Estreitamento da Válvula Aórtica – O que é? É perigoso? Mata? Confira!

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Considerada até pouco tempo uma doença fatal, hoje o estreitamento da válvula aórtica pode ser corrigido por uma cirurgia.

Dentre as inúmeras doenças do coração, a estenose (estreitamen­to ou estrangulamento) aórtica, ainda que relativamente rara, já é bastante conhecida nos diferentes serviços de cardiologia de todo o mundo.

Em São Paulo, o Hospital das Clínicas, no início da dé­cada de 70, constatou 53 casos em 605 cardiopatias congênitas tratadas cirurgicamente com circulação extracorpórea – ou seja, numa incidência de quase 10016. Hoje, portanto, a estenose aórtica já é tratável.

Neste artigo falaremos sobre Estreitamento da Válvula Aórtica – O que é? É perigoso? Mata? Confira!

Estreitamento da Válvula Aórtica – O que é? É perigoso? Mata? Confira!

VARIAÇÕES

Existem três tipos de estenose aórtica congêni­ta, isto é, resultantes de um defeito genético. Distinguem-se pela lo­calização e morfologia: ao nível, acima ou abaixo das válvulas aórticas. Estenose aórtica congênita ao nível das válvulas é o tipo mais freqüente, representando 70% dos casos da doença.

Compreende uma fusão dos folhetos da válvula com um estrangulamento mais ou menos pronunciado, restando um orifício,  que pode ser central ou excêntrico.

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Uma válvula aórtica normal, mas com um estreitamento no início da artéria aorta, caracteriza a estenose supra valvular. A arté­ria torna-se fibrosa, seu calibre reduz-se e a passagem do sangue, em cada pulsação, torna-se difícil.

Na estenose subvalvular, o estreitamento localiza-se na via de saída do ventrículo esquerdo imediatamente abaixo da válvula. Nota-se aí um anel fibroso, tomando toda a circunferência dessa porção do ventrículo. Conhecer as variações é importante para Válvula Aórtica.

SINTOMAS

A estenose aórtica atinge mais frequentemente os homens (63%) do que as mulheres (37%). A maioria dos pacien­tes tratados localiza-se na faixa dos 10 aos 20 anos. A doença é mais rara acima dos 30 anos de idade.

Frequentemente, os portadores da afecção não apresentam sin­tomas, e a estenose só é descoberta num exame clínico de rotina.

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Já nos casos sintomáticos, as queixas frequentes são de falta de ar nos esforços, anginas (dores precordiais), palpitações, tonturas e às vezes desmaios por suprimento deficiente de oxigênio ao cére­bro (anoxia).

Antes que se manifestem complicações – como a insuficiência aórtica por estafa do ventrículo esquerdo, endocardite bacteriana, fibrose e calcificação da válvula -, os pacientes de­vem submeter-se a uma intervenção cirúrgica.

Há casos, por exemplo, de pacientes assintomáticos em que, no entanto, a doença está avançada: podem ser acometidos de um mal súbito, com morte repentina. Por essa razão, sempre é reco­mendável um tratamento precoce para a estenose.

O exame clínico revela um frémito sistólico perto do mamilo esquerdo – sensação tátil do ruído produzido pelo sangue ao passar por um orifício es­treitado.

O choque da ponta do coração está desviado para a es­querda, devido à hipertrofia do ventrículo esquerdo. A ausculta­ção cardíaca revela um sopro sistólico intenso e rude na região do foco aórtico, geralmente irradiando-separa o pescoço. Conhecer os sintomas é importante para Válvula Aórtica.

ELEMENTOS PARA O DIAGNÓSTICO

Afim de cons­tatar a enfermidade, o médico se vale da história do paciente, dos dados clínicos, do estudo dos exames subsidiários, constituídos ba­sicamente por radiografias.

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O exame radiológico mostra um au­mento de volume do coração: o ventrículo esquerdo encontra-se hipertrofiado e dilatado, em virtude da tentativa de vencer o estrei­tamento valvular.

Se o médico desejar dados adicionais, recorre ao eletrocardiograma, que pode confirmar a sobrecarga de trabalho a que se está submetendo o ventrículo.

A angiografia – injeção de substância contrastante (radiopa­ca), mediante punção de uma artéria perérica ou do próprio ven­trículo esquerdo – é empregada para que o médico possa locali­zar e identificar a estenose.

CATETERISMO

Para confirmar o diagnóstico e certificar-se da necessidade de recorrer a uma cirurgia corretiva, o médico lança mão de um último exame, o mais sofisticado de todos: é o ca­teterismo. Permite um estudo das diferenças de pressão existentes entre o ventrículo esquerdo e a aorta.

Cateter é uma sonda que, introduzida através de uma artéria pe­riférica até a aorta e o ventrículo esquerdo, possibilita a colheita de amostras sanguíneas e o registro das pressões nesses dois lo­cais. O cateterismo pode, assim, determinar a região da estenose e o desnível das pressões.

O médico recomenda, em caráter de urgéncia, a operação, quando há um acúmulo de sintomas: pressão acima de 35 mm Hg (diferença de pressão entre a aorta e o ventrículo esquerdo), angi­na, diminuição do fluxo sangüíneo nas artérias coronárias, sinais de insuficiência cardíaca moderada e arritmia cardíaca.

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Nos pacientes em iminência operatória, constata-se pelo exame radiológico o aumento do coração, confirmado pelo eletrocardio­grama. Esse exame fornece também dados relativos à sobrecarga cardíaca ao nível do ventrículo esquerdo, além de acusar também a deficiência da circulação coronária.

A DELICADA OPERAÇÃO

Atualmente, a valvulectomia aórtica somente deve ser realizada com o emprego da circulação extracorpórea, através de uma incisão médio-esternal, vertical, sem abertura das pleuras.

Após o exame do coração e dos grandes vasos, o cirurgião faz a perfusão dos dois átrios e procede à drena­gem do sangue contido em seu interior.

A seguir, estabelece-se a parada cardíaca por perfusão das coronárias, com sangue oxigenado a 4°C.

Abre-se, então, a aorta e expõe-se a válvula para exame do tipo de estenose, das alterações dos folhetos bem como a detecção de possíveis nódulos calcificados.

Terminada a valvulectomia, a aór­ta é suturada e o coração volta a bater de maneira espontânea. Ca­so os batimentos não voltem normalmente, promove-se a recupera­ção cardíaca através de choques elétricos e massagem.

Neste artigo falamos sobre Estreitamento da Válvula Aórtica – O que é? É perigoso? Mata? Confira!

Imagem- academiamedica.com.br

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