Deslocamento de Retina – Causas, Tipos e Tratamentos – Cirurgia

Muitas vezes a retina se afasta da coroide, prejudicando a visão. O deslocamento de retina só pode ser corrigido por intervenção cirúrgica adequada.

O olho humano é envolvido por três camadas: a esclerótica, a coroide e a retina, de fora pare dentro. As três formam o globo ocular, que é preenchido por uma substância translúcida e gelatinosa, chamada humor vítreo.

A coroide, a esclerótica e a retina não estão ligadas, mas apenas justapostas e perfeitamente ajustadas. O descolamento consiste na separação – ou desajustamento – entre a coroide e a retina. Esta última camada é muito importante para os olhos porque está ligada ao nervo óptico e constitui a unidade fundamental do processo visual.

É a retina que percebe as imagens exteriores, transformando-as em estímulos nervosos, que são captados pelo cérebro para que o observador possa vê-Ias. Diante de funções tão importantes, o descolamento da retina pode apresentar gravidade. E se não for tratado a tempo, pode inclusive conduzir à cegueira total. A maior parte dos casos de descolamento da retina verifica-se em adultos. Contudo, também podem ocorrer em crianças e jovens, em menor proporção.

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Causas

Mesmo não sendo possível fixar uma relação direta entre alterações no metabolismo do corpo e o descolamento retiniano – isto é, aquelas alterações não são causadoras normais do distúrbio -, verifica-se que os descolamentos surgem com certa freqüência nos casos de hipertensão; alterações renais e outras. Por outro lado, as doenças crônicas ou agudas da retina podem provocar alterações, entre as quais está incluído o descolamento.

descolamento de retina

Tipos de deslocamento

Distinguem-se para efeitos clínicos duas categorias de descolamento da retina: o  primário, e o secundário. Chama-se de primário o descolamento que não foi provocado por uma enfermidade propriamente dita. As formas mais comuns de descolamento primário são observadas frequentemente nos casos de miopia intensa.

Os descolamentos secundários são os que decorrem de doenças, infecções, traumatismos ou tumores.

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Diagnóstico e Tratamento de deslocamento de retina 

O exame do fundo de olho, com o auxílio do oftalmoscópio, mostra claramente os descolamentos mais avançados da retina. Aparecem como uma mancha cinza-claro, opaca e pregueada, com tendência a aumentar se não for tratada a tempo. Às vezes, a progressão dos descolamentos é muito rápida. Nos casos mais avançados, nota-se um grande abaulamento da retina, que pode encobrir uma boa parte do fundo do olho, onde se situam porções importantes do órgão visual. A retina descolada poderá cair, tapando a papila, a mácula ou a fóvea central, estruturas fundamentais para a visão.

O único tratamento eficaz para o descolamento da retina é a cirurgia. As várias operações para corrigi-lo seguem, praticamente, a mesma orientação: a de provocar a inflamação da coroide (coroidite). Essa inflamação tende a “soldar” a coroide à retina, quando entra em fase de cicatrização.

A eletrocoagulação (por meio de eletricidade) e a diatermocoagulação (coagulação por meio de calor) foram até bem pouco tempo atrás as técnicas mais empregadas nessas operações.

Atualmente, porém, utiliza-se – com muito sucesso – o fotocoagulador, aparelho que emite um raio luminoso muito intenso, capaz de produzir uma coroidite, sem apresentar alguns dos inconvenientes que existem no processo clássico da diatermocoagulação.

Raio Laser

Mais recentemente ainda, foi iniciado o uso dos raios laser. O equipamento fornece um feixe luminoso de grande intensidade, que, atravessando uma ‘lente “de rubi ou gasosa (de gás neon), é aplicado no olho. Numa fração de segundo, o laser produz os mesmos efeitos dos aparelhos tradicionalmente usados. Uma das características do laser é a sua capacidade de atravessar os corpos transparentes sem danificá-los, graças à formidável concentração de luz. A aplicação do laser destina-se também a produzir a inflamação da coroide, eliminando o descolamento.

Qualquer desses procedimentos cirúrgicos não acarreta nenhuma conseqüência ou complicação nos olhos do paciente. As feridas cirúrgicas cicatrizam-se rapidamente, sem maiores danos. Com os métodos clássicos de cirurgia são curados, grosso modo, cerca de 50% dos casos de descolamento da retina. Com os novos equipamentos (fotocoagulador ou raios laser), o índice de resultados positivos melhorou ainda mais.

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