Diagnóstico dos Tumores Cerebrais – Sintomas Iniciais e Tratamento

 

 

Os rumores formados no cérebro podem apresentar uma série de sintomas gerais ou outros mais definidos. Estes é que permitem deduzir a localização tumoral Existem, ainda, tumores que se formam sem apresentar sintoma crescendo insidiosamente.

DIAGNÓSTICO DOS TUMORES CEREBRAIS

Os tumores que causam sintomas localizados são os que se formam em regiões de controle de movimentos e sensações.

Suas consequências são facilmente notadas, pela disfunção de atividades físicas específicas. A massa tumoral, em seu processo de crescimento, comprime e invade as zonas cerebrais de controle, e os efeitos são bem evidentes.

ZONAS SILENCIOSAS

Quando os tumores afetam centros de função evidente, tais como motilidade, sensibilidade, visão, linguagem ou outros, essas funções se alteram e há motivo para se suspeitar da existência de tumor. Outras vezes, quando a massa tumoral se forma em centros de funções que não são bem evidentes, pode crescer sem ser notada.

Um tumor desse tipo pode permanecer “silencioso” até que, pelo crescimento, atinja uma zona que “emita” sintomas facilmente percebidos. Os tumores localizados na região frontal (correspondente à testa) são exemplos típicos. O cérebro é formado por metades iguais – esquerda e direita – denominadas hemisférios cerebrais.

Sua superfície, o córtex cerebral, é altamente importante. Ela é dividida por sulcos profundos, que separam os diversos
lobos cerebrais (occipital, parietal, frontal, temporal e ínsula). Quando se forma um tumor na parte anterior da regido frontal essa neoplasia é assintomática. Mas se estiver na parte posterior, dá sinais evidentes de sua existência, uma vez que vai atingir importante região de controle nervoso do motilidade voluntária.

Dessa forma, tumores cerebrais frontais podem tornar-se conhecidos subitamente, depois de formados porque puderam desenvolver-se “às escondidos”. E somente aparecem quando já cresceram tanto que chegaram a atingir as áreas de funções motoras.

Mas também podem ser conhecidos desde o início de sua formação, se aparecem na porção posterior do lobo frontal, ocasionando sintomas motores significativos.

CONVULSÕES

Um importante efeito da existência de um tumor frontal posterior é a epilepsia de Jackson, afecção que consiste em contrações musculares rítmicas – como se os músculos estivessem sendo ativados por choques elétricos.

Essa movimentação muscular prolonga-se por alguns minutos e não causa, obrigatoriamente, nenhum distúrbio do consciência. Tanto ocorre em um músculo só, quanto pode atingir toda uma metade do corpo.

Em alguns casos, os tumores ditos “mudos” – porque não apresentam nenhum sinal – provocam distúrbios psíquicos, promovendo a mudança do estado de humor do paciente, que se torna sumamente irritadiço. Uma diminuição da atenção pode surgir.

A memória e o espírito de iniciativa são, às vezes, afetados e reduzidos. Ainda pode haver sensível diminuição do respeito aos conceitos morais e o doente passa a praticar atos anti-sociais.

COMPRESSÃO E MORTE

Com relação aos tumores que apresentam os sintomas localizados – ou delimitados por zona e atividade cerebral -, os distúrbios ocorrem porque o cérebro é comprimido pelo tumor, que está crescendo. Esse crescimento determina o aparecimento de edema na região onde se localiza o rumor.

A irrigação sanguínea é prejudicada e a carência de oxigênio, que deveria ser conduzido pelo sangue, oferece condições para a necrose dos tecidos nervosos. O fato é sumamente grave, porque as células mortas não são substituídas por outras, normais, como ocorre nos demais tecidos orgânicos, inclusive nos ossos.

Consequentemente, quanto maior o tamanho da tumoração, maior será o dano sofrido pelo cérebro. Muito importante, por isso mesma, é o tempo de formação do tumor. Se seu crescimento for muito rápido, os danos para o cérebro serão maiores.

Os tumores levam a um aumento generalizado da pressão intracraniana, ao atingir determinado volume. Isso ocorre porque não há, na formação tumoral, uma modificação pura e simples do tecido cerebral, mas seu aumento de volume.

Além do aumento de pressão (decorrente do volume aumentado), há possibilidade de acontecer a obstrução dos ventrículos cerebrais, cavidades que contêm o líquido cefalorraquidiano. Tal entupimento também gera uma elevação de pressão, uma vez que provoca, pelo acúmulo do líquido, a dilatação dos ventrículos.

Eventualmente, podem ocorrer obstruções nos seios venosos (amplos canais do cérebro que dão passagem ao sangue venoso), o que faz diminuir o escoamento do sangue e aumenta a pressão intracraniana. O fenômeno de elevação da pressão dentro do crânio é identificado pela sigla HIC (hipertensão intracraniana).

PERIGO DE VIDA

Nem todos os tumores provocam a H!C. Pequenas formações tumorais podem desenvolver-se sem essa manifestação. Os tumores malignos, como são conhecidos os de crescimento rápido, ao contrário, em geral aumentam a pressão intracraniana.

A HJC pode provocar a compressão e a marte de importantes estruturas cerebrais, cuja disfunção chega ao ponto de acarretar a morte. Isso ocorre, por exemplo, se surgir uma lesão no cerebelo, que comprime os centros respiratórios situados numa estrutura vizinha, o bulbo cerebral.

O estabelecimento dos tumores cerebrais em geral é insidioso. Os sintomas aparecem com perturbações neurológicas, associadas a sinais característicos da HIC. O quadro clínico, porém, pode variar muito, indo desde a ausência total de manifestações até as perturbações graves na motilidade, visão, audição e outras.

DORES DE CABEÇA

Outro sinal importante da existência de tumor cerebral é a dor de cabeça renitente. No entanto, esse sinal não é absoluto, porque portadores de formações tumorais de crescimento lento não sentem, obrigatoriamente, dor de cabeça.

Além disso, a cefaleia surge em muitas outras afecções, principalmente neurológicas e psiquiátricas, e por isso sua presença não prova a existência do tumor. Náuseas e vômitos em jato são outros sintomas muito comuns de tumor cerebral. Também podem aparecer vertigens, ou crises epilépticas.

Um dos sinais mais importantes para o médico é a aparência especial da pupila óptica, no fundo do olho do doente, provocada pela HJC. A existência de um tumor cerebral pode, ainda, provocar unia diminuição da frequência cardíaca, devido à compressão e à destruição dos centros de comando dos vasos, no sistema nervoso central.

Também podem surgir alterações da pressão sanguínea, dificuldades na respiração, febre rebelde, dor na nuca e no pescoço, alterações visuais, mentais, da personalidade, de fala, motoras, sensitivas e outras, tais como paralisias localizadas na metade do corpo (hemiplegias) e sensações de “formigamento” e “aquecimento” nos membros.

O diagnóstico dos rumares cerebrais é bastante complexo. As principais armas empregadas pela medicina são raios X do crânio, eletrencefalograma, exame do líquido cefalorraquidiano, arteriografia, pneumoencefalografia etc. O sucesso do tratamento depende da precocidade do diagnóstico.

Os tumores cerebrais, se descobertos a tempo, podem ser tratados por radioterapia, extirpação cirúrgica e drogas anticancerosas, acompanhadas de medicamentos de ação geral.

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