Cirurgia do Tratamento de Câncer Retal – É perigoso? Quais os riscos?

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Este câncer está entre os de cura mais difícil. Não detectado no início do processo patológico, traz graves riscos e incapacidade física.

A precocidade do diagnóstico é, fundamentalmente, o primeiro fator de sucesso nas intervenções cirúrgicas de eliminação dos cânceres. Um câncer pode formar-se em praticamente qualquer parte do organismo. Enquanto ele é novo, fica circunscrito ao local onde se formou.

Ao crescer, porém, começa a desprender célu­las cancerosas que penetram na circulação sanguínea ou na corren­te linfática e formam colônias em outras partes do corpo. Essa ex­pansão, ou metástase, é muito grave porque cria novos núcleos cancerosos em órgãos importantes, tais como rins, figado, ossos, cérebro, pulmões.

Um dos locais que permitem maior propagação de células cancerosas é o reto, em virtude da grande manipulação que sofre o tumor durante a cirurgia.

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Por isso, o câncer do reto é dos que apresentam cura mais difícil e, se não for diagnosticado e tratado em sua fase inicial, acarreta graves riscos para o paciente, bem como grande incapacidade física.

Neste artigo falaremos sobre Cirurgia do Tratamento de Câncer Retal – É perigoso? Quais os riscos?

Cirurgia do Tratamento de Câncer Retal – É perigoso? Quais os riscos?

Além da precocidade do diagnóstico, o sucesso da exérese (ex­tirpação de um tecido e parte de um órgão ou seu todo) depende do tipo de cirurgia empregado, bem como da diferenciado cacular.

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Quanto maior for a semelhança entre as células tumorais e as do tecido do qual se originou o tumor, melhores as oportunidades de cura. Isso porque as células tumorais, quando semelhantes às células normais, originam tumores de evolução mais benigna e com prognósticos muita mais favoráveis.

O tratamento dos tumo­res do reto deve basear-se na retirada do segmento onde o tumor cresceu e dos tecidos próximos, que correspondem à área onde a propagação é mais provável.

ANTES DE OPERAR

Os doentes de câncer no reto devem ser preparados para a intervenção. Quase todos eles são anêmicos, com baixa taxa de proteínas no sangue, e sofrem desequilíbrio no metabolismo hidrossalino, apresentando-se geralmente desidratados. A taxa de vitaminas também é muito baixa. Tomar vitaminas é importante para a Cirurgia do Tratamento de Câncer Retal.

O tumor é o responsável direto por esse estado geral, porque provoca a auto-into­xicação crônica do organismo. Além disso, há outras alterações provocadas pelo tumor: hemorragias, infecções, náuseas, vômitos e diarréia, que debilitam ainda mais o paciente.

Os portadores de câncer  no reto são, na maioria dos casos, pessoas idosas que apre­sentam problemas cardiovasculares, renais ou diabete.

Antes da cirurgia, a anemia e o déficit de proteínas são corrigi­dos pela administração de sangue e plasma, auxiliada por dietas apropriadas, ricas em ferro e proteínas (principalmente leite, ovos,carne e queijo).

Os casos de desidratação são tratados com soros fisiológicos glicosados, ou seja, soluções que contenham glicose e cloreto de sódio, em proporções adequadas.

Por outro lado, a vi­tamina c é necessária para a cicatrização dos tecidos e a vitamina B1 responde pela transformação e absorção dos açúcares. O pa­ciente sempre recebe essas vitaminas para corrigir as deficiências existentes.

Possíveis alterações do aparelho cardiovascular devem ser rigo­rosamente controladas. O eletrocardiograma – exame das rea­ções elétricas do coração – é fundamental. Os portadores de dia­bete são mantidos sob rigorosa observação, tanto antes quanto de­pois da operação, porque estão mais sujeitos a infecções.

Também os intestinos são preparados para a cirurgia. O pacien­te é alimentado com dieta branda, sem resíduos (verduras, bagaço de frutas etc.).

Na antevéspera da cirurgia recebe laxantes, como sulfato de sódio (sal amargo) ou sulfato de magnésio. Também faz parte da preparação intestinal a esterilização do meio a ser operado, com eliminação de bactérias, através de antibióticos ou quimioterápicos, como sulfas, tetraciclinas ou neomicina.

