Estenose Aórtica – Qual seus Tratamentos, Causas e Sintomas

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De origem congênita ou decorrente de um processo inflamatório, provoca síncopes, angina de peito e, em casos extremos, leva à morte.

A válvula aórtica está situada logo no início da artéria aorta, que leva sangue oxigenado -proveniente dos pulmões – a todo o organismo.

Normalmente, ela é formada por três valvas (também chamadas cúspides), que se abrem ou se fecham de acordo com as fases do ciclo cardíaco.

Assim é que na sístole (fase de contração cardíaca), elas se dispõem de tal maneira – deixando livre a abertura da aorta – que o sangue arterial é jogado do ventrículo esquerdo para a aorta sem dificuldades maiores.

Durante a diástole, sua disposição é contrária: as valvas fecham a passagem, impedindo o refluxo sanguíneo, isto é, a volta do sangue da aorta para o coração.

Neste artigo falaremos sobre Estenose Aórtica – Qual seus Tratamentos, Causas e Sintomas.

Estenose Aórtica – Qual seus Tratamentos, Causas e Sintomas

ESTENOSE AÓRTICA

Pode ser congênita ou secundária a uma inflamação (reumática, por exemplo) ou a uma calcificação. Válvula aórtica afetada congenitamente pode ser estenosada desde o nascimento e gradativamente ir se calcificando com o decorrer das décadas.

Outra variedade de afecção congênita é aquela em que a válvula só apresenta duas cúspides que se mantêm praticamente normais durante a infância.

Com o passar dos anos, no entanto, essa alteração pode provocar anomalias hematodinâmicas irrelevante à circulação do sangue) que, por sua vez, levam à calcificação valvular com consequente estenose.

É, no entanto, a febre reumática a maior causa das lesões da estenose aórticas. Trata-se de uma complicação tardia de uma infecção por determinado tipo de bactérias: os estreptococos.

Um dos órgãos mais frequentemente afetados pela estenose aórtica é o coração e, em particular, as válvulas cardíacas.

O processo reumático, ao atingir as válvulas, provoca nelas uma reação inflamatória característica: edema (inchaço), células inflamatórias, ninhos celulares.

Posteriormente essas alterações podem ser substituídas por tecido cicatricial (fibrótico), o que leva a uma deformação da válvula, com eventual instalação de estenose e/ou insuficiência aórtica.

MANIFESTAÇÕES DA ESTENOSE AÓRTICA

Os sintomas raramente aparecem antes que o orifício aórtico perca cerca de 70% do diâmetro normal. O organismo consegue durante muito tempo manter um estado de compensação por tal falha como, por exemplo, pela hipertrofia do ventrículo esquerdo, que assim consegue expulsar o sangue através de um orifício estreitado.

O coração doente manifesta, através do gráfico, vibrações anormais durante a grande pausa. Ao sofrer as primeiras avarias e já não consegue mais suportar o trabalho extra. Só a partir desse instante aparece a sintomatologia.

Isso significa que mesmo uma grave estenose aórtica pode existir durante vários anos sem se manifestar clinicamente. Muitos dos pacientes com estenose aórtica são assintomáticos até os quarenta ou cinqüenta anos.

Todos os sintomas decorrem da deficiência de sangue que chega à aorta para ser distribuído à circulação geral – ou em virtude, ainda, da insuficiência cardíaca que se estabelece.

SINTOMAS

Os sintomas capitais são: dispneia (dificuldade respiratória) de esforço, angina de peito e síncope.

A dispneia se estabelece porque, além do ventrículo esquerdo, também o átrio esquerdo pode sofrer, ao fim de vários anos, alterações que, por sua vez, ocasionam dificuldade de drenagem das veias pulmonares. Surge, dessa maneira, a avaria das funções respiratórias dos pulmões.

A angina de peito é facilmente explicável pelo diminuto fluxo de sangue que chega às coronárias. Além disso, o ventrículo esquerdo hipertrofiado exige quantidades maiores de sangue, o que vem contribuir ainda mais para o processo doloroso.

Por outro lado, em pacientes idosos ou de meia-idade, os processos degenerativos arteriais (arteriosclerose) contribuem ainda mais para o agravamento do quadro, dessa forma propagando ainda mais a estenose aórtica.

SÍNCOPE

A síncope (perda da consciência), que pode aparecer após exercício físico, é explicada pelo fato de que o esforço desvia o sangue para os músculos, ocasionando uma diminuição da irrigação cerebral.

Se prolongado, pode ocasionar perda do controle dos esfincteres, com emissão involuntária de urina e fezes, convulsões etc.

Muitos pacientes apresentam frequentes períodos de tontura ou pré-síncopes, e aprendem então a controlar inconscientemente a síncope, pela cessação de qualquer atividade física.

Como o ventrículo esquerdo consegue por muito tempo manter as condições circulatórias razoavelmente equilibradas, cansaço fácil, fadiga intensa e outros sinais de insuficiência cardíaca não são fatos proeminentes, a não ser em seus estágios mais avançados.

Dispneia intensa, edema generalizado (anasarca), congestão hepática com aumento do volume do fígado que se torna “inchado’: mole e bastante doloroso. Complicando muito o tratamento para estenose aórtica.

COMPLICAÇÕES

Morte súbita pode ocorrer em pacientes portadores dessa afecção, mas raramente pacientes assintomáticos, e que nem mesmo sabem ser portadores de estenose aórtica, falecem desse modo.

A aparência geral e o desenvolvimento de um paciente com estenose aórtica são normais, exceto nos últimos estágios da doença.

No exame físico, o médico poderá encontrar alterações sugestivas, representadas por pulso lento, coração aumentado com desvio do choque de sua ponta contra a parede torácica.

Chama a atenção a ausculta cardíaca alterada: percepção dos ruídos de abertura da válvula aórtica, presença de sopro rude, irradiado ou não para a carótida, em virtude da passagem do sangue, durante a sístole cardíaca por um orifício estreitado.

Importantes alterações da circulação do sangue podem ser detectadas por métodos especializados, como medida de pressão dentro dos ventrículos, ou cateterização do ventrículo esquerdo, complicando de forma drástica o tratamento da estenose aórtica.

Este processo consiste na introdução através do sistema vascular de um cateter (sonda especial) no interior do ventrículo esquerdo, para medir sua pressão.

TRATAMENTO

Em casos de estenose grave e de crescimento ventricular esquerdo, pode ser obrigatória a proibição de exercícios físicos intensos.

Constatada a existência de insuficiência cardíaca, o paciente poderá ser submetido a tratamentos medicamentosos, como cardiotônicos (‘Fortificantes “para o coração), diuréticos (para “soltar” a urina e assim eliminar o edema) e vasodilatadores, para reduzir as crises de angina e de isquemia cerebral (deficiência da irrigação sanguínea no cérebro).

As vezes é mais aconselhável a cirurgia cardíaca, desde a comissurotomia, abertura do orifício estreitado, até a troca da válvula lesada por uma artificial, essas cirurgias podem ajudar muito no tratamento da Estenose Aórtica.

Na estenose aórtica, indicada pela flecha vermelha, o orifício da válvula vai se estreitando e cada vez mais dificulta a passagem do sangue do ventrículo para a artéria.

Para impulsionar o sangue, o ventrículo torna-se hipertrofiado, pois desenvolve muito a musculatura. No Quadro de fundo negro, aspecto de uma válvula estenosada. O estreitamento é indicado pela flecha azul.

Neste artigo falamos sobre Estenose Aórtica – Qual seus Tratamentos, Causas e Sintomas.

Imagem- dicassobresaude.com



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