Esterilidade Masculina – O que é? Quais os Tratamentos? É perigoso?

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Distúrbios glandulares e doenças venéreas são as causas mais frequentes de ausência ou insuficiência de espermatozoides.

Em sentido amplo, o termo esterilidade significa a incapacidade de ter filhos ou de procriação. Durante muito tempo, praticamente até o início do século XX, a mulher era geralmente considerada como a única responsável quando o casal não tinha filhos.

Atual­mente, o conceito de esterilidade mudou bastante. Isso porque se comprovou estatisticamente que, nos casais estéreis, o homem, é o responsável em cerca de 35% dos casos, a mulher em 45% e, nas outras vezes, ambos os cônjuges são responsáveis.

A partir do início do século XX, o grande progresso em vários campos científicos permitiu ampliar extraordinariamente os co­nhecimentos sobre os aparelhos genitais feminino e masculino, abrindo novas perspectivas para o estudo da esterilidade humana.

Essas descobertas, aliadas ao estudo científico da fisiologia do ato sexual, passaram a constituir também dados básicos para a me­lhor compreensão da esterilidade.

Na mulher, o aparelho genital encarrega-se da produção de células sexuais – óvulos -, da secreção de hormônios sexuais e de todas as funções relacionadas com o desenvolvimento de um novo ser.

No homem, o aparelho genital tem funções menos complexas: produz células sexuais – os espermatozoides, além de armaze­ná-las para a emissão para o exterior, através da ejaculação, no momento oportuno. Além disso, segrega o hormônio sexual carac­terístico do homem, a testosterona.

A produção de espermatozoides e de testosterona é efetuada pe­los testículos, glândulas sexuais correspondentes aos ovários femininas.

Neste artigo falaremos sobre Esterilidade Masculina – O que é? Quais os Tratamentos? É perigoso?

Esterilidade Masculina – O que é? Quais os Tratamentos? É perigoso?

Comparáveis a pequenos ovos achatados, os testículos são formados basicamente por um enorme aglomerado de pequenos tubos (túbulos seminiferos), emaranhados e dispostos compacta­mente como os fios de um novelo de lã. O comprimento total desses túbulos, em apenas um dos testículos, chega a atingir 800 me­tros.

Neles ocorre a fabricação dos espermatozoides, num comple­xo processo de transformações celulares.

Já no tecido conjuntivo que preenche os espaços existentes entre os túbulos seminíferos, localizam-se células secretoras especiais (células intersticiais) que elaboram a testosterona.

Esse hormônio começa a ser produzido somente pouco antes do Início da puber­dade e determina o aparecimento dos caracteres sexuais secundários do homem.

Os tubinhos produtores de espermatozoides confluem para uma extensa rede de outros ductos, dispostos no interior do epidídimo, uma estrutura semelhante a um pequeno verme, localizada sobre cada testículo.

A cauda do epidídimo está ligada ao extenso canal deferente, que comunica o epidídimo com a uretra, via de eliminação da urina e do esperma para o exterior.

Antes de chegar à ure­tra, o canal deferente encontra-se com a desembocadura dos ca­nais excretores das vesículas seminais, um par de glândulas que produz parte do líquido que compõe o esperma.

A próstata, outra glândula anexa ao aparelho genital masculi­no, segrega um fluido ácido especial que, como o líquido seminal, é fundamental para a composição do esperma.

Essas secreções glandulares constituem a maior parte do volume do esperma e pro­porcionam condições altamente favoráveis para a sobrevivência dos espermatozóides no exterior.

ESPERMATOZOIDES E MASCULINIDADE

De mo­do geral, ao atingir os 10 ou 11 anos, o menino começa a apresen­tar mudanças gradativas. É o início da puberdade.

Pelos aparecem nas axilas e no púbis, os ombros alargam-se, ocorre o aumento do volume da laringe acompanhado da modificação da voz, a qual as­sume uma tonalidade grave, caracteristicamente masculina.

Essas mudanças da puberdade, entre outras, são decorrentes da ação da testosterona, hormônio sexual produzido pelos testículos.

O processo de produção de espermatozoides, a espermatogênese, no entanto, só tem início alguns anos depois, com o término da adolescência, por volta dos 15 anos de Idade.

Na puberdade, a hi­pófise, glândula-mestra do organismo, inicia a produção de gona­dotrofina (gônadas, glândulas sexuais; trophein, alimentar), hormônio encarregado da atividade dos ovários e testículos.

Isso ocorre a partir de uma ordem do hipotálamo, região do sistema nervoso central que controla a atividade da hipófise.

AS GONADOTROFINAS

As gonadotrofinas, por sua vez,fornecem o estímulo para a espermatogênese; sua deficiência é uma das causas de produção in­suficiente ou ausência de espermatozoides.

Além disso, a forma­ção de espermatozoides exige condições especiais: depende de um delicado equilíbrio hormonal (gonadotrofinas, testosterona e hor­mônio tireoideano).

Outra condição fundamental é uma temperatu­ra ligeiramente inferior à corporal, assegurada pela localização es­tratégica dos testículos no interior da bolsa escrotal.

Além de permitir uma irradiação adequada do calor para o ambiente, o escro­to funciona como um verdadeiro termostato automático natural. Nos casos em que o testículo não desce, permanecendo no interior do abdome (criptorquidia), ocorre a falta de espermatogênese co­mo resultado da temperatura elevada.

A temperatura anormalmente elevada do testículo, entretanto, não influi na atividade de secreção de testosterona. Mesmo que os dois testículos não desçam, as células intersticiais elaboram testos­terona já a partir da puberdade.

