Eletroencefalograma – Pra que serve? Preparo, Resultados e Dicas

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A medição das ondas elétricas emitidas pelas células nervosas do encéfalo é um meio para a obtenção de importantes informações sobre distúrbios psíquicos e mentais e para a localização de tumores.

As células especializadas na condução de estímulos e impulsos – as células nervosas – apresentam elevada capacidade de alterar seu potencial elétrico. No coração, por exemplo, o sistema de estimulação motora, ou seja, o motor que coloca em ação a bomba cardíaca, é formado por células do miocárdio modificadas.

O potencial elétrico criado pelas células cardíacas pode ser registrado através do eletrocardiograma (ECG). Como o coração, também as células nervosas do encéfalo (e do cérebro, que é uma parte dele) possuem atividade elétrica definida.

Embora já tivessem sido feitos muitos estudos sobre a atividade elétrica em cérebros de animais, as pesquisas no homem só começaram com o austríaco Hans Rerger. Entre 1929 e 1938, ele publicou cerca de vinte trabalhos relativos a esse assunto.

Os instrumentos disponíveis eram ainda incipientes; até então, para captar as correntes elétricas do cérebro era preciso colocar os eletrodos (placas terminais de um circuito elétrico) em contato direto com o córtex cerebral. Evidentemente, esse fato dificultava a experimentação em seres humanos.

No entanto, o aperfeiçoamento dos galvanômetros, instrumentos especiais para medir a intensidade e determinar a direção de uma corrente elétrica, tornou esse problema muito mais simples.

Hoje em dia, os especialistas dispõem de poderosos amplificadores que permitem identificar as correntes elétricas produzidas pelo cérebro, apesar da atenuação da corrente, após atravessar o osso e a pele.

As investigações e os trabalhos a respeito dos importantes fenômenos vitais que se desenvolvem dentro do cérebro humano aperfeiçoaram-se cada vez mais.

Constantemente são construídos aparelhos mais complexos e precisos. Grande parte dos fenômenos que ocorrem no interior do cérebro humano foi percebida e passou a merecer estudo pormenorizado. O aparelho usado para o registro da atividade elétrica do cérebro humano é o eletrencefalógrafo.

Ele registra graficamente as ondas elétricas emitidas pelas células nervosas do encéfalo, e, em particular, pelas células do cérebro, no decorrer de sua atividade.

CENTRAIS ENERGÉTICAS

Ainda que nenhum movimento muscular seja exteriormente perceptível, como pode acontecer, por exemplo, numa pessoa em anestesia profunda ou em estado comatoso, as células nervosas estão em constante ação.

Os inúmeros grupos de neurônios que compõem o córtex cerebral e que também estão distribuídos por todo o eixo nervoso, desde a extremidade cefálica até a terminação espinhal, trabalham sem cessar.

De maneira semelhante a diminutas centrais elétricas, produzem energia continuamente. As ondas elétricas emitidas e captadas por essas células nervosas altamente especializadas podem ser identificadas por meio do eletrencefalógrafo.

Para isso, os eletrodos encarregados de detectar a corrente elétrica são colocados em determinadas regiões da cabeça, sobre o couro cabeludo. Os eletrodos correspondem a pequenas placas de metal, aplicadas sobre a pele molhada com água ou com urna pasta especial.

A água, como a pasta usada para esse fim, é ótima condutora de eletricidade. Através desse meio condutor, os impulsos e Ricos desprendidos das células nervosas em atividade são captados e, através dos fios a que os eletrodos estão ligados, chegam a um dispositivo registrador.

Nesse dispositivo, a mensagem elétrica é amplificada e o resultado vai sendo inscrito em tinta numa fita de papel. Existem diferentes tipos de ondas elétricas, que apresentam freqüência e potencial variáveis, identificadas com letras do alfabeto grego.

As que predominam, normalmente, são as chamadas ondas alfa; além dessas existem as ondas beta, deita e teta. As ondas normais seguem a forma aproximada da letra S, na posição horizontal.

Em determinadas enfermidades neurológicas, as ondas podem parecer cúpulas, ou formas achatadas como barras gregas, ou ainda como se fossem pontas de lança.

O SONO ATIVO

Pode-se dizer que o eletrencefalograma (EEG) é o espelho da atividade cerebral. Num recém-nascido, o ritmo é instável e não se diferencia muito sob estímulo externo: o sistema nervoso ainda não está amadurecido e não apresenta reações imediatas a todos os estímulos externos.

A medida que avança o aprendizado e se desenvolve o eixo nervoso, as curvas vão se tornando cada vez mais diferenciadas, com maiores variações. O traçado torna-se cada vez mais rápido.

No recém-nascido, o ritmo de registro das ondas vai de 1 a 3 ciclos por segundo; por volta dos treze aos quinze anos, chega a 30 ciclos por segundo. Os progressos dos estudos da atividade elétrica do cérebro permitiram identificar várias características dos fenômenos corricais no homem.

Sabe-se que a atenção da pessoa, ou uma atividade mental qualquer, pode alterar o traçado. Durante o registro, com o indivíduo em repouso, é tocada uma campainha, ou um foco de luz incide sobre o rosto. O traçado imediatamente sofre alterações.

Se for pedido um cálculo matemático, por mais simples que seja, a atividade mental origina diferenças no percurso das ondas. E as alterações diferem sob cada estimulo O sono é outro importante recurso para modificar o EEG.

Quando o indivíduo dorme, espontaneamente ou sob efeito de um barbitúrico, registram-se modificações profundas no traçado. Esse fato atesta que o sono não é um fenômeno passivo: ao contrário, é uma forma diferente de atividade cerebral.

Cada uma das diferentes formas de provocar modificação no traçado eletrencefalográfico proporciona um novo campo de exploração dos fenômenos cerebrais. Ao mesmo tempo, essas variações tornam mais complicada a interpretação dos traçados.

ATIVIDADE E MORTE

A moderna cirurgia dos transplantes tem no eletrencefalograma um valioso instrumento de trabalho. Na verdade, só o EEG pode identificar precocemente a morte das células do cérebro.

Por esse motivo, o registro contínuo dessa atividade é de importância indiscutível para se obter a confirmação da morte de um possível doador, no exato momento em que cessa a produção energética do córtex cerebral.

Mas além dessa utilidade, a eletrencefalografia oferece aplicações variadíssimas, em inúmeros setores da psiquiatria e da neurologia. Ela é, por exemplo, o método de escolha para identificação, orientação e tratamento da epilepsia, afecção neurológica que consiste em descargas elétricas cerebrais desarmônicas e anormais.

O EEG é de grande valia para identificar e acompanhar a evolução do quadro, seja qual for sua intensidade. Inúmeros outros distúrbios psíquicos ou mentais, que se verificam ou se difundem ao nível do córtex cerebral, também podem ser avaliados pelo EEG.

Muitos casos de tumores cerebrais podem ser identificados e localizados com base nas informações fornecidas pelo traçado eletrencefalográfico. Os derrames, acidentes que ocasionam traumatismos cerebrais e inúmeras outras alterações, podem ser diagnosticados com esse recurso.

E, afora as incontáveis aplicações clínicas, o eletrencefalograma constitui também um recurso básico para o estudo e a pesquisa dos fenômenos complicais.

Fonte:

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Imagem: institutoglobalsaude.com.br



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