Coqueluche: Prevenção, Vacina, Tem cura? Diagnostico e Tratamentos

coqueluche

Conhecida como “tosse comprida’: não representa grave perigo, sendo contudo temida pelos violentos acessos de tosse que provoca.

COQUELUCHE

A coqueluche é uma das famosas “doenças da infância’ conhecida e temida há muito tempo. Mas foi só em 1906 que dois cientistas dedicados à pesquisa médica conseguiram pela primeira vez isolar e cultivar em laboratório o Haemophilus per tussi, microrganismo que causa a coqueluche.

Durante um acesso de tosse, pode-se hoje colher com relativa facilidade amostras do material infectado, para submeter a exame. A cerca de 10 cm da boca do doente, expõe-se uma placa de vidro revestida por uma mistura especial.

Com as gotículas de saliva (perdigotos) eliminadas na tosse, saem também alguns dos bacilos instalados nos órgãos respiratórios. A mistura especial contida na placa compõe-se de agar, uma gelatina obtida de algas marinhas, batata e sangue (de homem, carneiro ou coelho). Nesse meio, criam-se as condições ideais para o desenvolvimento e multiplicação das bactérias.

O Haemophilus pertussi é um cocobacilo, pequena bactéria semelhante a um grão de arroz. Não consegue movimentar-se sozinho e não resiste muito tempo no ambiente externo. Mas, ao penetrar no organismo, cresce e prolifera nas mucosas que revestem a laringe, a traqueia, os brônquios e os bronquíolos.

O bacilo da coqueluche invade o organismo por meio ao ar inspirado, onde se espalhou com a tosse; ou por meio da fala do doente, levado pelas gotículas de saliva. As mucosas da árvore respiratória, irritadas, respondem com uma reação inflamatória e com abundante secreção de muco, ou seja, catarro.

À medida que os minúsculos organismos morrem e se desagregam, é liberada uma toxina. Substância particularmente venenosa, essa toxina lesa as paredes dos órgãos respiratórios e irrita as terminações nervosas que suprem essa área. E é com a irritação que se desencadeiam os acessos de tosse espasmódica.

OS SINTOMAS

O bacilo da coqueluche não ataca logo, quando penetra na árvore respiratória. Fica uns 10 ou 15 dias incubado, sem que nenhum sintoma apareça. A irritação das mucosas provoca então sintomas semelhantes aos de uma gripe banal – um pouco de febre, corrimento nasal, olhos avermelhados e lacrimejantes.

A criança tosse um pouco, uma tosse úmida e com catarro: é o período catarral. Após seis ou sete dias, aparecem finalmente os sintomas bem característicos, que identificam sem dúvida a coqueluche. A tosse torna-se mais seca, insistente e irritante.

Depois de duas semanas, começa o período ainda mais característico. que justifica o nome popular de tosse comprida. Ocorrem acessos em que a tosse se prolonga e se repete cinco, seis e até dez vezes consecutivas. A criança retém a respiração e inspira profundamente, procura retomar o fôlego e se cansa com o enorme esforço.

A laringe estreita-se, num espasmo. Ao passar por ela, o ar produz um ruído alto e estridente. Durante’os acessos, principalmente os multo violentos, a pele fica arroxeada; a respiração difícil torna deficiente a oxigenação do sangue. Os acessos de tosse aparecem com frequência, intensidade e duração variável de uma criança para outra.

Em geral surgem de modo imprevisto, mas muitas vezes são desencadeados pelo choro, emoção intensa ou esforço físico. E comum que a crise se resolva logo, a tosse vá se acalmando e desapareça. O doente volta ao normal, como se nada houvesse sucedido.

Acessos violentos, que aparecem com o esforço de deglutição dos alimentos, podem às vezes desencadear vômitos. O período dos acessos de tosse, chamado convulsivo, dura várias semanas. No início, as crises são mais intensas e pouco a pouco vão diminuindo em frequência e intensidade.

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IDENTIFICAÇÃO DA COQUELUCHE

No período inicial. a coqueluche se confunde facilmente com uma simples gripe. Isso muitas vezes impede o diagnóstico e permite a difusão da doença. Quanto mais cedo se fizer o diagnóstico, melhor, porque a criança pode ser isolada logo. Evita-se assim o contágio.

Através do exame clínico, o médico pode observar alguns sinais que caracterizam a coqueluche. antes das manifestações mais típicas. O aspecto congestionado da pele do rosto, pequenas lesões no freio da língua, ou ligeiras hemorragias que avermelham o branco do olho, são características da coqueluche.

Há formas mais leves de coqueluche, em que a tosse, ainda que se prolongue, não é particularmente violenta nem convulsiva. Em formas bem benignas, às vezes só aparecem espirros periódicos, sem a tosse. Isso dificulta o diagnóstico.

Em recém-nascidos é mais difícil ainda identificar a coqueluche, porque as crises de tosse são raras. Nesse caso, o perigo é maior que no caso de crianças maiores, porque há o risco de serem atacados os pulmões e originar-se uma complicação bronco pulmonar, sem constatar-se a doença.

VACINA E TRATAMENTO

A partir de um ou dois meses de vida, a criança pode ser vacinada. A vacina é dada junto com a de diferia e tétano (vacina tríplice), em três doses, com intervalo de 4 semanas entre uma e outra. E se houver possibilidade de contágio pode ser aplicada também uma dose de reforço.

Se a coqueluche se manifestar em crianças muito pequenas, que ainda não foram vacinadas, será controlada e amenizada com a administração de gamaglobulina, uma proteína básica do sangue. A gamaglobulina preparada em laboratório contém elevada concentração de anticorpos, que aumentam a resistência do organismo contra a virulência do ataque.

Mais recentemente tem-se tentado o uso da globulina hiper-imune contra coqueluche, obtida do soro de convalescente. Quando a doença está em evolução, o tratamento procura limitar a ação da bactéria. Para isso; são usados antibióticos que combatem diretamente o bacilo.

Drogas que contém cortisona são indicadas por alguns médicos para diminuir a exagerada reação inflamatória dos tecidos bronco pulmonares. A orientação médica é sempre indispensável. Se a reação inflamatória não for combatida, os pulmões enfraquecidos poderão ser atacados por vírus ou outras bactérias.

E então o processo se complica e pode surgir uma pneumonia ou broncopneumonia. A violência dos acessos de tosse pode ser combatida com sedativos. Os tranquilizantes também são úteis, para atenuar a tensão nervosa, que torna a crise mais violenta.

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