser aberta. A seguir, após a incisão, retira o cálculo com o auxilio de uma pinça especial. Antes de ser suturada a abertura da pelve renal, realiza-se uma lavagem local para eliminar microcálculos (“poeira” de pedras). Geralmente faz-se também uma sondagem do ureter, para detectar possíveis obstruções.

Cirurgia: cálculos ureterais

Nos cálculos ureterais, a incisão varia conforme a altura em que se localiza a pedra. Nos cálculos altos, próximos à pelve renal, é frita a lombotomia, um pouco ampliada. Quando os cálculos estão longe dela, faz-se uma incisão na parte anterior do abdome, lateralmente, mais próxima à borda óssea da bacia.

Nos casos de cálculos ureterais baixos, localizados na vizinhança da bexiga, pode ser tentada a introdução de uma sonda especial (sonda de Dormia), através da bexiga, até o ureter afetado, para se “pescar” o cálculo- No interior da sonda, quatro fios metálicos especiais podem ser exteriorizados, acima do cálculo, de maneira a poder capturá-lo como numa pequena gaiola.

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