Contrações do Trabalho de Parto – Dores e Dilatação

No que se refere Contrações do Trabalho de Parto, o período de dilatação é o primeiro período de contrações uterinas regulares. Quando finalmente a abertura do colo se completa, atingindo uns 10 centímetros de diâmetro, as contrações tomam-se mais freqüentes e intensas; segue-se, então, o segundo período, de nominado expulsivo. Como o nome indica, o objetivo agora é a expulsão do feto. O terceiro período consiste na chamada dequitação ou eliminação da placenta. A expulsão da placenta conclui o processo do parto, que, em todo o seu transcurso, resulta das contrações espontâneas do útero, complementadas, no período expulsivo, por contrações voluntárias dos músculos abdominais.

Mecanismos de Contrações do Parto

O istmo uterino é a região quase imperceptível que se localiza entre o colo e o corpo do útero. Na gravidez, essa região sofre acentuadas alterações, principalmente na fase de trabalho de parto, quando passa a se chamar segmento inferior do útero.

Só no início do trabalho de parto é que as alterações anatômicas do segmento inferior são bem perceptíveis, embora comecem a pro cessar-se no terceiro mês de gestação. No trabalho de parto, esse segmento apresenta espessura muito mais delgada que a do restante da parede uterina. Em casos normais, pode ter apenas 2,5 milímetros de espessura; em casos patológicos, pode romper-se.

Depois de cada contração, as fibras musculares do segmento superior, ou corpo uterino, tornam-se mais curtas e mais próximas umas das outras; as do segmento inferior, mais longas e mais distantes. Com isso, a espessura da parede do corpo aumenta, enquanto a do segmento inferior diminui. No decorrer do processo, o corpo do útero se encolhe e a cavidade uterina diminui; o segmento inferior distende-se e a cavidade correspondente fica maior. Diante de tal situação, o feto é impelido mecanicamente para baixo. A dilatação simultânea do colo do útero e da cúpula da vagina cooperam com o mecanismo.

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As contrações uterinas, que presidem a todas essas alterações, não dependem de estímulos nervosos: podem processar-se mesmo quando se pratica a raquianestesia, que bloqueia os estímulos mo tores e sensitivos dos nervos abaixo da cintura.

Isso se deve ao fato de que a musculatura do útero, como a cardíaca, dispõe de marca-passos, isto é, fontes autônomas de impusos contráteis rítmicos. Os marca-passos uterinos localizam-se, um de cada lado, junto ao ponto em que se inserem as trompas.

Como o coração, o útero também apresenta sístole e diástole, isto é, períodos alternados de contração e relaxamento. As contrações, porém, são presididas normalmente por apenas um dos dois marca-passos. A atuação simultânea  anormal  provoca contrações descoordenadas, que prolongam o parto e podem até mesmo impossibilitar o parto vaginal.

A contração leva uns 15 segundos para englobar o órgão todo, pois se propaga a uma velocidade de 2 centímetros por segundo. Apesar disso, a coordenação é tão perfeita que o pico da contração é atingido quase simultaneamente em todos os pontos. Portanto, as contrações são mais curtas nos pontos distantes do marca-passo de que se originam.

Contrações muito repetidas  que ocorrem em processos anormais  interferem na oxigenação do feto. Determinam uma com pressão prolongada da placenta, de modo que a circulação nesta se torna mais vagarosa. Em conseqüência o oxigênio passa mais lentamente pelo sangue fetal. Essa alteração pode acarretar sofri mento fetal, com perigo de lesão de células nervosas. Lesões extensas do sistema nervoso central podem levar à morte do feto.

Dores e Dilatação no Parto

Clinicamente, considera-se iniciado o trabalho de parto quando ocorrem contrações uterinas regulares e freqüentes, sentidas pela gestante.

Durante a gravidez ocorrem dois tipos de contração: as de Caldeyro-Barcia, imperceptíveis e rápidas (uma por minuto) e as de Braxton-Hicks, fortes e lentas (uma por hora), que podem ser percebidas como um “endurecimento” do abdome. No pré-parto, as primeiras começam a desaparecer, enquanto as últimas se intensificam. E as contrações que ocorrem durante o parto nada mais são que as de Braxton-Hicks, mais demoradas, intensas e freqüentes.

A atividade contrátil do útero durante a gravidez seria um longo ensaio para o parto.

A dilatação do colo do útero e a distensão da cúpula da vagina determinam a sensação dolorosa das contrações do parto. As con trações de Braxton-Hicks, bem como as de expulsão da placenta, são indolores porque não repercutem sobre o colo do útero nem sobre a vagina.

Naturalmente, a sensação de dor varia conforme a sensibilidade individual da mulher. Para algumas, as contrações do parto são toleráveis como as cólicas menstruais. Para outras, constituem verdadeiro tormento. Interferem aí fatores culturais e de preparo psi cológico. A serenidade procurada no preparo psicoprofilático do parto eleva bastante o limiar de sensibilidade, o que torna as dores suportáveis.

 

DESENCADEAMENTO DO PARTO

Um elemento essencial para o desencadeamento das contrações é a ocitoclna, hormônio liberado pelo lobo posterior da hipófise. Na gravidez, a ocitocina não atua sobre o útero, por motivos ainda controvertidos. Alguns pesquisadores acreditam que a progesterona. secretada pela placenta, impede a contração uterina. O teor de actomiosina (a proteína contrátil das fibras uterinas) é outro fator determinante do início do parto.

Durante a gravidez, a quantidade dessa proteína aumenta gradualmente no útero. No final da gravidez, as fibras maduras respondem à ação da ocitocina. O estímulo dos marca-passos pela ocitocina desencadeia as contrações, que, por sua vez, estimulam a liberação da ocitoeina, num círculo vicioso.

 

 



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