Cirurgia Torácica – É perigosa? Como é? Dói? Existem riscos? Confira!

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Os cuidados pós-operatórios são fundamentais para evitar complicações e favorecer a rápida recuperação do paciente.

O êxito de uma operação torácica depende não somente da ca­pacidade técnica do cirurgião, mas também do complexo trata­mento necessário no período pós-operatório, para restabelecer o equilíbrio das funções do paciente, profundamente perturbadas pela intervenção e pela anestesia.

Neste artigo falaremos sobre Cirurgia Torácica –  É perigosa? Como é? Dói? Existem riscos? Confira!

Cirurgia Torácica –  É perigosa? Como é? Dói? Existem riscos? Confira!

CIRURGIA TORÁCICA E A DRENAGEM

A formação de pequenas bolsas de sangue na região onde foi realizada a Cirurgia Torácica em geral é devida a alguma arteríola que se retraiu e escapou à hemostasia (sangra-mento de vasos quase microscópicos).

O sangue se coagula e, por isso, pequenos coágulos precisam ser aspirados por meio de tubos ou drenos. O sistema de drenagem é muito simples, mas essencial para uma cura rápida.

A aspiração deve funcionar continuamente durante alguns dias e só ser interrompida quando se tem certeza de que a cavidade dre­nada não contém mais líquido ou secreção. Durante seu funciona­mento, o conjunto precisa ser vigiado, com controle da quantidade e do tipo de líquido aspirado.

ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO

Se a Cirurgia Torácica tiver sido realizada no pulmão ou em qualquer outro órgão do tórax, a oxigenação suprirá a dificuldade que o paciente nor­malmente apresenta para respirar.

Nos pacientes com lesões pulmonares graves é comum a aplica­ção da traqueotomia, uma pequena abertura na traquéia que per­mite a passagem do ar diretamente para os pulmões, através de uma cânula especial.

ÁS TRANSFUSÕES

Outro componente fundamental da recuperação pós-operatória é a compensação das perdas de san­que por meio de transfusões. Atualmente, a prática das transfu­sões é adotada largamente em medicina, sobretudo após a Cirurgia Torácica.

Durante o pós-operatório, as transfusões poderão ser aplicadas no caso de surgirem hemorragias, ou quando as condições gerais do paciente exigirem uma reposição sanguínea.

OUTROS TRATAMENTOS

No que se refere à nutrição do paciente, recorre-se às injeções venosas de soluções glicosadas, que servem também para compensar os líquidos eliminados pelo organismo (urina, suor), prevenindo eventual desidratação.

Os sedativos também são úteis na fase pós-operatória, pois ali­viam a dor provocada pela cirurgia e permitem um sono reparador. Os analépticos, drogas estimulantes dos centros nervosos cerebrais, auxiliam a ativar a circulação e, em caso de necessidade, são utiliza­dos cardiotónicos para compensar eventuais deficiências cardíacas.

Para complementar o tratamento de nutrição, são ministradas vitaminas que, com a glicose, contribuem para a rápida melhoria das condições gerais.

Também muito importante no pós-operatório é a movimentação do paciente durante os primeiros dias. Com isso, evita-se o perigo de trombose das pernas, em consequência de prolongada imobili­dade.

Estimula-se também o paciente a provocar a tosse, afim de expelir o muco das vias aéreas altas, e a realizar inspirações pro­fundas, que ventilam as áreas pulmonares.

Finalmente, as chapas radiográficas feitas logo após a interven­ção cirúrgica constituem eficiente instrumento para o perfeito con­trole da intervenção. Feitas diariamente no decorrer do período pós-operatório, permitem acompanhar a evolução da cura e obser­var eventuais inícios de infecção. Esses são outros tratamentos para Cirurgia Torácica.

PROBLEMAS APÓS A CIRURGIA TORÁCICA

Entre as formas mais graves de complicação estão a hemorragia, a embolia venosa e a insuficiência respiratória. Na Cirurgia Torácica, a hemorragia cirúrgica consiste num acúmulo de sangue na cavidade pleural do lado operado.

É inevi­tável que uma pequena quantidade de sangue se acumule no local da operação, mas isso não apresenta qualquer gravidade: em ge­ral, a transfusão de um único frasco de sangue é suficiente para compensar essa perda.

Basta um exame clínico do paciente para perceber a ocorrência da hemorragia; a cor da pele se torna gradativamente mais pálida, a pressão arterial cai, ao mesmo tempo que os batimentos cardía­cos aumentam sensivelmente.

A análise do sangue revela diminui­ção da quantidade de hemoglobina, e uma redução da parte cor­puscular do sangue, particularmente dos glóbulos vermelhos.

Em certos casos, são suficientes algumas transfusões para com­pensar uma hemorragia grave. Às vezes, inclusive, a perda de san­gue pode cessar por si mesma, com o auxilio de medicamentos para aumentar a coagulação sanguínea.

TROMBOSE E EMBOLIA

Outra complicação que pode surgir durante o após a Cirurgia Torácica são as tromboembolias. Trombose é a coagulação do sangue sobre a parede de um vaso, favorecida pelo estancamento da corrente sanguínea (estase circu­latória).

A embolia, por sua vez, é a obstrução de um vaso pela ação de um êmbolo, fragmento destacado de um coágulo que te­nha dado origem a uma trombose. Portanto, a embolia é uma de­corréncia não necessária da trombose.

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

No após a Cirurgia Torácica, o paciente pode experimentar dificuldade para respirar.  As causas podem ser as drogas utilizadas na anestesia, complicações intra­brônquicas com rolhas de secreção obstruindo os brônquios.

Cola­bamento das paredes pulmonares (adesão das superfícies internas por causa do esvaziamento), ou a compressão do pulmão por um líquido (sangue, geralmente) ou ar intrapleural.  Nesses casos, a traqueotomia é a grande solução.

Neste artigo falamos sobre Cirurgia Torácica –  É perigosa? Como é? Dói? Existem riscos?

Imagem-  bbc.com



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