Cirurgia de Vesícula – Cirurgia para Retirar as Pedras

Em geral, distúrbios causados por pedras nas vias biliares, em suas formas iniciais e menos graves, podem ser resolvidos com tratamento clínico: dieta pobre em gorduras isenta de frituras. condimentos ou bebidas alcoólicas —, repouso e administração de medicamentos que facilitem o trabalho das células hepáticas e regulem a secreção da bile. Às vezes, porém, a terapêutica exigida é muito mais enérgica: intervenção cirúrgica. Isso ocorre nos casos em que há calculose da vesícula e do colédoco (canal que liga o figado ao intestino), acúmulo depus (empierna) ou de liquido mucoso (hidropsia) na vesícula, ou cancerização desta, além de outras complicações, mais raras.

A cirurgia, em si, não oferece dificuldades técnicas, dentro dos métodos adotados modernamente. A vesícula, que se destina a armazenar a bile, está localizada em ponto de fácil acesso, ligada frouxamente ao Fígado e intestino. Também não apresenta aderência& com os órgãos vizinhos, exceto nos casos mais complicados. Outros fatores de segurança são as amplas possibilidades de exames completos e exatos, que fornecem ao cirurgião todas as informações de que necessita para planejar e orientar seu trabalho.

A vesícula pode ser radiografada com nitidez, ao mesmo tempo em que outros exames revelam dados precisos sobre seu estado de funcionamento. Durante a cirurgia, se necessário, pode-se repetir o exame radiográfico (colangiografia intra-operatória) e medir a pressão no interior de vários pontos da rede biliar (manometria intra-operatória), o que permite determinar a presença de estreitamentos ou cálculos.

A seguir, saberemos um pouco mais sobre a Cirurgia de Retirada da Pedra na Vesícula.

Cirurgia de Retirada da Pedra na Vesícula

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Depois de raspados os pelos desinfeta-se a pele da região abdominal e torácica. O campo operatório é delimitado por panos especiais esterilizados, chamados campos. O cirurgião começa seu trabalho com uma incisão cutânea. Em geral, o tipo de incisão escolhido -vertical, horizontal ou oblíquo varia muito, de acordo com a preferência pessoal do médico.

Nas cirurgia, o corte começa na extremidade inferior do apêndice do esterno, vai até dois ou três centímetro acima do umbigo, desviando-se em seguida para a direita, a fim de evitar este último. Aberta a pele, o cirurgião vai alcançando, gradualmente, as camadas inferiores: o tecido subcutâneo, a faixa conjuntiva abaixo dele, a camada gordurosa e, finalmente, o peritônio membrana que envolve parte das vísceras abdominais.

Os lábios do corte são mantidos abertos por um gancho especial denominado afastador ortostático. O médico examina toda a região para avaliar seu estado. Em seguida, abre com o bisturi o ligamento hepatoduodenal, que reveste o ducto cístico, a artéria cística e o colédoco, tomando todo o cuidado para não danificar este último.

Uma vez expostas essas três estruturas, o cirurgião procede à ligadura (corte e fechamento das extremidades seccionadas) do dueto e da artéria. Finalmente, pode ser feita a incisão que destaca a vesícula do colédoco: as ligaduras evitam hemorragia da artéria e impedem o derrame do conteúdo vesicular dentro da cavidade abdominal. Em seguida, destaca a vesícula do fígado, o que implica a secção do peritônio, que a mantém presa numa depressão do figado, chamada leito hepático.

A vesícula é então retirada da cavidade abdominal e, se houver cálculos no colédoco, o médico faz uma pequena incisão nesse canal para extrair, com pinças especiais, as formações calculosas. Feito isso, procede-se à colocação de drenas, medida que alguns cirurgiões consideram dispensável. Essa providência destina-se a impedir que, no caso de um eventual rompimento das suturas, o conteúdo do colédoco extravase para o abdome, do que resultaria séria peritonite. Segue-se a sutura das incisões e, de 9 a 15 dias após a Cirurgia de Retirada da Pedra na Vesícula, a alta do paciente.

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