Dermatite de Contato pelo Trabalho e Alergia: Causas e Sintomas

Há pessoas que, no trabalho, se expõem à ação de certos elemen­tos ou agentes vivos, como germes, drogas, alimentos e substân­cias químicas alérgenas (ou seja, que causam reação alérgica). A manipulação ou o contato obrigatório desses elementos com a pele dos indivíduos pode causar afecções cutâneas tão intensas que muitas vezes obrigam até ao afastamento temporário do serviço.

Profissionais que podem pegar Dermatite

Encontram-se dermatites profissionais entre os trabalhadores das mais variadas profissões. A lista desses trabalhadores á muito extensa: pedreiros e empregados de indústrias de cimento (expos­tos a cal, areia, gesso e outros materiais); empregados em indús­trias mecânicas e de automóveis (óleo, graxas, lubrificantes, benzi­na, gasolina, querosene): marceneiros e carpinteiros (terebintina, anilinas, madeiras, zarcão, vernizes)

Outros profissionais são os fotógrafos (fixadores, revela­dores, anilinas); operários de indústrias químicas e de corantes, pintores, manipuladores de produtos de laboratório (anilinas, ver­nizes, tintas, laca, resinas, aguarrás); cabeleireiros, manicuras (xampus, fixadores, acetona, esmaltes); eletricistas (borracha, fita isolante, óleos minerais, alumínio, cobre): médicos, dentistas e ou­tros que exercem profissões sanitárias (desinfetantes, antibióticos, sulfas).
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Onde é possível pegar Dermatite de Contato

Jardineiros que se sensibilizam ao contato com plantas, traba­lhadores de indústrias de sabão, sabonetes, solvente, tintas, tecidos (sobretudo os sintéticos), resinas, plásticos, ou ainda trabalhado­res que têm de usar botas ou vestimentas especiais todos esses profissionais estão sujeitos a dermatites.

Também nos serviços domésticos há uma série de possíveis cau­sadores de afecções da pele. Inseticidas, ceras, detergentes, soda, água-de-lavadeira, polidores, esponjas, ferro de passar, panelas ni­queladas e cromadas, plásticos, e mesmo flores, frutas e legumes podem, na dependência da sensibilidade do indivíduo, aumentar o número dos responsáveis pelas dermatites.

Na maioria dos casos, as alterações limitam-se à região da pele onde se deu o contato com a substância que provoca a reação. Algumas vezes, no entanto, o alérgeno é absorvido através de uma le são, dissemina-se pela circulação do sangue e provoca o apareci­mento de lesões em outras partes do corpo que, aparentemente, não tinham qualquer relacionamento com o foco de origem.

Sintomas das Dermatites de Contato

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Vermelhidão, coceira, in­chaço e formação de bolhas são os primeiros sinais. Se a exposi­ção ao alérgeno for prolongada, pode ocorrer um engrossamento da pele, além do aparecimento de rachaduras. Quando o prurido é intenso, são comuns as marcas deixadas pelo ato de se coçar.

Há substâncias capazes de causar uma dermatite de contato não por um mecanismo alérgico, mas pela ação irritante que exercem sobre a pele.

A irritação, em tal caso, seria resultado de fatores físicos ou químicos, sem que estivesse implicado com freqüência e obrigato­riamente um processo imunológico.

O diagnóstico éfeito com base na história do paciente: as condi­ções de vida, antecedentes alérgicos pessoais e familiares, o exame físico e, finalmente, a localização da distribuição das lesões pelo corpo. Se for necessário, serão fritos exames que revelem a existên­cia ou não de alérgenos. O levantamento de tais dados se faz ne­cessário para que se indiquem os processos adequados de trata­mento e se obtenham garantias em relação à cura.

Prevenção das Dermatites de contato

A prevenção das dermatites de contato consiste, sobretudo, no emprego de luvas ou roupas protetoras, ventilação adequada, uso de cremes protetores. Outra medida eficiente seria, quando possível, o afas­tamento dos alérgenos.

Finalmente, poderá ser tentado o chamado processo de dessensibilização. Injetam-se na pele substâncias obti­das dos alérgenos – ou não relacionadas especificamente a eles – em doses progressivas, conforme a tolerância do paciente. O método visa a atenuar ou a suprimir a capacidade de reação do in­divíduo frente às substâncias que lhe causam a alergia.

Além disso, podem ser usados diversos medicamentos que são destinados a combater os sintomas locais das dermatites de contato: pomadas, loções e dro­gas administradas por via oral diminuem a reação inflamatória que se manifesta na pele.

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