Desnutrição e Anemias Na Infância – Sintomas, Características e Saúde

desnutricao-e-anemias-na-infancia

As lesões cerebrais provocadas por carência de proteínas e calorias, nos três primeiros anos da vida, são irreversíveis.

Desnutrição e Anemias Na Infância

A função nutritiva é representada pela transformação de substâncias minerais e orgânicas – os alimentos – em tecidos do organismo. Os alimentos devem ser ingeridos em quantidade e qualidade adequadas às necessidades do indivíduo.

Nas crianças, o alimento deve promover crescimento e desenvolvimento. E a desnutrição é produzida pela assimilação deficiente, por parte do organismo, dos diversos componentes do complexo nutritivo. Mas se o que existe é a carência de um ou mais elementos do complexo nutriente, com perda das relações quantitativas normais entre uns e outros, surge a má nutrição.

Quando na dieta substituam-se alimentos ricos em proteínas (carnes, ovos, leite) por alimentos ricos em hidratos de carbono (arroz, farinhas etc), a ingestão calórica permanece em níveis adequados, mas instala-se a carência de proteínas. Verifica-se assim uma das formas de má nutrição, porque as proteínas representam material insubstituível e fundamental para o crescimento e reconstrução orgânicos.

As necessidades médias de proteínas diárias variam de acordo com a idade e são, na criança, superiores às do adulto. Assim, uma criança de seis meses necessita de cerca de 4 gramas de proteínas diárias por quilo de peso; uma criança de cinco anos, de cerca de 3 gramas; um adulto, 2 gramas.

Os hidratos de carbono constituem a fonte de energia mais comum e mais barata, de fácil digestão e absorção desde as primeiras horas de vida. Constituindo fator de economia de proteínas, o papel desempenhado pelos hidratos de carbono no crescimento é fundamental, embora indireto.

As gorduras, além de fornecer energia, contribuem para a reconstituição do organismo: são veículos de algumas vitaminas e dão sabor à dieta. Já para a formação de novos tecidos, a criança necessita ingerir cerca de doze sais minerais em quantidades adequadas.

Os mais importantes são: cálcio, fósforo, magnésio (formação do tecido ósseo), potássio, ferro (formação da hemoglobina dos glóbulos vermelhos), iodo (formação do hormônio tireoidiano, ligado ao crescimento).

DEFICIÊNCIAS

Há dois grandes mecanismos que respondem pelo aparecimento k desnutrição. Um é constituído pela deficiência alimentar primária, quantitativa ou qualitativa, que leva à desnutrição primária. Outro é representado pela deficiência alimentar secundária, resultante de diversas causas: doença do aparelho digestivo, infecções, doenças do metabolismo, distúrbios psíquicos e hepatopatias.

Nos países subdesenvolvidos, predomina a forma primária de desnutrição. Inicialmente a dieta é equilibrada (leite de peito), mas insuficiente em quantidade.

Cessado o aleitamento materno, a dieta passa a ser constituída por leite de vaca diluído e enriquecido com hidratos de carbono; ou então por alimentos da mesa dos adultos, que acabam por se revelar insuficientes.

CARDÁPIO E ALIMENTAÇÃO

No cardápio habitual das crianças de baixa condição social, excetuando-se o feão, relativamente rico em proteínas, é comum a ingestão de alimentos de baixo valor proteico.

Assim, após o desmame, a criança já não recebe mais proteínas de origem animal e passa a receber poucas de origem vegetal Instala-se então o quadro da desnutrição proteica primária, cujo mecanismo íntimo reside na carência de proporção entre os aminoácidos. Outras carências vêm associar-se à proteica.

A falta de matéria-prima para a reposição celular e o crescimento leva à depleção (diminuição da quantidade dos humores) tecidual Os depósitos de gordura são consumidos e, por isso, as massas musculares diminuem.

desnutricao-e-anemias-na-infancia-boa-alimentacao

DESNUTRIÇÃO

Instalada a desnutrição como doença, o organismo inicialmente apresenta alterações bioquímicas, depois funcionais, finalmente anatômicas.

Um aspecto importante a ser considerado é o fator idade, pois, embora se saiba que o corpo humano cresce apenas 20% nos três primeiros anos de vida, é nesse período que 80% do desenvolvimento do cérebro se efetua.

A alimentação pobre em proteínas e calorias na infância, portanto, poderá impedir o desenvolvimento normal do cérebro, tornando sua recuperação praticamente impossível, em virtude da ocorrência de lesões irreversíveis. O aspecto geral do mal nutrido poteicamente é característico.

Nos casos de grande apatia a criança não se interessa por nada, seja alimento, brinquedo ou carinho. Nunca sorri e seu choro é fraco. Em conseqüência da escassez ou do desaparecimento da gordura subcutânea, seu equilíbrio térmico é instável e a temperatura corpórea, abaixo do normal.

Por isso o mal nutrido procura sempre defender-se do frio. O estado de magreza da criança mal nutrida se evidencia no tórax, nos braços e nas coxas, e sua musculatura é flácida e hipotrófica.

A única posição que aparentemente lhe dá algum conforto é a fetal, com pernas e braços encolhidos. Sente-se melhor em ambiente escuro, longe do convívio social. A retomada de interesse pelo ambiente, durante o tratamento, é considerada sinal importante de recuperação.

ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS

Como conseqüência da desnutrição, o equilíbrio funcional do organismo se altera, daí surgindo uma série de distúrbios entre os quais se inclui a anemia, redução isolada ou combinada da concentração da hemoglobina do sangue e do número de eritrócitos (glóbulos vermelhos).

Os glóbulos vermelhos sofrem a influência do crescimento orgânico, especialmente nos primeiros anos de vida, quando o desenvolvimento é mais acelerado. Além disso, sofrem a ação da carência alimentar. O déficit de hemácias ou de hemoglobina traduz a alteração do equilíbrio entre produção e destruição ou perda desses elementos do sangue.

A partir do terceiro mês de vida intra-uterina, a produção de eritrócitos (eritropoese) é realizada no figado e no baço do feto. Depois do quarto mês, a medula óssea passa a ter funções eritropoéticas crescentes, suplantando a atividade dos outros órgãos até que, a partir do sétimo mês de vida intra-uterina, torna-se a fonte produtora quase exclusiva de hemácias.

Para que esse processo tenha curso, é necessária a presença de substâncias nutritivas que contenham elementos indispensáveis à maturação dos glóbulos vermelhos e à formação da hemoglobina: ácido fálico, vitamina B 12 vitamina C, ferro, proteínas, cobre etc.

A ausência de um ou mais desses elementos prejudica o processo, surgindo então a anemia carencial. As anemias carenciais são ditas primárias quando a criança não recebe, através da alimentação, os elementos indispensáveis à eritropoese normal.

A carência de ferro, proteínas e piridoxina prejudica a formação normal da hemoglobina. Como a alimentação nos primeiros meses de vida é constituída quase exclusivamente de leite, que é pobre em ferro, instala-se nesse período um tipo de anemia considerada fisiológica. Com a introdução de alimentos mais ricos em ferro – ovos, vegetais, carne, o organismo infantil supera essa fase.

Imagem: nucleomeninojesus.org.br     dietpro.com.br



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos