Conjuntivite Viral, Alérgica e Bacteriana – O que é?

A causa mais comum da inflamação da conjuntiva (ou conjuntivite) é a penetração de um corpo estranho ou de poeira excessiva no olho. A irritação resultante provoca aumento de secreção e afluxo de sangue, que traz leucócitos (células de defesa do organismo), para combate à invasão de germes, e água, requerida pela secreção de muco e lágrimas. Nos casos mais simples, o corpo estranho é removido pelas lágrimas e pelas pestanas para um canto do olho, sendo dali expulso sem maior dificuldade.

Quando a inflamação é mais séria, o afluxo de sangue intumesce a rede de vasos sanguíneos da região e dilata de tal maneira as paredes que daí resulta sensível aumento de permeabilidade. Com a porosidade aumentada, os vasos deixam escapar plasma, líquido incolor do sangue.

As irregularidades ocorridas na superfície da conjuntiva podem forçar a parede subjacente da esclerótica e, assim, descolar a conjuntiva.

A secreção lacrimal, se insuficiente, complementa-se por um muco purulento, gradualmente mais denso e colante, que tende a se acumular no canto do olho. Pessoas com conjuntivite apresentam pela manhã grande acúmulo de remela, muco misturado com pus, que, ao secar, pode unir as pálpebras e impedir-lhes a abertura.

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conjuntivite

Normalmente, nos casos de irritação que conduzem à conjuntivite aguda, a inflamação dura uns três dias apenas e o processo de cura é espontâneo. Mas as deficiências de tratamento oferecem o perigo de complicações, a principal delas com prejuízo para a córnea. A Inflamação prolongada acaba por destruir camadas de tecido da córnea, de onde resulta a chamada úlcera da córnea.

Outra complicação possível é a transformação da conjuntivite aguda em crônica, caracterizada por uma sensação de peso nas pálpebras, irritação, ardor e prurido, leves e permanentes.

Conjuntivite Viral

A conjuntivite é altamente contagiosa. maquiagem, óculos, beijos ou toalhas. O tratamento é feito através do uso de colírios.

Abaixo apresentamos duas variações da conjuntivite: a bacteriana e a alérgica:

Conjuntivite bacteriana

Em geral, a conjuntivite resultante da ação de bactérias tende a afetar apenas um olho. Todavia, se não for curada a tempo, pode estender-se rapidamente ao outro. Mesmo o pneumococo, micróbio da pneumonia, pode atacar a conjuntiva. O estafilococo (que produz lesões como o furúnculo), o gonococo (da blenorragia) e o bacilo da difteria são outros germes capazes de provocar conjuntivite, às vezes em formas gravíssimas, devido às complicações envolvidas.

Na conjuntivite diftérica, as pálpebras incham e endurecem, não se fechando inteiramente. Na conjuntiva palpebral, muito inflamada, formam-se membranas aderentes, que, retiradas, deixam em seu lugar úlceras que podem comprometer seriamente o olho.

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Outras conjuntivites, de curso lento, são caracterizadas pela formação de pequenos nódulos na conjuntiva. Na conjuntivite flictenular, p0r exemplo, desenvolve-se um nódulo róseo, em torno do qual se concentram minúsculos vasos sanguíneos.

Na conjuntivite folicular, das crianças, a conjuntiva não se encontra propriamente inflamada, mas irritada e sensível à luz, o que provoca intenso pestanejamento. Na pálpebra inferior, pode-se notar a formação de pequenos nódulos ou folículos róseos e brilhantes, dispostos em fila.

Finalmente, entre os tipos mais comuns, figura a conjuntivite alérgica, que se manifesta por formações achatadas e brilhantes na parte interior das pálpebras.

Conjuntivite Alérgica

O estado alérgico, em suas várias manifestações, os focos de infecção localizados em outras regiões do organismo, próximas ou distantes, o mau funcionamento digestivo (principalmente no que se relaciona com a constipação intestinal) e doenças crônicas como reumatismo e diabete são alguns dos fatores a serem considerados pelo médico em cada caso particular de conjuntivite.

Além disso, devem ser investigados os hábitos de vida, as condições de trabalho, possível contaminação do ambiente profissional e doméstico, uma possível influência do álcool e do fumo, vícios alimentares, quantidade insuficiente de horas dormidas e o sempre presente fator emocional.

TERAPÊUTICA E PREVENÇÃO

Alguns tipos de conjuntivite podem ser tratados sem auxilio do médico, mas com alguns cuidados básicos. Em primeiro lugar, nunca esfregar os olhos, sobretudo em caso de introdução de corpo estranho. O atrito do corpúsculo, nesses casos, só poderá arranhar outras partes da conjuntiva e mesmo a córnea. Se uma lavagem com água boricada ou uma suplementação de colírio leve às secreções lacrimais for suficiente para remover o corpo estranho, a inflamação regredirá.

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Se estiver encavado ou não puder ser visto, será preciso auxilio do médico, principalmente porque exigirá a eversão da pálpebra superior. A eversão consiste em “virar do avesso” a pálpebra, o que se consegue com o levantamento cuidadoso, seguido do enrolamento por meio de uma torção dos dedos.

Nos casos de conjuntivite bacteriana, que deve ser tratada pelo médico, devem-se tomar precauções para que não ocorra contaminação de outras pessoas. Nesses casos, aliás, as compressas só podem favorecer a proliferação das bactérias e, por isso, devem ser evitadas. O médico prescreverá, provavelmente, colírios à base de antibióticos diversos, conforme o tipo de germe a ser combatido. A aplicação local desses medicamentos eventualmente poderá ser complementada por medicação de uso interno.

Colírio para conjuntivite 

Portanto, a atitude simplista de resolver casos de conjuntivite com qualquer colírio só poderá curar os casos crônicos e os agudos de maior gravidade por mero acaso. Normalmente, o auxilio do médico é indispensável, tanto pela complexidade das causas, como pela exatidão do tratamento a ser observado.

Sobretudo, nunca criar o hábito diário de instilar colírio. Os colírios, em primeiro lugar, são de fórmula bastante variável e alguns, como os de cortisona, para conjuntivite alérgica, só devem ser aplicados sob prescrição do médico.

Quando houver necessidade, em período de maior esforço dos olhos ou maior exposição à luz, ao vento e à poeira, poder-se-á instilar algumas gotas de colírios leves, à base de água de rosas, água boricada e outras substâncias suaves.

O colírio, nesses casos, terá uma função anti-séptica e adstringente (isto é, de constrição dos vasos) passageira e poderá aliviar as conseqüências de atividade excessiva, como em caso de viagem, noite mal dormida, prática esportiva ou excesso de cosmético, no caso de mulheres que pintam cílios e.pálpebras. Colírios mais enérgicos, se mal indicados, poderão provocar maior irritação.

imagem: webmd

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