A presença de características mas­culinas, portanto, não tem relação direta com a espermatogênese. Homens estéreis (inférteis), cujo esperma não contém espermatozoides, podem manter todas as características masculinas.

POTÊNCIA SEXUAL

Os termos fertilidade e potência (se­xual), apesar de serem correlatos em muitos pontos, designam ati­vidades relacionadas com a função sexual masculina basicamente diferentes. Fertilidade é a capacidade de dar origem a um novo ser.

A potência sexual, por sua vez, é a capacidade de realizar a cópula, denominação técnica do ato sexual. A potência envolve basicamente a ereção do pênis e a emissão de espermatozoides sob estímulo sexual (ejaculação).

Fundamentalmente, a potência depende do sistema nervoso e de influências psicológicas (que interferem através do sistema nervo­so).

A existência de testosterona – condição básica para o desen­volvimento e manutenção parcial das características masculinas – não é condição essencial. Uma evidência disso é, por exemplo, a presença de ereção em meninos de menos de 5 anos.

Os casos de impotência, em suas várias formas -falta de ere­ção, de ejaculação, de orgasmo e outras -, são, na grande maio­ria dos casos, de origem exclusivamente psicológica.

Nos homossexuais masculinos, por outro lado, raramente se verifica qualquer alteração na secreção de testosterona, nos caracteres sexuais, na secreção hormonal ou na espermatogênese.

Em condições normais, a fertilização do óvulo feminino pelo espermatozoide depende estreitamente de ocorrer potência sexual normal.

A impotência, como algumas alterações anatômicas do pênis, é um impedimento para a emissão adequada dos espermatozoides para o exterior e sua consequente deposição na vagina.

No estudo da esterilidade masculina costuma-se separar os casos de­correntes exclusivamente de alterações de potência, os quais em geral são da alçada do psiquiatra.

É importante conhecermos a potência sexual para a Esterilidade Masculina .

ESPERMA DEFICIENTE E A ESTERILIDADE MASCULINA

Do final da adolescência até a senilidade do homem, os testículos demonstram uma atividade es­pantosa na produção de espermatozoides.

Num processo quase contínuo, a espermatogênese transcorre, em determinados casos, até idades bastante avançadas; conhecem-se casos de indivíduos que se tornaram pais com mais de 90 anos de idade.

O espermatozoide humano tem uma forma característica. Na cabeça está localizado o núcleo celular, que carrega toda a infor­mação genética necessária para, por meio da fusão com o núcleo do óvulo, dar origem a um novo ser.

No ‘corpo “parece estar si­tuado o material energético necessário ao longo trajeto que o espermatozoide deve percorrer no interior do aparelho genital femi­nino.

A cauda tem apenas função mecânica; através de movimen­tos ondulatórios ela determina a progressão do espermatozoide, à espantosa velocidade de até 3 cm por minuto.

Geralmente cada cm3 de esperma contém cerca de 150 milhões de espermatozoides. Quando se encontram menos de 60 milhões de espermatozoides por cn9, configura-se a alteração conhecida por otigospermia.

Quando, após 2 horas da emissão, se encontram menos de 20% de espermatozoides com boa motilidade, identifica-se outra alteração do esperma, a astenospermia (astenos, fraqueza). Já a morte dos espermatozoides logo após a ejaculação recebe a denominação de necrospermia.

ESPERMA

A ausência de espermatozoides no esperma, por sua vez, é co­nhecida como azoospermia. Pode ocorrer por falta total de aspermatogênese ou pela presença de obstáculo em ambas as vias espermáticas.

Para diferenciar essas duas causas realiza-se uma biópsia (retirada de fragmento para análise) de testículos. Quando a espermatogênese é normal, o caso é de azoospermia obstrutiva, causada por bloqueio total das vias espermáticas.

Alguns dos fatores que inibem a espermatogênese são as radia­ções X ou gama (as células que formam os túbulos seminfferos são extremamente sensíveis a esses raios), a carência de aminoácidos essenciais e vitaminas (principalmente A e E), insuficiência da tireoide.

Toxinas bacterianas, intoxicação por tintas à base de chum­bo, fumo e álcool. Entre as infecções, a caxumba representa grave perigo- A orquite (inflamação do testículo), que pode ocorrer nos adultos com caxumba, muitas vezes determina a destruição dos túbulos seminíferos e a azoospermia definitiva.

A gonorreia, quando não curada no surto inicial, pode estender-se às vias espermáticas, atingindo os epidídimos. Pode causar, num processo cicatricial, a obstrução das vias espermáticas, blo­queando a saída dos espermatozoides. Assim, causando a Esterilidade Masculina .

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico da esterilidade masculina é muito mais simples que o da feminina. O número de fatores que podem estar alterados é muito menor.

O diagnóstico compreende o exame clínico dos órgãos genitais externos (pênis, escroto, testículos, cordão espermático).

Seguido do espermatograma – exame que verifica volume, acidez, aspecto físico, vitalidade e porcentagem deformas anormais dos espermatozoides contidos no esperma. O tratamento, por sua vez, poder de ser clínico ou cirúrgico.

O clínico visa a melhorar as condições do esperma; conforme o caso, são administrados vitaminas, gonadotrofinas, hormônio tireoidiano; indica-se regime de emagrecimento ou dieta rica em proteínas, melhora dos hábitos de vida (para evitar estafa) e diminuição do consumo de álcool e fumo.

Já o tratamento cirúrgico é indicado quando existem anomalias anatômicas do pênis ou obstruções das vias espermáticas.

Neste artigo falamos sobre Esterilidade Masculina – O que é? Quais os Tratamentos? É perigoso?

Imagem- materprime.com.br



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