Degeneração da Placenta – Causas, Tratamentos e Dicas

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Causada por distúrbios na rede vascular feto-placentária, essa alteração torna praticamente impossível a sobrevivência do feto.

DEGENERAÇÃO DA PLACENTA

No fim do primeiro mês da gravidez, já são observáveis pequenos vasos no interior das vilosidades coriais da placenta. Sua formação inicia-se nesse local, como também o aparecimento dos primeiros glóbulos vermelhos do organismo embrionário.

Rapidamente expande-se a rede vascular das vilosidades, que em pouco tempo invade o cordão umbilical. Ocorre então a conexão dos vasos do organismo do embrião com a recém-formada circulação dessas vilosidades. A circulação feto -placentária está concluída.

Um “desvio” que ocorra na complexa sincronização dessas transformações é suficiente para originar um distúrbio catastrófico. A ausência de vasos no interior das vilosidades coriais – decorrente de um mecanismo ainda obscuro – impede a remoção dos líquidos absorvidos pelas vilosidades.

Em consequência, elas se tornam inchadas, assemelhando-se a bagos de uva. Secundariamente dá-se a proliferação das células do trofoblasto, que “encapam” as vilosidades. Forma-se a mola hidatiforme, denominação técnica que significa “massa carnosa com pequenas bexigas.

O processo implica a degeneração das vilosidades coriais e, por consequência, da placenta. Nessas condições, a sobrevivência do feto é quase impossível. Excepcionalmente um feto viável coexiste com a degeneração placentária.

FALSA GRAVIDEZ

O teste de gravidez foi positivo. Mas após três meses a mulher nota uma diferença em relação às gestações anteriores: o enjoo torna-se cada vez mais forte. Seguem-se o aumento exagerado do abdome e uma pequena hemorragia que vai se avolumando.

Inquieta, a mulher procura o médico. Medindo a altura do útero, ocorre ao ginecologista perguntar se, além de coágulo, não haviam sido eliminadas bolinhas semelhantes a uvas. Mesmo diante da negativa, o médico prossegue na suspeita.

A medida do útero demonstrou um volume correspondente à gravidez de mais de cinco meses, apesar de o atraso menstrual ser muito mais recente. Não foram percebidos os membros do feto durante apalpação. Também os batimentos cardíacos fetais não foram ouvidos.

Para confirmar com segurança as conclusões clínicas, agestante é submetida a uma radiografia do abdome. A chapa não acusa a presença do esqueleto da criança. Confirma-se então o diagnóstico. E uma mola hidatiforme. e o embrião certamente já foi absorvido.

No hospital foi administrado à falsa gestante um medicamento capaz de provocar contrações uterinas. E o resultado do falso parto foi um colossal “cacho de uvas

VIGILÂNCIA CONSTANTE

O exame periódico de gonadotrofina é a medida mais importante nos casos de mola hidatiforme. Esse hormônio é secretado pelo trofoblasto tanto na placenta normal como no trofoblasto alterado da mola. Na maioria dos casos, o exame fica negativo depois de uma ou duas semanas.

Outras vezes, porém, pode registrar-se positividade do exame até um ano após a eliminação da mola. Tem muito valor para a orientação clínica o teor quantitativo do exame. Quando a sequência dos exames mostra que a concentração de gonadotrofina na urina diminui, está se verificando a regressão normal do distúrbio.

Exames positivos após uma série de resultados negativos ou a determinação de quantidades crescentes de gonadotrofina urinária assinalam a possibilidade de uma grave transformação da mola hidatiforme: Aparece o corioepitelioma, tumor maligno com origem no trofoblasto, que pode invadir rapidamente o organismo, por metástases.

No processo de invasão pode-se verificar a perfuração do útero, e o trofoblasto aflora a sua superfície externa. Quando isso ocorre, é comum a hemorragia abundante. Esse distúrbio faz necessária a imediata retirada do útero, o que resolve o problema.

Fontes:

1, 2

Imagem: tuasaude.com



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