Dermatologia – O que é? Como funciona? É perigoso?

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Essa afecção da pele, causada por um ácaro, pode constituir o foco inicial de doenças graves, como a glomerulonefrite.

A sarna é também conhecida por escabiose, que deriva do nome científico de seu agente causador: o Sarcoptes scabiei, um ácaro minúsculo mas com capacidade de reprodução espantosa:

Um ca­sal é capaz de produzir aproximadamente 2 milhões de descendentes num período de três meses.

O Sarcoptes scabiei é conhecido como agente parasitário do homem desde 1834. Os ácaros são aracnídeos (arakhne, aranha) do ramo dos artrópodes.

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As lesões da sarna localizam-se em várias partes do corpo: axi­las, abdome, aréolas mamárias, nádegas, punhos, região pubiana e região interdigital da mão. Excepcionalmente, e mesmo assim só em crianças, são atingidos o pescoço e aface.

O sintoma mais importante é o prurido, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa. Em indivíduos que nunca tiveram sarna an­teriormente, esse sintoma manifesta-se cerca de um mês após a in­festação.

Nos casos de reinfestação, o prurido é imediato, pois es­ses pacientes já estariam sensibilizados à escabina, substância pro­duzida pelo parasita e que provocaria a reação alérgica responsável pela coceira.

Neste artigo falaremos sobre Dermatologia- O que é? Como funciona? É perigoso?.

Dermatologia- O que é? Como funciona? É perigoso?

DERMATOLOGIA- TÚNEL CUTÂNEO

Na estrutura de propagação dos ácaros, a fêmea desempenha papel preponderante. O macho morre lo­go após a cópula e a fêmea fecundada procura então um lugar pa­ra realizar a postura dos ovos. E se esconde debaixo da pele humana, nos lugares onde esta é mais delicada ou apresenta dobras.

Pe­netra então na pele, caminhando e escavando um túnel À medida que avança nesse túnel, vai pondo ovos. Apesar de seu tamanho que avança, vai

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pondo ovos, chegando a produzir 2 milhões de larvas em 3 meses. minúsculo, a fêmea consegue abrir uma galeria de uns 3 centíme­tros de comprimento.

É a galeria ou túnel catabiótico, lesão mais característica da sarna. No fim de mais ou menos 10 dias, a fêmea morre; 3 dias após a postura, os ovos libertam-se, perfuram a pa­rede do túnel e emergem na superfície da pele.

As lesões da sarna podem constituir uma porta de entrada para infecções bacterianas. Em muitos casos foram consideradas como o foco inicial de doenças graves como a glomerulonefrite aguda.

Além disso, a longa permanência de lesões escabióticas pode pre­judicar a pele e alterar sua estrutura normal, levando a sérias e graves modificações.

O contágio se dá quando a fêmea fecundada passa de um indivíduo infestado para um são. O aspecto das lesões, bem como a existência dos pequenos túneis e sua localização, constituem dados pa­ra o diagnóstico.

A existência de outros casos em membros da fa­mília ou em pessoas que costumam frequentá-la é também um da­do importante.

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Às vezes, essas informações são bastante precárias, persistindo a possibilidade de se confundir a sarna com outras afecções que podem atingir apele, Assim é recomendado um maior estudo sobre a Dermatologia.

SOL E DDT

Uma medida higiênica como o banho morno com água e sabão facilita a ruptura das vesículas e dos túneis. Des­sa maneira as larvas e os ovos ficam expostos à medicação.

Esta consiste em aplicações locais com diversas substâncias medica­mentos. Para garantir melhores resultados, as aplicações são feitas durante três noites consecutivas.

A cama e o colchão do paciente e dos familiares devem ser pul­verizados com DDT, as roupas pessoais e de cama devem ser fervidas e, em seguida, expostas ao calor do sol durante longo período de tempo ou passadas aferro.

Pode acontecer de a pessoa continuar se coçando, apesar de eu-rada. Esses casos não são raros, e constituem o chamado prurido mnemônico (mneme, memória), em que o paciente continua se co­çando por hábito.

O PERIGOSO PINGUE-PONGUE

Asilos, quartéis, fave­las e hotéis são os pontos prediletos do Sarcoptes scabiei. Embora o contágio seja possível a partir de animais domésticos, praticamente todos os doentes adquirem a sarna a partir do contato com outros doentes.

Disso decorre a enorme importância de uma prevenção adequada que possa impedir o contágio e a maior propagação da doença.

Uma medida preventiva importante consiste em tratar ao mes­mo tempo todas as pessoas atacadas numa mesma família ou cole­tividade e ter muito cuidado para que não haja contato entre os doentes e os que permaneceram sãos.

Isso porque se uma delas continuar infestada poderá contagiar novamente as demais, consti­tuindo o que se chama de “escabiose em pingue-pongue

A melhoria das condições de higiene e limpeza constitui outra medida profilática de grande importância para o combate à sarna.

