A comunicação Interventricular – O que é? Tem Tratamento? Mata?

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Drogas, vírus e radiação, no início da gravidez, podem fazer com que os ventrículos do fito não se separem completamente.

Diversos fatores estranhos podem intervir na formação e no desenvolvimento do embrião e determinar malformações cardíacas.

Uma causa é a anormalidade genética; outras são as infecções provocadas na mãe por. vírus da rubéola, do sarampo, bacilo de Koch (causador da tuberculose).

Treponema pailidum (causador da sífilis), a ingestão, no início da gravidez, de drogas como a cortisona, e a aplicação inadvertida de radiações – esta, especialmente danosa durante o primeiro trimestre da gravidez, quando se completa o desenvolvimento dos órgãos básicos do embrião e a possibilidade de lesão de células e tecidos é maior.

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Em determinada fase do desenvolvimento do embrião, o coração apresenta um átrio e um ventrículo únicos, que se comunicam pelo canal atrioventricular.

Esse canal será, mais tarde, dividido em dois orifícios: o direito, onde vai se desenvolver a válvula tricúspide; e o esquerdo, onde surgirá a válvula mitral.

Por volta da oitava semana de vida do embrião, ocorre a forma­ção da parede que divide átrios e ventrículos. Á separação da ca­vidade ventricular única em duas cavidades inicia-se pelo apareci­mento de duas placas de tecido trabeculado, as placas de Davis.

Localizadas uma em cada lado da base do coração, crescem para baixo e, como resultado, a porção de tecido cardíaco situada entre elas acaba por esboçar um tabique que divide a cavidade ventricu­lar em duas porções.

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A região superior (ou basal) dos ventrículos ainda está aberta. Será fechada parcialmente pelo crescimento dos coxins atrioventriculares que, além de crescerem um em direção do outro, desenvolvem-se também para baixo, isto é, em direção ao tabique (septo) muscular que divide a porção inferior do coração em dois ventrícu­los.

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A separação completa ocorre quando se desenvolve o septo membranoso, formado pelo crescimento e pela união das formações chamadas cristas, expansões de uma estrutura que é o esboço das futuros artérias aorta e pulmonar.

A unido dessas cristas com o septo muscular representa a separação definitiva que se estabele­ce entre os dois ventrículos.

DISTÚRBIOS

Se não ocorrer a divisão da cavidade ventricu­lar estabelece-se uma comunicação interventricular, ou seja, um orifício entre os ventrículos.

Como a pressão do sangue nas câmaras esquerdas do coração é maior do que nas direitas; ocorre passagem de sangue nesse senti­do, provocando dilatação do ventrículo direito.

Com o tempo, vão surgindo alterações na dinâmica circulatória, com o conseqüente aumento de pressão na artéria pulmonar e na cavidade ventricular direita.

Essa situação pode chegar a provocar inversão do fluxo espongilíneo, determinando a mistura do sangue venoso com o arte­rial. Nesse caso, a criança poderá apresentar uma coloração azu­lada característica (cianose) na pele e nas mucosas.

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Quando o defeito é de pequena monta, não acarretando pertur­bação da dinâmica circulatória, não existem sintomas; a doença é geralmente descoberta em exame físico de rotina, através da audi­ção, pelo médico, de um sopro ocasionado pela passagem de san­gue através do orifício de comunicação.

Já nos defeitos maiores, quando o orifício é de grandes dimensões, a progressiva dilatação do ventrículo direito pode levar ao estabelecimento de uma insuficiência cardíaca que provoca falta de ar, inchaço, inicialmente dos membros inferiores, mais tarde generalizado, congestões sanguí­neas de diferentes órgãos.

As alterações circulatórias e a insuficiência cardíaca poderão acabar por causar a morte, tendo em mente essas complicações sobre a comunicação Interventricular.

FISIOLOGIA AS PRIORIDADES DOS RECEPTORES

A integração entre o organismo e o meio externo é feita por vários tipos de receptores nervosos comandados pelo sistema nervoso.