CIRURGIA —TRATAMENTO CÂNCER RETAL

OS TIPOS DE CIRURGIA

A técnica operatória varia con­forme a localização do tumor. Quando este se situa acima da se­gunda prega mucosa do reto, é feita a extração da parte onde se Ia causa o câncer, conservando-se o esflncter anal, responsável pela normalidade fisiológica da evacuação.

Nesses casos, a propagação linfática das células cancerosas ocorre para cima. Esse fato é que determina a exérese nesse senti­do. Nas lesões situadas abaixo dessa segunda prega – ou válvula -, a drenagem linfática se faz para baixo, nos plexos hemorroidários inferiores.

A operação indicada é amputação total do reto, in­clusive do esflncter. Uma das alças intestinais, o sigmóide, é liga­da para o exterior, através de uma incisão na pele, do lado esquer­do inferior do abdome.

Nos casos de tumores muito avançados, com demasiado cresci­mento local, torna-se impraticável a ressecção, devido à infiltra­ção das células cancerosas nos tecidos vizinhos, ou devido à dis­seminação cancerosa por metástases a distância. Qualquer tentati­va de cura torna-se ineficiente.

A cirurgia recomenda, para esses pacientes, apenas a derivação intestinal, que é feita em zona sadia dos intestinos, aproximadamente 10 cm acima do tumor.

INTESTINO

Os intes­tinos são conduzidos ao exterior, na metade esquerda do abdome do paciente, adaptando-se a abertura que se forma na pele uma bolsa de borracha ou plástico, destinada a receber as fezes impul­sionadas pelos movimentos intestinais.

As intervenções cirúrgicas que extirpam parcialmente o reto, com a manutenção do esfíncter anal, podem ser realizadas através de abertura do abdome ou por aberturas combinadas do abdome e do períneo (conjunto de músculos, aponeuroses e ligamentos que ser-vem de “assoalho” à cavidade abdominal).

A amputação do re­to é feita através do abdome e a conexão do intestino, para restabelecer o trânsito fecal, é realizada pelo períneo. A conexão é frita abaixando-se a alça intestinal por dentro do coto do reto, e costurando-se um com o outro, como se fossem dois funis encaixados.

Nas operações mutiladoras, ou seja, naquelas em que é retirado também o esfincter anal, a cirurgia é realizada através do abdome e do períneo.

Para isso, duas equipes de médicos trabalham nessa intervenção. Enquanto uma executa a parte abdominal que inclui os intestinos, a outra se ocupa da extirpação completa do reto e dos tecidos vizinhos.

Conhecer o intestino é importante para a Cirurgia do Tratamento de Câncer Retal .

RECURSOS

Atualmente várias precauções são tomadas du­rante a cirurgia, para se alcançarem melhores resultados nas res­secções de câncer do reto e de todo o tubo gastrintestinal. Visam esses recursos a reduzir a possibilidade de volta da lesão ou a for­mação de metástases.

Os principais recursos são: amarramento do intestino abaixo e acima do tumor, para evitar que células cancero­sas possam implantar-se durante a costura intestinal:

Proteção da área tumoral, quando possível, com um pano, plástico ou borra­cha fina, para recolher células cancerosas desprendidas do tumor, durante a operação: uso de substâncias anticancerosas para matar ou inibir o crescimento de células cancerosas em outros órgãos, lançadas no sangue durante a cirurgia.

Depois de operado, o paciente continua necessitando de cuida­dos médicos: controle rigoroso da pressão arterial, do pulso, da respiração e da urina, além da aplicação de analgésicos e de produ­tos derivados do ópio, para debelar a dor.

O paciente recebe soluções glicosadas ou salinas e vitaminas. A realimentação ganha consistência com o passar do tempo.

Calcula-se que de 30 a 50% dos pacientes submetidos à intervenção cirúr­gica completa em virtude de lesão cancerosa no reto apresentem sobrevida de cinco anos ou mais.

Neste artigo falamos sobre Cirurgia do Tratamento de Câncer Retal – É perigoso? Quais os riscos?

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Imagem- acupunturista.net