Tal medida, no entanto, ultrapassa o âmbito exclusivamente médi­co, pois implica também mudanças nas condições sócio-econômicas das classes menos favorecidas, assim, sendo recomendado exames na área de Dermatologia.

ENDOCRINOLOGIA OS HORMÔNIOS

O sistema produtor de hormônios perfeitaça, nente hierarquizado; oposto mais alto e importante é ocupado pela glândula hipófise, que funciona em íntima conexão com o sistema nervoso.

Existem glândulas endócrinas e exócrinas. Estas liberam secreções, através de condutos, para fora do organismo. E o caso das sudoríparas e das salivares, por exemplo.

As endócrinas, também chamadas de secreção interna, produzem os hormônios lançados diretamente no sangue e por meio do qual alcançam todas as par­tes do organismo.

Por isso influem com especificidade sobre as funções de certas células ou sistemas. São agentes de correlação e integração do organismo, estimulando a atividade celular.

GLÂNDULAS

As diferentes glândulas endócrinas formam o sistema endócri­no, pois o funcionamento de todas elas se realiza mediante uma in­terdependência e, em condições normais, dentro de certo equilí­brio.

Esse sistema tem variadas funções fisiológicas, de importân­cia muitas vezes vital. Exercem funções metabólicas, sexuais, de adaptação e resistência orgânica.

As principais glândulas do sistema são a hipófise, a tireoide, as paratireóides, as supra-renais, o pâncreas – que é simultaneamente endócrino e exócrino -, as gônadas, além do timo e da epífise, cujas funções ainda não se encontram perfeitamente pesquisadas e definidas.

As funções hormonais variam dentro de certos limites. Uma vez ultrapassados os limites máximos ou não atingidos os mínimos, podem surgir estados patológicos, que são a consequência dessas Variações anormais.

Conhecer essas informações é importante para Dermatologia.

O CONTROLE DA HIPÓFISE

Existem glândulas como a hipófise, cujo funcionamento está em íntima conexão com o sistema nervoso. Compreende-se, então, por que certas doenças nervosas afetam todo o funcionamento endócrino, já que a hipófise, entre outras funções, controla as demais glândulas.

Todos os membros do sistema endócrino “informam” regularmente a hipófise sobre suas atividades. E ela, por sua vez, produz hormônios tráficos – “alimentares” – que controlam a estrutura e as funções dessas diversas glândulas.

A hipófise toma conhecimento da situação por meio do feed back control (controle por re­trô alimentação do sistema), mecanismo que possibilita à hipófise o entendimento da informação e providencia o que for necessário para a perfeita regularização do funcionamento das glândulas.

O hormônio tireoidiano, por exemplo, ao passar pela hipófise, é como que “medido” por ela. Se houver carência dessa substância, a hipófise aumenta rapidamente a produção de hormônio tireotrófico (TSH), estimulando a tireoide a trabalhar mais.

Se houver excesso, a hipófise deixa de estimular a tireoide, que diminui, então, sua produção. Esse processo é cíclico e ocorre com todas as glândulas do sis­tema endócrino.

Toda vez que a concentração de um hormônio no sangue varia, a hipófise se incumbe de dosá-la, fabricando ou dei­xando de fabricar o hormônio em questão.

O COMPORTAMENTO DOS HORMÔNIOS

Os hormônios agem, provavelmente, ao nível dos genes, ou seja, ao nível do ADN (ácido desoxirribonucléico), que está armazenado no núcleo

da célula Os genes – que não são mais que ADN – têm duas funções: a manutenção do mesmo patrimônio hereditário, quando uma célula se divide em outras, e o funcionamento celular.

Os genes, e portanto o ADN, carregam informações necessárias à vida e às funções celulares. Essas informações são transferidas para outro ácido nucleico, o ARN (ácido ribonucleico), que se encarrega de transportá-las do núcleo ao citoplasma, de tal modo que, atingindo alguns pequenos grânulos (os ribossomos), se dê a fabricação das proteínas.

E uma vez que as enzimas também são proteínas, todo o metabolismo das células acaba por estar sob o controle direto dos genes.

De acordo com uma teoria moderna – e que é atualmente a mais aceita -, os hormônios, ao penetrar na célula, exerceriam sua ação sobre os cromossomos situados no nú­cleo, onde se encontram os genes.

Ignora-se qual seja o processo dessa ação, mas sabe-se que nes­se momento a cadeia espiralada de ADN “desenrola-se” (desespi­ralização), fabricando o ARN.

Este é o “mensageiro” (ARN) porque, recebendo as informações do ADN, leva-as por meio do citoplasma até as estruturas identificadas por ribossomos. Nesse ponto ele coordena a fabricação das proteínas e das enzimas.

Neste artigo falamos sobre Dermatologia- O que é? Como funciona? É perigoso?

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Imagem- mulhersemphotoshop.com.br