As espécies de plantas e animais que hoje povoam a Terra são o resultado de um processo evolutivo começado há cerca de 1 bilhão de anos.

A maioria dos animais distingue-se das plantas por ter a capacidade de locomover-se (embora essa propriedade não seja absolutamente distintiva entre o reino animal e o vegetal), faculdade que lhes permite procurar alimentos ou ambiente propício e defen­der-se das agressões exteriores.

No entanto, para desempenhar qualquer dessas atividades, o animal precisa conhecer o ambiente que o cerca e suas próprias condições: Disso resulta que deve possuir instrumentos que coli­jam informações sobre as condições do próprio organismo e sobre as do ambiente externo.

Para tanto, torna-se necessário que possua um centro capaz de analisar as informações recebidas e outro que esteja destinado a acumular os conhecimentos adquiridos. Esse conjunto é o sistema nervoso.

ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO

Do ponto de vista ana­tômico, pode-se considerar o sistema nervoso dividido em duas partes: sistema nervoso central (SNC) – constituído por cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula espinhal – e uma parte perifé­rica, formada pelos nervos.

Do ponto de vista fisiológico, os ner­vos dividem-se em sensitivos e motores. Os primeiros transmitem informações ao SNC, e os últimos transmitem aos órgãos efetores (músculos, principalmente) o resultado das deliberações do SNC.

A maioria dos neurônios está situada na substância cinzenta do SNC. Os prolongamentos celulares localizam-se em sua substân­cia branca, na qual formam tratos, ou nos nervos periféricos.

Fisiologicamente, os prolongamentos celulares são centrípetos ou centrífugos. Os primeiros levam a informação ao corpo celular: são os dendritos. Os últimos, denominados axônios, levam-na de um cor­po celular a outro ou ao efetor.

FISIOLOGIA PROPRIEDADES DOS RECEPTORES O CÉREBRO HUMANO

Para se avaliar o potencial do cérebro, basta saber que no córtex do homem existem cerca de 10 bi­lhões de corpos celulares.

Eles se interligam por meio de seus dendritos e axônios, de maneira análoga aos elementos dos circuitos elétricos dos computadores eletrônicos.

O maior desses mecanis­mos construídos pesava cerca de 1 tonelada e possuía 1 milhão dê circuitos elétricos. O cérebro humano, com 1 milésimo desse peso, tem 10 mil vezes mais circuitos.

Na medula cerebro spinhal ou em segmentos mais altos do siste­ma nervoso central situam-se os “relês” neuronais. São eles os res­ponsaveis pelo transporte das informações até o cérebro.

Lá elas são percebidas pela parte do cérebro associada à consciência. Transformam-se, então, em sensações que, no fundo, constituem a origem do conhecimento.

A transformação da informação nervosa em sensação ainda é um mistério para a ciência. Não se sabe, por exemplo, por que uma informação transmitida pelo nervo olfativo é percebida como sensação de cheiro, enquanto outra transportada pelo nervo óptico é percebida como sensação luminosa.

Sabe-se, contudo, que cada via nervosa de condução termina num agrupamento de neurônios, o núcleo. Supõe-se, portanto, que o estimulo de determinado nervo resulte num estado de excitação do núcleo central do respectivo nervo.

Essa condição, transforma­da pela consciência num tipo específico de sensação, depende do centro excitado no momento.

SENSAÇÕES VARIADAS

Por hipótese, todas as sensações resultam, de imediato, da atividade nervosa superior, mas essa atividade é provocada pela excitação da terminação nervosa periférica.

No entanto, a consciência deve localizar onde se encontra a fonte da excitação desencadeante da sensação. Por esse motivo, a consciência projeta a sensação percebida num ponto em que, con­forme a experiência vivida pelo indivíduo anteriormente, tudo indi­ca deva estar a fonte da excitação.

