Convulsão infantil e adulta – Causas, Sintomas e Tipos (Febril)

Convulsão é algo muito mais comum do que imaginamos. Elas são contrações bruscas e involuntárias dos músculos em extensas zonas do corpo. Com muita freqüência as convulsões são acompanhadas de perda dos sentidos.

Tipos de convulsões

Ao todo, são mais de 40 tipos de convulsões já descritas. Abaixo apresentamos alguns tipos:

Convulsão febril: quando a temperatura corporal aumenta rapidamente, desencadeando um processo de convulsão tônico-clônica generalizada.

Dividas com base no cérebro:

  • Convulsão parcial/focal – ocorre após uma descarga que envolve apenas uma região do cérebro.
  • Convulsão generalizada – ocorre quando os dois lados do cérebro são afetados.

Divididas pelas contrações:

  • Convulsões tônicas: são as que dão contrações duráveis, com verdadeira rigidez dos músculos, que estão contraídos, mas não movem a parte afetada.
  • Convulsões clônicas: são as que produzem movimentos bruscos e intermitentes da parte afetada.

Convulsão pode matar?

Muito raramente a convulsão pode matar. Quando o indivíduo tem convulsões repetitivas, ou quando engasga com vômitos ou choca sua cabeça fortemente ao chão.

Convulsão

Tem cura?

A maioria dos casos não há cura, mas sim tratamento. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos.

Sintomas de Convulsão

A convulsão começa geralmente em forma brusca. Não obstante, podem observar-se com certa freqüência sintomas que precedem o ataque e o anunciam tais como agitação, pequenas contrações involuntárias dos músculos da face, delírio, etc. Repentinamente a criança empalidece, perde os sentidos, revira os olhos para cima e a cabeça para trás, pondo todo o corpo rígido, habitualmente com os bracinhos flexionados. A respiração pode estar suspensa nesse momento e a pele assumir cor azulada.

Às vezes, ao começar há um grito. Amiúde há perda involuntária de urina e matéria fecal. Depois de curto período de contração tônica (que para os circunstantes parece longuíssimo) aparecem habitualmente as convulsões clônicas, com movimentos desordenados dos olhos, trejeitos e ranger dos dentes (se a criança já os tem), que se estendem depois aos membros superiores, onde se observam movimentos rápidos de extensão e flexão dos antebraços, e depois ao resto do corpo.

A contração intermitente dos músculos respiratórios e da glote torna a respiração entrecortada e difícil, aparecendo amiúde sinais de asfixia. Depois as convulsões cessam, a respiração se regulariza e geralmente a criança dorme, esgotada pelo ataque. Há formas parciais em que as convulsões afetam somente alguns grupos musculares mas se acompanham da perda dos sentidos e da palidez própria destes estados. A convulsão pode repetir-se.

Causas de convulsão infantil

Idade. A maioria dos casos se produzem no primeiro ano da vida. São menos freqüentes depois do terceiro ano. Herança. Os filhos de pais nervosos, ou alcoólatras, ou epilépticos, apresentam com maior facilidade convulsões infantil. Enfermidades. A diminuição do cálcio no sangue pode, além de provocar os espasmos chamados tetania, predispor aos ataques convulsivos típicos.

Assinalaram-se também como predisponentes o raquitismo, a sífilis hereditária, as anemias, a alimentação deficiente, a chamada diátese neuropática, a dentição, etc.

Causas mais frequentes

a) A causa mais frequente é o começo de uma enfermidade com febre alta: escarlatina, sarampo, inflamação do ouvido, encefalite, pneumonia, rinofaringite, etc.

b) Seguem-se em frequência, como causas, os transtornos do tubo digestivo produzidos por alimentação inadequada ou excessiva (indigestão) ou infecções intestinais, como a enterocolite.

c) As convulsões são às vezes uma manifestação de alguma afecção cerebral: meningite, encefalite, tumores cerebrais, abscessos, hemorragia, epilepsia, etc.

d) Outras vezes uma intoxicação por substâncias formadas pelo próprio organismo (uremia) ou trazidas do exterior (mãe que fumou, ou tomou bebida alcoólica, estricnina, beladona, etc.)

e) Causas reflexas: parasitas intestinais, fimose (estreitamento do prepúcio), corpos estranhos nos ouvidos, no nariz ou no tubo digestivo.

f) Não esquecer que as convulsões podem dever-se ao tétano. Podem, também, observar-se convulsões em quase qualquer enfermidade grave quando se aproxima de um fim desfavorável. Lembrar que em elevada porcentagem de casos a convulsão na criança não tem gravidade.

 

Causas de convulsões no adulto

A epilepsia é uma das mais freqüentes. Quando não têm essa origem, podem dever-se a uremia, a afecções do cérebro (tumores ou abscessos cerebrais, meningite, traumatismos do crânio), a intoxicações (por estricnina, alcoolismo agudo crônico, beladona, etc.), a enfermidades infecciosas (tétano, raiva, etc.).

A chegada de muito escassa quantidade de sangue ao cérebro na enfermidade chamada Stokes-Adams, pode causar convulsões. Em uma mulher com gestação avançada ou no momento do parto ou pouco depois dele, a causa mais freqüente de acessos convulsivos é a eclampsia. Descrevemos já o ataque de histeria em que podem produzir-se convulsões. Para os sintomas dos acessos convulsivos, ver “epilepsia”, no índice geral alfabético.

 



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