Quando se sente dor num ponto qualquer do corpo, a sensação é projetada para esse ponto. Assim também, ao se enxergar um ponto luminoso, a consciência projeta a sensação nesse ponto.

O conceito permite classificar os sentidos em dois grandes grupos: os sentidos exteriores e os interiores. Os primeiros são os sentidos cu­jas sensações são projetadas fora do corpo e, portanto, fornecem informação sobre o mundo exterior: visão, audição, gosto, cheiro, pressão, temperatura e tato.

Os sentidos internos são aqueles cu­jas sensações se projetam no interior do corpo. É por meio desse tipo de sentidos que o ser humano distingue seu corpo do mun­do exterior.

 ANTENAS CUTÂNEAS

Os-receptores são as terminações nervosas periféricas que se especializaram para se excitar com estímulos específicos.

Na pele existem receptores de diversos tipos. Pode-se observar que, em determinados casos, a terminação nervo­sa se verifica de forma livre, isto é, o nervo termina num tecido qualquer. Em outros casos, o nervo termina numa estrutura espe­cial, tal como os discos de Merkel.

Os dois tipos referidos localizam-se na epiderme e estão ligados com as sensações de tato leve ou as sensações dolorosas.

As terminações livres são especialmente abundantes nos locais que apresentam maior sensibilidade dolorosa ou de tato leve, como é o caso da córnea, da bainha externa da raiz dos cabelos.

Na camada mais interna da epiderme encontram-se os corpúsculos de Meissner, aos quais chegam as porções terminais de nervos que conduzem a im­pressão de tato mais forte.

Na camada dérmica há os corpúsculos de Krause e de Ruifini, que entram em contato com as terminações dos nervos responsá­veis, respectivamente, pelas impressões de frio e de calor.

Por fim, entranhados no tecido celular subcutâneo, encontram-se os cor­púsculos de Valer-Pacini, aonde chegam terminações periféricas de nervos. Estas excitam-se quando os corpúsculos que as envol­vem são submetidos a forte pressão.

CLASSIFICAÇÃO E PROPRIEDADES

Os exteroceptores, como os receptores cutâneos, fornecem informações sobre as ca­madas do ambiente em contato mais próximo com o corpo do animal.

Os proprioceptores, representados pelos receptores nervo­sos que se encontram em contato com músculos e tendões, infor­mam sobre os movimentos e a posição do corpo. E as condições das vísceras são informadas graças aos interoceptores.

Mediante o registro da atividade elétrica exercida por fibras iso­ladas, foi constatado, por meio de experiências, que a intensidade da excitação deve ultrapassar um mínimo determinado para desen­cadear um impulso nervoso.

A partir desse limiar mínimo, o resultado de excitação depende da intensidade. Se for baixa, cada estímulo resulta num único im­pulso nervoso. Aumentando a intensidade, verifica-se que cada es­tímulo resulta num conjunto de impulsos.

Constatou-se igualmente que os próprios receptores se acomo­dam, isto é, se um estímulo age continuamente com intensidade constante, o receptor deixa de produzir impulsos nas fibras nervo­sas que dele partem.

VIAS DE CONDUÇÃO

Os corpos celulares dos nervos sensi­tivos localizam-se em gânglios, estando a maior parte destes situa­da ao nível das raízes posteriores dos nervos espinhais. Desses corpos celulares partem expansões que se ramificam em “T”.

Um dos ramos desse “T” dirige-se para a periferia, constituindo assim o nervo. O outro ramo se dirige para um neurônio situado na parte posterior da substância cinzenta da medula espinhal.

O axônio desse neurônio passa para a substância branca, onde vai integrar um dos feixes de substância branca da medula, que se dirige para um núcleo de substância cinzenta da base do cérebro. Deste partem fibras nervosas para o córtex cerebral, onde o impulso ner­voso se transforma em percepção consciente.

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Imagem- cardiocirurgia.com